Impeachment ou nuvem de fumaça para dissimular a dívida-bomba prestes a explodir

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   O Impeachment consiste numa nuvem de fumaça, para dissimular a dívida-bomba prestes a explodir. Toda encenação política nacional atual visa ocultar isso. Pois, com ou sem a corja do PT cooptada, a casta portuga-descendente e seus aliados eugenistas levarão a nação para o buraco da dívida, onde a Grécia e Portugal já estão. O Brasil seria a bola da vez? Neste artigo, vamos investigar isto.

Em primeiro lugar, precisamos entender alguns aspectos da história do Brasil, no contexto internacional, tanto para fazermos uma avaliação mais próxima da realidade histórica atual como para projetarmos tendências futuras. E, também para tentarmos intervir no curso histórico, com o objetivo de evitar ou ao menos atenuar a tendência catastrófica, para a qual uma aliança maldita está conduzindo a nação.

Uma aliança maldita conduzirá, tudo indica, mantendo-se as variáveis como estão, a nação, para um buraco negro decorrente da vultosa divida pública mais a externa” que somam mais de três trilhões de Reais, e respectivos juros altos. Buraco onde Portugal e a Grécia já se encontram. A referida aliança vem conduzindo “o suicídio econômico do Brasil ante a ameaça dos EUA”.[1]A tragédia desse suicídio deve ocorrer, conforme deixa evidente o andar da carruagem histórica nacional e internacional, mesmo que a tal aliança não houvesse cooptado a corja dos líderes esquerdistas. E, mesmo que a maldita aliança se descarte, agora, dessa corja, através do Impeachment da Dilma e do impedimento da futura candidatura do Lula Marolinha.

Convém conhecermos a genealogia da “casta” portuga-descendente.[2] Mas convém conhecermos, sobretudo alguns da suas características básicas, de natureza cultural, o estilo de vida e do modo dela se conduzir, historicamente. Características essas que vêm impelindo a referida casta, a conduzir a nação brasileira, para a provável catastrófica tragédia, em que já se encontram tanto Portugal como a Grécia. As características da casta portuga-descendente foram herdadas da aristocracia ladra e assassina portuguesa, que se instalou e permaneceu, como a casta original, desde quando aqui chegou.

A noção de “casta” segundo Max Weber define, claramente, e enquadra a natureza da camada social portuguesa, que se instalou sobre nações indígenas, desde o início da colônia. Enquadra, também, os sucessores dessa casta após à Independência e o Império, e também após a República, e chegaram até aos dias de hoje. Sucessores esses que chamamos de portuga-descendentes.[3]

Características básicas que impelem a casta portuga-descendente conduzir o Brasil para a catástrofe da dívida

Vejamos as características básicas, de natureza cultural, o estilo de vida e do modo da casta portuga-descendente se conduzir, historicamente. Características essa que vêm impelindo a referida casta, por um lado, em manter a massa trabalhadora brasileira penalizada em decorrência da criação e da amortização da dívida externa e interna, e por outro, em conduzir a nação, para a provável catastrófica tragédia em que já se encontram tanto Portugal como a Grécia.

A tradicional subserviência militar e financeira da aristocracia portuguesa ao império Inglês e a seguir, também ao império dos EUA, guardião do sistema monetário e financeiro desregulamentado, isto é, autônomo e unificado globalmente

Paira uma maldição desde o início da formação da nação brasileira: a aristocracia ladra e assassina portuguesa aqui se estabeleceu, como uma casta parasitária. Essa maldição, a aristocracia portuguesa carregaria, também, consigo. Pois, a longa conduta parasitária que ela exercera sobre os trabalhadores, no Brasil, e em outras das suas colônias, certamente contribuíram para a estagnação cultural e da capacidade de empreendedorismo dessa aristocracia. Em decorrência disso e mais a ética do entesouramento própria da sua cultura católica, propiciaram que Portugal se transformasse no país mais miserável e inculto da Europa Ocidental. E, não por mera ironia do destino, Portugal está no buraco negro da dívida, ao lado da Grécia. Mas, esperando o Brasil nele cair ao seu lado. Pois, sua sucessora, a casta portuga-descendente vem cumprindo à risca seus ensinamentos, isto é, a conduta parasitária sobre os trabalhadores brasileiros.

