As elites dos EUA e os mecanismos de produção e administração da violência social (MPAVS)

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Livro Maldição do Templo do Sacerdote – Resgate do sentido original da doutrina de Jesushttp://tribodossantos.com.br/pdf/Maldi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Templo%20-%20Introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf

Ideólogos membros da fratria leonina integrante das elites brasileiras portuga-descendentes e seus aliados eugenistas aprenderam muitas estratégias de controle social, nos cursos de adestramento, que frequentaram nos Estados Unidos. Por exemplo, a “eminência parda” que foi adestrada, em 1944, pelo Exército norte americano, e que aconselhava os governos do golpe de 64[1]

Já em 1944, As elites norte americanas dispunham de “know-hal” voltado para a moldagem de conduta e controle social, no contexto dos mecanismos de produção e administração da violência social, que é dissimulado na ideologia do combate a violência e criminalidade.[2]

Nos anos que precederam a Crise de 29 (Grande depressão), As elites norte americanas generalizaram a aplicação da ideologia da “administração científica” proposta por Frederick Taylor (extrema racionalização do processo de trabalho, que implica no incremento da exploração da força de trabalho: o trabalhador trabalhar mais e ganhar menos). Cujo objetivo consistia em incrementar a produtividade e o ganho do capital industrial. Política econômica esta que contribuiu para a crise econômica de superprodução acompanhada de deflação, que culminou com o “Crash da Bolsa de 1929, a Quinta-Feira Negra, com a drástica queda do produto interno bruto e de ações, e que se estendeu pelos anos 30.

Nos anos que precederam a crise de 29, as elites dos EUA vinham aplicando os mecanismos de produção e administração da violência social. Elas já aplicavam esses mecanismos, nos moldes aplicados, conforme mostramos anteriormente, a partir de 1979, pelas elites brasileiras da fratria leonina. Pois, Já na década de 20, a política econômica taylorista vinha produzindo empobrecimento, descontentamento dos segmentos trabalhadores norte americanos, e desemprego. Isto ocorreria no contexto da democracia norte americana, e esse descontentamento precisava ser controlado.

As elites dos EUA criaram a Lei Seca (proibição oficial de fabricação, importação, varejo, transporte, importação ou exportação de bebidas alcoólicas), editada em 16/02/1919. Elas ratificaram-na em 16/01/1920, no 18º Aditamento da Constituição dos EUA. Essa lei permaneceu ativa e perpassou a Crise de 29. Ela perdurou durante treze anos, e foi abolida em 1933.

As elites norte americanas sabiam muito bem da impossibilidade e nunca tiveram a intenção de erradicar a bebida alcoólica, no seu país. Mas, sabiam que podiam e queriam criar uma “reserva informal (ilegal) do mercado” desse tipo de bebida. Cujo objetivo consistia em atrair os elementos das classes perigosas (desempregados, subempregados, emigrantes sem trabalho, etc.) para o negócio ilegal e “imoral” de bebidas alcoólicas, cujo consumo era considerado, por muitos, como nocivo à saúde, à família e à sociedade, etc.

Na realidade, o objetivo era vigiar, punir e exterminar os jovens mais ativos membros das classes perigosas (excedentes das classes trabalhadoras), sejam delinquentes sejam instrumentos físicos do poder. Vigiar e punir (disciplinar), também, os segmentos trabalhadores pobres, nos seus bairros residenciais. Farto material (filme, livro, jornal, etc.) retrata esse quadro, exaltando o “dualismo mocinho versus bandido”, do lado “bandido”, gangs a exemplo daquela chefiada pelo gângster chamado de Al Capone (Scarface), e do lado “mocinho”, policiais federais, regionais e municipais.

No contexto internacional, em 1962, o então presidente norte americano Richard Nixon consagrou a bandeira “Guerra contra a droga”, em convenção da ONU, manipulada pelos EUA. A aplicação da ideologia da “guerra contra a droga” insere-se, também, no contexto dos mecanismos de produção e administração da violência social, e também política. Ela foi aplicada nos EUA com grande sucesso, enquanto meio de vigiar, punir e exterminar membros das “classes perigosas”: exterminaram muitos jovens ativos e aumentou, assustadoramente, o número destes nas prisões.

A estratégia da ideologia da guerra contra a droga de Nixon se destinava, também e, sobretudo, aos países com grandes contradições sociais, a exemplo do Brasil. Cujas elites são aliadas de modo submisso às elites norte americanas. Em 1979, o Ministro da Justiça foi orientado pelo governo militar, no sentido de constituir um Grupo de Estudos, com o objetivo de incrementar os mecanismos de produção e administração da violência social no Brasil. Mecanismos estes dissimulados na ideologia da “guerra à violência e criminalidade”

No Brasil, a proibição lega de uma atividade tida como imoral e perniciosa, já vinha sendo empregada, como meio de criar com que uma “reserva de mercado”. Reserva esta destinada as “classes perigosas”: o “jogo do bicho”. Cuja finalidade consistia em criar meios legais e informais, voltados para vigiar e punir os jovens mais ativos oriundos dos segmentos pobres trabalhadores e dos excedentes deste. Dois aspectos contribuíram para o governo militar incrementar os mecanismos de produção e administração da violência, recorrendo à ideologia da “guerra contra a droga”. Por um lado, a atividade do jogo do bicho vinha se institucionalizando, embora ainda na informalidade, e já havia pessoal mais ativo nela engajado e vigiado. Por outro lado, o aumento populacional, o alinhamento às exigências do governo norte americano e a conveniência da abertura política (diástole), propiciaram, por volta de 1979, à incrementação dos MPAVS.

[1]. Cf. Silva, G. do C. e. Conjuntura política nacional: o Poder executivo & Geopolítica do Brasil, p. IX.

[2] . Ver mais Mecanismos de produção e administração da violência social (MPAVS): Art. 38. Alternância no poder entre as elites leonina e raposina: a “anestesia democrática” e os MPAVS (Art. 38, 5.5.1., p. 192-195);

Art. 39. Produção cultural e violência show ao vivo na moldagem da conduta violenta, no quadro dos MPAVS (Art. 39, 5.5.2., p. 196-197);

Cf. Art. 40. Gladiadores do século XXI – violência show ao vivo: o novo coliseu (Art. 40, 5.5.3.;5.5.4., p. 207-209) http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/06/gladiadores-do-seculo-xxi-violencia.html

Art. 41. Meios formais (estratégia da proibição legal do tóxico) e informais empregados nos MPAVS (Art. 41, 5.5.5., p. 209-214).

http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/06/meios-formais-estrategia-da-proibicao.html