Mecanismos de produção e administração da violência social operados pelas elites

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Livro Maldição do Templo do Sacerdote – Resgate do sentido original da doutrina de Jesus:

http://tribodossantos.com.br/pdf/Maldi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Templo%20-%20Introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf

O Trito-Isaías criticara as elites políticas e seu corpo burocrático do Estado (conselheiros, sacerdotes, juízes, chefes militares, etc.), representando-os na figura de “cães de guarda cegos, mudos e incapazes de latir, mas vorazes e insaciáveis”. Os quais são insensíveis com os sofrimentos e assassinatos das pessoas justas e honestas. Mas desatentos com os “grandes grupos de interesses” (representados nas figuras dos “animais do campo e das florestas”) estabelecidos nas “nações vizinhas”, dirigidas por elites inimigas, belicosas e ambiciosas:

Animais dos campos, vinde todos apascentar-vos, como também animais da floresta. Meus guardas estão todos cegos e não vêem nada; são cães mudos incapazes de latir, sonham estirados, gostam de cochilar; são cães vorazes e insaciáveis, (são pastores que nada observam) cada qual segue seu caminho, em busca de seus interesses. ‘Vinde, vou buscar o vinho, com licores nos embriagaremos, amanhã como hoje, haverá uma enorme bebedeira.’ E o justo perece sem que ninguém se aperceba, as pessoas de bem são arrebatadas e ninguém se importa; Por causa do mal, o justo é arrebatado para entrar na paz; repousam em seus leitos, aqueles que seguiam o caminho reto (os grifos em negrito são nossos)”. (Is 56, 9-12; 57, 1-2).

São notáveis as analogias entre, de um lado, a conduta que o Trito-Isaías atribui, figurativamente, às elites judaicas, e ao contesto histórico interno e externo, e do outro, a conduta das elites brasileiras portuga-descendentes, seus aliados eugênicos e as esquerdas traidoras da nação, e ao respectivo contexto interno e externo.

Por um aspecto, os dirigentes da nação brasileira estão como que cegos, surdos e mudos diante das crises econômicas gravíssimas que vêm afetando o mercado global, sobretudo a partir do centro motor do sistema capitalista internacional. Ou melhor, a partir da Europa e do grande império atual e demais potências militares e econômicas. As quais são, tradicionalmente, gananciosas e não titubeiam, diante das crises mundiais, em empregar recursos militares, para garantir seus interesses econômicos. Cada uma dessas potências vem atuando, historicamente, tanto contra as potências concorrentes como contra as nações subdesenvolvidas e vulneráveis, a exemplo do Brasil. Enquanto nossos dirigentes espoliam a massa dos trabalhadores constituída de jovens pobres, sonham estirados e desfrutando dos paraísos que constroem, e são pegos dormindo a sono solto, durante seus afazeres oficiais.

Por outro lado, as elites brasileiras portuga-descendentes, seus aliados eugênicos e os líderes esquerdistas traidores da nação são como cães vorazes e insaciáveis em busca dos seus interesses, isto é, a espoliação que exercem sobre os segmentos pobres da população. Elas empregam os meios mais violentos para manter a população sob controle. Ou seja, elas aplicam os mecanismos de produção e administração da violência social, como meio de moldagem de conduta e de controle social. Para efeito de simplificação, podemos empregar a abreviatura “MPAVS”, para designar os “mecanismos de produção e administração da violência social”.

A proibição formal do entorpecente químico visa criar amparo e justificativas legais, para a produção e administração da violência social, no que tange a atender diversos objetivos informais (não-explicitados em lei). Peter Berger cita Hans Gerth e Wright Mills, para nos propiciar alguns esclarecimentos, acerca dos mecanismos do processo de produção e administração (da violência social). Os quais são exercidos, consciente e diligentemente, pelo conjunto das elites dirigentes de uma sociedade, a exemplo das corruptas e perversa elites brasileiras portuga-descendentes e seus aliados eugenistas:[1]

Para relacionarmos (…) a teoria dos papéis com (…) os sistemas de controle, reportamo-nos àquilo que Hans Gerth e Wright Mills chamam de ‘seleção de pessoas’. Toda estrutura social seleciona as pessoas de que necessita para seu funcionamento e elimina aquela que de uma maneira ou de outra não servem. Se não houver pessoas a serem selecionadas, elas terão de ser inventadas – ou melhor, serão produzidas de acordo com as especificações necessárias. Dessa forma, através de seus mecanismos de socialização e ‘formação’, a sociedade manufatura o pessoal de que necessita para funcionar. O sociólogo vira de cabeça para baixo a ideia comum de que certas instituições surgem porque existem pessoas em disponibilidade. Pelo contrário, guerreiros ferozes surgem porque há exércitos a serem enviados a batalha, homens piedosos porque há igrejas a construir, eruditos porque há universidades onde lecionar e assassinos porque há crimes a cometer. Não é correto dizer que cada sociedade tem os homens que merece. Antes, cada sociedade produz os homens de que necessita. Podemos tirar algum consolo do fato de que este processo de produção às vezes enfrenta dificuldades técnicas. Veremos mais tarde que, além disso, ele pode ser sabotado”.

Do modo acima indicado, tais elites levam mortes, pânico e “balas perdidas” aos bairros residenciais dos segmentos sociais de trabalhador pobres. Bairros estes que os donos das mídias chamam, de modo dissimulado e depreciativamente, de morro, favela e comunidade. E, as mídias que elas controlam e seus sacerdotes e respectivas religiões levam a alienação ao povo. Neste contesto, pessoas justas e honestas são mortas, quando atuam reivindicam justiça e honestidade, tanto em relação a pessoas ligadas a órgãos oficiais como particulares.

É oportuno revermos Guimarães abordando a desigualdade das rendas no Brasil:[2]

As desigualdades das rendas são proclamadas pelos institutos e agências nacionais e internacionais e o Brasil anualmente conquista as piores classificações em termos de concentração de renda. Os índices que medem a concentração de renda escondem a realidade das condições de vida da parcela da população que se encontra abaixo no nível de pobreza, em péssimas condições de alimentação, de saúde, de higiene, de habitação, de transporte, de segurança, e, na outra extremidade, o consumo faustoso, perdulário e conspícuo dos multimilionários, antigos e emergentes, que é descrito com tanto encanto nas colunas sociais e nas revistas especializadas”.

As exacerbadas “desigualdades das rendas” Apontadas por Guimarães, correspondem à exploração econômica, que é exercida, de modo perverso e violento, pelas elites brasileiras portuga-descendentes, seus aliados eugenistas e as lideranças esquerdistas traidoras dos segmentos de trabalhadores pobres. As principais vítimas dessas elites são estes segmentos pobres e, sobretudo “os excedentes destes” (“exército de reserva”, lumpemproletariado: desempregados, subempregados; emigrantes advindos do êxodo rural, etc.).

[1] Berger, Peter. Perspectivas Sociológicas. Círculo do Livro S.A. São Paulo, com autorização da Ed. Vozes, SP, 1976, 2ª edição, p.117-118.

[2]. Guimarães, S. P. Desafios brasileiros na era dos gigantes, p. 18.