Pois, no Brasil, não transcorreu um processo natural de estratificação social, em que poderia emergir uma burguesia brasileira revolucionária e empreendedora. A emergência desse tipo de burguesia se desenvolvera em diversas nações da Europa Ocidental, exceto em Portugal, a partir do início da Revolução Comercial, em torno de 1400.

A aristocracia portuguesa embora fosse ladra e assassina, era também covarde. Ela invadia, subjugava, escravizava e explorava somente nações mais pacíficas e/ou, que não dispunham de arma de fogo, nem de conhecimento técnico para a sua fabricação, a exemplo das nações indígenas no atual Brasil e de nações tribais africanas (Angola, Moçambique, etc.). A tal aristocracia nunca tentara invadir, subjugar e explorar nações mais próximas e fortes, a exemplo dos espanhóis, franceses, ingleses, etc. Bem ao contrário, ela sempre se alinhou, subservientemente, ao império mais rico e poderoso. Desse modo, logo no início (século XVI) da ascensão imperial e financeira inglesa, a aristocracia portuguesa se aliou subservientemente a Inglaterra, no campo político, no comércio e como cliente financeiro. A casta estabelecida no Brasil, então permaneceu assim alinhada à aristocracia ladra em Portugal, ao longo do período colonial.

Com a Independência e o Império, a casta, agora independente, que chamamos de “portuga-descendente“, então, herdou e manteve o mesmo estilo de vida, a identidade cultural e o habito de saquear, matar e escravizar outros povos, peculiar aos seus pais, isto é, a aristocracia ladra e assassina portuguesa.

A partir da Independência e do Império se estabelecera uma aliança maldita, que prosseguiu durante a República, entre, de um lado, a casta portuga-descendente, e do outro, os eugenistas.[4] Eugenistas esses que a casta portuga-descendente cooptara, entre o grande número de europeus trazidos para Brasil. Para os quais a referida casta dera terras, desde o reinado de Pedro II, o rei-filósofo-racista, até ao início da república, como meio de “europeização” (roubo das terras dos índios) da nação brasileira. Cujo objetivo consistia, estrategicamente, em não deixar as terras dos índios, que a casta vinha exterminando, para a população constituída de negros, mestiços e outros segmentos de brancos pobres, que foram gerados durante o período da colônia, e cujo número populacional crescia.[5]

A condição de casta, o respectivo estilo de vida, a natureza da identidade cultural, sua política econômica, etc. permaneceram os mesmos, após a Proclamação da república e até aos dias atuais, conforme Guimarães esclarece:[6]

A face financeira da persistente vulnerabilidade externa decorrente de endividamento perene do estado português, perdulário e parasita, que dependia das casas bancárias estrangeiras para financiar a atividade produtiva e comercial nas colônias e a armação das frotas indispensáveis à arrecadação dos tributos. Os métodos vexatórios e extorsivos de arrecadação de tributos estiveram sempre vinculados a essa crônica vulnerabilidade externa do Estado português e mais tarde do Estado brasileiro e à necessidade de extrair recursos da população para fazer face os serviços e à amortização de empréstimos“.

Esta situação não se modificou, de modo geral, até aos dias de hoje. Mas, em razão da ascensão imperial e econômica dos EUA, e sua condição atual de guardião da “Abominação da Desolação”. Isto é, guardião do sistema monetário e financeiro desregulamentado, ou melhor, autônomo e unificado globalmente, então, a casta portuga-descendente transferiu para o novo império, sua subserviência e dependência financeira, conforme Guimarães ainda esclarece:[7]

