Concílio de Nicéia: aliança maldita entre as elites políticas e econômicas do Império, e, os sacerdotes herdeiros do Anticristo

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Livro Maldição do Templo do Sacerdote – Resgate do sentido original da doutrina de Jesus:
http://tribodossantos.com.br/pdf/Maldi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Templo%20-%20Introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf

Paulo de Tarso o Anticristo propôs e incrementou aliança e um acordo tácito entre a igreja pseudo cristã que criou, e, as elites políticas e econômicas, no âmbito do Império Romano. Por um lado, Paulo o Anticristo e suas lideranças combatiam, ideologicamente, o movimento revolucionário de comunidades igualitárias em rede descentralizada desencadeado pelo Jesus Histórico. Por outro lado, as elites políticas e econômicas combatiam fisicamente os verdadeiros seguidores de Jesus. Ou seja, combatiam-nos por extermínio precedido de martírio. Paulo o Anticristo criou o modelo de igreja hierarquizada, autoritariamente centralizada  e aliada às elites políticas e econômicas. Este modelo de religião foi a base das instituições religiosas hierarquizadas, isto é, pseudo cristãs, que se desenvolveram ulteriormente ao longo de dois mil anos de história: a católica, a ortodoxa, anglicana, as diversas denominações tanto protestantes como as evangélicas, etc.

Em primeiro lugar, cristalizou-se a igreja católica, como herdeira direta da igreja pseudo cristã criada pelo Anticristo. O desenvolvimento de cada uma dessas instituições pseudo cristãs foi acompanhado, freneticamente, da construção dos respectivos templos-edifícios. Em cada uma delas, a construção de templos-edifícios proliferou de modo assustador. Essa proliferação espantosa vem ocorrendo até aos dias de hoje.

A revolução pelo modelo de formação social simbolizada na forma de um “quadrado“, ou melhor, no “cubo perfeito” (Ap 21, 16), isto é, núcleos igualitários ou horizontais e em rede descentralizada  baqueou, após cerca de três séculos de sistemático combate ideológico combinado, tacitamente, com o extermínio dos genuínos seguidores do Filho de Deus. Finalmente, a Aliança Maldita se consagrou vencedora: de um lado, os ideólogos hegemônicos herdeiros da igreja hierarquizada criada pelo Anticristo e seus asseclas, e de outro lado, as elites políticas e econômicas do Império Romano, já em adiantado estado de decadência e putrefação. A Aliança Maldita celebrou essa vitória e selou essa aliança, no Concílio de Nicéia realizado em 325.[1]

No concílio acima citado, as famigeradas elites políticas e econômicas do Império estavam representadas pelo Imperador Romano chamado Constantino. O qual convocara e procurava contemporizar os diversos grupos (arianos; nestorianos; gnósticos; maniqueus) de ambiciosos sacerdotes herdeiros da igreja de Paulo o Anticristo. Grupos estes que disputavam entre si a hegemonia sobre o conjunto das igrejas oriundas da contrarrevolução liderada por Paulo o Anticristo. Cada qual defendia argumento débil. Mas, as elites políticas (Constantino e seu corpo burocrático) queriam que esses grupos contemporizassem entre si e buscassem uniformidade na doutrina, por mais descabida e esdrúxula que fosse a unidade ideológica resultante. A fim de evitar conflitos e facilitar a manipulação religiosa dos diferentes povos, que ainda estavam subjugados ao decadente Império. Não houve consenso. Assim, o grupo dos atanasianos e a amálgama doutrinária destes foram escolhidos pelo Imperador Romano, e as demais doutrinas foram consideradas como heresias.[2]

O Concílio de Nicéia celebrou a vitória final da aliança maldita contra os genuínos seguidores do movimento revolucionário desencadeado pelo Filho de Deus. A partir da consagração dessa aliança, foi dada rédea à volúpia sacerdotal, voltada para a construção de templos-edifícios. Os sacerdotes, seus aliados (elites políticas e econômicas) e muitas das submissas ovelhas-robôs foram prolíferos em construírem templos e mais templos. Hoje, a proliferação da construção de templos (católicos, protestantes, evangélicos, etc.) se desenvolve como que um câncer maligno, que se espalha na sociedade. Em cada esquina, de um lado, seguidores do Anticristo constroem um templo, e do outro lado, a agiotagem oficializada abre suas lojas de usura (agências bancárias, e financeiras exclusivas para “empréstimo”, isto é, agiotagem e usura).

[1] . Cf. Burns, E. M. História da Civilização Ocidental, p. 243.

[2] . Cf. Idem, p. 260-261.