Para conseguir ter sua independência reconhecida por Portugal e pelas grandes potências europeias da Santa Aliança, reacionária e restauradora, teve o Brasil de assumir, por tratado solene, importante dívida de Portugal para com a Grã-Bretanha, a potência aliada e protetora do Estado Português e interessada em se expandir, sem intermediário, no Brasil. Essa situação não se modificou em seus traços básicos… Pelo contrário, as disparidades sociais foram se agravando e multiplicando até atingir os extremos dos dias de hoje”… A Vulnerabilidade financeira agravou-se na medida em que a tomada de empréstimos públicos e privados foi incentivada acriticamente e o estímulo ao ingresso desordenado de capitais especulativos e de investimentos diretos foi de tal ordem, que sua influência e sua participação na economia são maiores do que em qualquer época“.

Os membros da aristocracia ladra e assassina portuguesa que aqui chegaram, mais seus descendentes e os que vieram a seguir, aos poucos se constituíram como uma casta, que “caíra como que de paraqueda” (trazida em caravelas), sobre as nações indígenas. Assim, essa casta permaneceu parasitando os trabalhadores da nação brasileira, durantes todo o período do Brasil colônia, também sobre os negros escravizados, mestiços e brancos pobres, enquanto se dedicava a estimular, exclusivamente, a monocultura latifundiária e escravista de exportação, e a extrair e enviar ouro para Portugal. Desse modo, a casta parasitária impediu, através de Alvará real, de D. Maria I, em 1785, o desenvolvimento industrial e tecnológico no Brasil, e também o respectivo desenvolvimento de um estrato social peculiar à burguesia empreendedora, conforme Guimarães nos informa:[8]

A política colonial portuguesa, ao estimular a monocultura latifundiária e escravista de exportação e a mineração, e ao impedir a diversificação de atividades na colônia… Essa política se encontra expressa e racionalizada no Alvará de D. Maria I, de 1785, que reconhecia a existência de grande número de fábricas e manufaturas que se estava difundindo no Brasil e em consequência as proibia e mandava destruir

A casta portuga-descendente vem seguindo à risca a política econômica dos seus “pais”, ou seja, vem desestimulando a possibilidade de desenvolvimento tecnológico e científico, da indústria e de uma burguesia empreendedora nacional. Mas, não podendo impedir o ingresso de empresas em geral, notadamente as industriais estrangeiras, então ela passou a estimular o ingresso dessas empresas, porém, apenas se conduzindo como seus pais. Ou seja, sobretudo como métodos vexatórios e extorsivos de arrecadação de tributos, que em última instância recai nos bolsos do consumidor final. Tributos esses vinculados, por um lado, para a manutenção do faustoso padrão de consumo dessa casta parasita e empoleirada nos altos postos do corpo burocrático do Estado, e por outro, vinculado à necessidade de extrair recursos da população, para fazer face aos serviços e à amortização das dívidas.

O Brasil foi a maior entre as colônias agrícolas portuguesa. Dessa colônia agrícola, a aristocracia ladra e assassina lusitana arrancava os mais vultosos tributos, para seu sustento faustoso e pagar obrigações financeiras. Seria um grande equívoco, caso considerarmos, em termos absolutos, o valor e a grande dimensão da produção agrícola, que a nação brasileira produzia, e supormos que essa nação estava rica e feliz, em razão da grande dimensão da produção e do respectivo valor. Pois, estaríamos fazendo abstração, do fato dessa grande produção e respectivo valor pertencia a aristocracia ladra e assassina portuguesa e ao seu rei, e que estes arrancavam vultosos tributos mesmo dos colonos portugueses. E, para a massa trabalhadora escrava indígena e, sobretudo negra restava sangue, suor e lágrimas.

Analogamente, agora com a globalização e a industrialização, o parque industrial de origem estrangeira instalado no Brasil (toda indústria automobilística e outra consideradas de Média alta tecnologia, mais as de Alta tecnologia: equipamentos eletrônicos, informática, etc.), na verdade consiste, suponho, na maior colônia industrial dos países capitalistas do planeta. Em relação a essa colônia industrial, a casta portuga-descendente atua de modo semelhante, como os seus pais atuavam em relação á colônia agrícola brasileira. Ou seja, dessa colônia industrial, a tal casta arranca, como sabemos, tributos elevadíssimos, para seu sustento faustoso e saldar obrigações financeiras. Tributos elevadíssimos esses que são repassados para o consumidor final, o povo brasileiro.

Por este prisma, podemos entender como o Brasil, em termos absolutos, pode ter a dimensão de sétima economia mundial, sem ser considerado um pais capitalista, nem mesmo integrar, contudo, de modo soberano, os dez membros do centro dinâmico do sistema capitalista de mercado. Dez membros esses que se distinguem, precisamente por terem desenvolvido conhecimento científico e deterem tecnologia, sobretudo as consideradas como de “ponta” (sofisticadas). Neste sentido, o Brasil também não se enquadra bem, entre os componentes do BRICS. Obviamente, as Commodities também contribuem para a casta portuga-descendente arranca tributos do povo, para seu sustento faustoso e saldar obrigações financeiras. Mas, em termos relativos, cada uma das diversas indústrias estrangeiras no Brasil pertence à matriz e ao respectivo país de origem, para o qual são remetidos os lucros e os pagamentos dos royalties.

O fato do parque industrial de origem estrangeira instalado no Brasil, efetivamente “gerar emprego e renda” conforme os hipócritas defensores desse modelo econômico neoliberal, sempre gostam de enfatizar, como se não houvesse alternativa, não justifica esse modelo. Não justifica porque uma coisa não desfaz a outra, ou seja, o estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico e de um parque industrial soberano, também geraria “trabalho e renda”. Os dois modelos poderiam concorrer e se desenvolver simultaneamente. Aliás, o parque industrial de origem estrangeira gera emprego, mas com renda miserável, pois é precisamente e, sobretudo em razão dos baixos salários no Brasil, que as empresas estrangeiras começaram a se deslocar para cá. Após a crise fordista de 70-80, e o início do modo flexível de produção e de acumulação de capital, conforme David Harvey ensina.[9]

Ainda como resultado da casta portuga-descendente vir seguindo à risca a política econômica dos seus pais, desestimulando o desenvolvimento tecnológico e científico, a indústria soberana e uma burguesia empreendedora nacional, o tipo de empresa e de empresário que se desenvolveu no Brasil, tem como exemplo a Eucatex de Maluf, a Odebrecht de Marcelo Odebrecht, a Andrade Gutierrez, etc. Todas beneficiadas pela corrupção institucionalizada pela casta portuga-descendente, como forma substituta de prerrogativas que favoreciam à aristocracia, na época do Brasil colônia.

A aliança maldita conduzirá, tudo indica, a nação, para o buraco negro da divida, onde a Grécia e Portugal já se encontram. Neste sentido, a maldita aliança vinha atuando, desde o período anterior de centralização política, que se iniciara com o golpe de 64. Quando os governos desse período foram seduzidos a uma cilada, forjada pelos grandes banqueiros internacionais. Cilada que consistiu em induzi-los a incrementar a tomada, em juros baixos (5% de juros), de empréstimos no exterior, para forjar o “Milagre econômico brasileiro”, notadamente no período de 68 a 73. Logo a seguir, os mesmos banqueiros elevaram, entretanto, os juros para mais de 20%, Forçando o governo recorrer e cair submisso ao FMI.[10]

A tal aliança pode manter cooptada ou se descartar da corja dos líderes esquerdistas, através do Impeachment da Dilma e do impedimento da futura candidatura do Lula Marolinha.[11]E, instalar um governo da corja de direita. Independentemente dessas possíveis alterações, o andar da carruagem histórica nacional deixa plausível e mesmo evidente, a possibilidade da referida aliança maldita conduzir a nação, para o buraco negro da divida, e ainda que essa aliança não houvesse cooptado a corja dos líderes esquerdistas. Pois, logo no início do período da centralização política anterior (governo do golpe de 64) vimos, claramente, que a aliança maldita neutralizara a aparente autonomia política, não só da corja da esquerda, mas também da corja da direita, enquanto iniciava o incremento do endividamento com banqueiros internacionais.

Até mesmo os líderes civis do golpe (Lacerda, Magalhães Pinto, etc.) se afastam logo de início, das lideranças do golpe militar. Em outubro de 65, foi publicado o AI-2, que dissolvia os partidos e criava o bipartidarismo: ARENA (a favor) e MDB (oposição), isto é, o partido do “sim” e o do “sim senhor”. Entre dezembro de 1968 e janeiro de 1969, a corja da direita fora neutralizada, através de cassações de mandatos e de suspensões de direitos políticos (Moreira Alves, Mário Covas, Hermano Alves, Edgar da Mata Machado; suspensão dos direitos políticos de Lacerda, Niomar Muniz Sodré, etc.). Os políticos civis que restaram eram do tipo Maluf, Sarney, Pedro Aleixo, Tancredo, etc.

A dívida externa aumentou durante o período de centralização política (face leonina), notadamente a partir da década de 70, e, sobretudo no período subsequente. Ou seja, no período de “anestesia democrática” (abertura política: o período em que a casta portuga-descendente mostra sua face raposina).[12] No período da referida “anestesia”, o incremento da dívida foi operado através da corja de direita, notadamente através do grupo formado em torno do FHC (Ministro da Fazenda, entre maio de 93 e março de 94; Presidente da República, entre 1995-2003.[13]

Sabemos que a casta e seus eugenistas continuaram conduzindo a nação, para o referido buraco negro, precisamente através da corja da esquerda petista e do acordo sujo firmado entre, de um lado, a casta que cooptou, e do outro, a corja de esquerda, que se deixou cooptar.[14] A qual simplesmente deu continuidade ao projeto neoliberal de incrementação da entrega e espólio da nação em favor dos banqueiros internacionais, que FHC havia iniciado. E não podia ser diferente, pois é a casta e seus eugenistas que determinam a condução da nação, e não a sua corja da direita. Isto ficou evidente, durante o governo do golpe de 64, quando a corja da direita mais atuante (Lacerda e a UDN, Magalhães Pinto, etc.) colaborara com o tal golpe, mas fora descartada, logo no início do golpe, senão para servi-lo sem discussão (ARENA-MDB).

Na verdade, a casta e seus aliados eugenistas são os que detêm o poder sobre a nação e o controle das Forças Armadas, o judiciário e demais setores importantes do corpo burocrático do Estado, a exemplo daquele ligados às finanças. O Exército submeteu, durante o período de vigência do golpe, ao seu total controle, todas as forças públicas dos Estados regionais, e as adaptou para servirem, assim, aos respectivos segmentos da própria casta portuga-descendente e seus aliados eugenistas, nos Estados regionais. Esta estratégia foi bem sucedida, conforme ficou demonstrado nas manifestações de 2013. Assim, a casta e seus eugenistas mantêm o seu poder e reservam as Forças Armada para emprego em último caso.

No contexto atual, em que a casta e os seus aliados eugenistas vêm aplicando o sprey de “pimenta” bipolar “corja da direita versus corja da esquerda”, como uma nuvem de fumaça, para dissimular, diante do povo, a “dívida-bomba” prestes a explodir. Assim, é possível que a Dilma cumpra o seu mandato, desde que mantenha a espoliação do povo, para servir aos banqueiros internacionais corruptores e exploradores, que forjam artifícios ilegítimos e os impões aos povos seus supostos devedores.[15] E, servir, também, aos guardiões desses banqueiros, no sentido do pagamento das dívidas. É possível mesmo que o Lula Marolinha se candidate, seja reeleito e dê continuidade a essa espoliação e servidão. Desse modo, a casta e seus eugenistas continuariam se dissimulando por detrás do sprey de “pimenta” bipolar corja da esquerda versus corja da direita, enquanto a corja de esquerda iria se desgastando, mais e mais, diante da opinião pública. Porém, caso a corja de direita obtenha o “poder”, seja através de impeachment ou de eleição “corruptocrata”, o ritmo do andar da carruagem não deverá mudar.

A casta e seus aliados eugenistas só empregarão as Forças Armadas, quando a crise nacional inserida na global se agravar, ao ponto de suscitar graves convulsões sociais internas, seja com o “governo” da corja da direita, seja com o da corja de esquerda. Pois, os banqueiros internacionais e seus guardiões sob a liderança do atual império, na realidade são os que determinariam essa intervenção. Pois, vimos que a casta portuga-descendente é que detém o poder, e não a corja política, seja da direita, seja da esquerda. Vimos também, que essa casta segue a cartilha dos seus “pais” (aristocracia ladra e assassina portuguesa). Assim, ela deverá obedecer, subservientemente, o credor (a Abominação de Desolação) e seu guardião, isto é, o governo norte-americano. O objetivo da referida intervenção consistiria em garantir o pagamento das dívidas, até mesmo combatendo a corrupção, no país da corrupção, com esse mesmo objetivo. Esse combate à corrupção é comandado pelo guardião da “Abominação da Desolação” (sistema financeiro desregulamentado ou autônomo, centralizado e articulado globalmente), posteriormente focalizaremos.

Possibilidade de solução ou ao menos atenuação do problema da dívida

Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida representada pela Professora Maria Lúcia Fattorelli, a dívida nacional (interna e externa) ou grande parte dela pode ser considerada, conforme a noção jurídica de “dívida odiosa“. Pois, as pesquisas prévias feitas por competentes membros da Auditoria Cidadã da Dívida, então, encontraram diversos indícios de ilegalidades. A noção de “dívida odiosa” tem jurisprudência firmada internacionalmente. Desse modo, o Estado brasileiro poderia se eximir da imposição de cobrança fraudulenta, exigida pelos banqueiros e impostas pelo seu guardião.

Porém, os políticos envolvidos, os banqueiros, os donos da grande mídia e outros grupos de interesses nacionais e internacionais não querem que o Estado brasileiro se exima de pagar a dívida odiosa, e muito menos que se faça uma auditoria soberana e honesta da dívida. No limite, a casta faria uma moratória, coisa que não resolveria o problema. Pois, estamos diante de uma depressão em muito longa duração, em que após cada ciclo depressivo, advirá outro mais grave. Vejamos o significado de “dívida odiosa”:[16]

À luz da lei internacional, dívida odiosa é uma teoria legal que sustenta que a dívida nacional incorrida por um regime político, com propósitos que não servem os interesses de uma nação, não deve ser compulsória. Portanto, segundo esta doutrina tais dívidas são consideradas como dívidas pessoais de um regime que nelas incorreu e não dívidas do estado. Em alguns aspectos, este conceito é análogo à invalidez de um contrato assinado sob coerção“.

As manifestações de rua autênticas e espontâneas do povo indignado, e, as manifestações forjada pelas elites políticas corruptas esquerda versus direita

Já em 2013 publicamos um artigo (texto) intitulado “Está passando o efeito dos 28 anos de ‘anestesia democrática’ operada pelas elites raposinas: é momento de cautela com a fratria leonina desse conjunto de elites perversas e insaciáveis“.[17] Vimos nesse artigo, que desde as autênticas, espontâneas e justas manifestações de massa popular, que ocorrera em 2013, a casta portuga descendente e seus aliados eugenistas “amarelaram”, reagiram, e iniciaram nova era de centralização política. E, junto a esse processo de centralização, a casta e seus eugenistas passaram a incrementaram a estratégia de se dissimular do por detrás do sprey de “pimenta” bipolar corja da esquerda versus corja da direita. O qual vem sendo empregado como uma “nuvem de fumaça”, para distrair e enganar a massa popular, desviando sua atenção da “dívida-bomba” prestes a explodir.

A estratégia da alternância consiste em alternar, em tempo médio, um período de centralização política (sístole) seguido de outro período, mas de abertura política (diástole): centralização, abertura, centralização, abertura… Alternância entre elites essa, que a referida aliança vem empregando como meio de controle e mobilização social. Abordaremos mais de perto o tema dessa alternância, em outra palestra.

Falamos das autênticas, espontâneas e justas manifestações de massa popular, que ocorreram em 2013. As quais foram barbaramente reprimidas, tanto pelos setores regionais da corja direitista da referida aliança, estabelecidos em governos regionais como nos governos regionais sob controle da corja petista. E, notadamente, pelo governo da União controlado pala corja da esquerda, notadamente a petista.

Tais manifestações foram, entretanto, diferentes daquelas autorizadas, cada qual em sua época, pela respectiva autoridade, e produzida pela tradicional corja de direita: “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” de 64; “Fora Collor”, em 92; “Diretas já”, em 83-84; e também a de domingo, 13 de março de 2016 e outras congêneres.

Embora seja justo, que toda pessoa honesta queira se ver livre da nojenta corja de esquerda, notadamente a petista, estamos diante de um dilema cruel. Pois, o bloco ideológico é como a “árvore da ciência do bem e do mal“. Isto é, ele opera, basicamente, com a estratégia do bem versus mal, em que um dos lados representa, supostamente, o “bem” e o outro lado o “mal”, e vice-versa. Desse modo, a referida aliança vem operando com o conjunto do seu bloco ideológico, no sentido de tentar nos induzir a vislumbramos, como única alternativa, para a profunda crise econômica, de um lado, o possível impeachment ou a permanência da Dilma, e do outro, optarmos ou não pelo governo de uma das diversas outras quadrilhas, mas da corja direitista. Dilema cruel!

A casta portuga-descendente e seus aliados eugenistas vêm operando, através do seu bloco ideológico e com a antinomia dos valores “bem versus mal”, precisamente para dissimular aos olhos do povo, o fato da atual crise econômica nacional decorrer do pagamento da divida odiosa, num contexto internacional também em profunda crise econômica. Enfim, dissimular que a dívida-bomba esta prestes a explodir.

Estamos fora desse dilema, ou seja, vislumbramos algo além do “bem e do mal”, conforme Nietzsche sugere:[18]

A crença medular dos metafísicos é a crença na antinomia dos valores. Nem aos mais avisados entre eles ocorreram dúvidas desde o início, quando teria sido mais necessário: ainda que tivesse feito voto ‘de onnibus dubitantum’ [‘tudo deve ser posta em dúvida’]. Entretanto deve-se duvidar, imediatamente, da existência de antinomias; depois dever-se-ia perguntar se as valorações e as oposições de valores usuais às quais os metafísicos apuseram seu sinete, não são apenas valorações superficiais, perspectivas momentâneas, tomadas a partir de um ângulo determinado, perspectivas de peixe, no faizão dos pintores”.

O sistema monetário e financeiro autônomo e unificado globalmente (e seus agentes e guardiões) é o operador do “Sistema da Dívida Pública”. Ou seja, um grande e corrupto esquema, que gera uma abominável e desoladora tragédia para a população da Grécia, Portugal e de modo geral, para a população global, notadamente para os trabalhadores de países periféricos: fome; grande índice de desemprego, sobretudo entre os jovens; drástica redução de salários e pensões, etc. O Brasil seria a “bola da vez”?[19]

[1] Cf. Fattorelli, M. L. ECONOMIA: o suicídio econômico do Brasil e a ameaça dos EUA: https://www.youtube.com/watch?v=4YvIGZ2NQMA

[2] A genealogia da casta portuga-descendente ladra e assassina: A aristocracia ladra e assassina integrante do Estado católico português originou-se, ao menos em parte, dos visigodos, que após saquearem Roma, em 410, parte da horda bárbara e nômade dos visigodos se deslocara e estabelecera um reino na Península Ibérica, onde o estado católico português e o espanhol originaram. Mas, a característica ladra e assassina marcantes da aristocracia portuguesa (e também espanhola) foi o resultado de longo período de lutas, do século VIII até 1249, decorrentes, de um lado, da invasão e submissão aos mouros, e do outro, da reconquista do território que os mouros haviam roubado aos visigodos. [NOTA: A Reconquista: https://pt.wikipedia.org/wiki/Reconquista]   Desse modo a tal aristocracia desenvolvera o estilo de vida, a identidade cultural e o habito de saquear, matar e escravizar outros povos. Com esses objetivos, a tal aristocracia utilizava o melhor e mais adiantado tipo de armamento daquela época.

Em cerca de 1500, a aristocracia ladra e assassina portuguesa começou a formar expedições, bem aparelhadas com embarcações, armas de fogo, espada de aço, etc. Sempre acompanhadas de membros do bloco ideológico, peculiar ao pseudocristianismo criado por Paulo de Tarso. Ou seja, o modelo hierarquizado e rigidamente centralizado de instituição cultural religiosa. O objetivo de tal aristocracia era estabelecer um caminho marítimo em direção às índias, para saquear e explorar outros povos, e ocupar seus territórios. Para levar, assim, especiarias a serem comercializadas na Europa, através da aristocracia e comerciantes portugueses. Em muitos casos os portugueses também comercializavam essas especiarias, ao menos como forma inicial de penetração e dominação de povos. Desse modo, a aristocracia ladra e assassina portuguesa criou um vasto e sanguinário império colonial.

[3] Cf. Webew, M. Ensaios de Sociologia, Organização e introdução: H.H. Gerht e Wrigth Mills, tradução de Waltensir Dutra, Zahar Ed., Rio de Janeiro, 1982, p. 221-223] A monopolização de bens e de oportunidades é uma das características da casta. Nesta direção, além dos mais valiosos bens (terras, minas, mercadorias diversas, etc.), a casta portuga-descendente vem monopolizando, de modo relativamente fechado, todos os altos setores do corpo burocrático do Estado, notadamente o militar, o judiciários, o político, os decisórios no setor monetário e financeiro, etc. Ela se considera superior, intelectual e etnicamente, e concebe como párias os trabalhadores indígenas, negros, mestiços e mesmo brancos pobres. A casta considera como superior sua crença na religião de Paulo de Tarso o Anticristo, notadamente em detrimento da crença tanto dos indígenas como negros, etc.

[4] Cf. SOFONIAS no Brasil: Alternância leonina-raposina no poder; volúpia por impostos altos; políticos, juízes e poderosos corruptos:

SOFONIAS no Brasil: Alternância leonina-raposina no poder; volúpia por impostos altos; políticos, juízes e poderosos corruptos

[5] Cf. Alternância no poder entre as elites leonina e raposina: a “anestesia democrática”, a “corruptocracia” e os MPAVS:

Alternância no poder entre as elites leonina e raposina: a “anestesia democrática”, a corruptocracia e os MPAVS

[6] Guimarães, S. P. Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes. Contraponto Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2005, p. 30.

[7] Guimarães, S. P. Idem, p. 31-32.

[8] Guimarães, S. P. Idem, p. 30.

[9] Cf. Harvey, D. Condição pós-moderna – Uma Pesquisa sobre as Origens da mudança cultural. Edições Loyola, São Paulo, SP, 1992, p. 177-181.

[10] Cf. Fattorelli, A. M. ECONOMIA: o suicídio econômico do Brasil e a ameaça dos EUA: https://www.youtube.com/watch?v=4YvIGZ2NQMA

[11] Cf. Fattorelli, M. L.: AULA ABERTA: A DÍVIDA PÚBLICA DO BRASIL:
https://www.youtube.com/watch?v=PmRpA88E9gg ;Cf. A Corrupção e o Sistema da Dívida – 2015: https://www.youtube.com/watch?v=rRQHG5kd-Q0 ;Cf. O Brasil a caminho do buraco onde a Grécia já se encontra: https://www.youtube.com/watch?v=JsWqKKUQHcU

[12] Cf. Fatorelli, M. L.: A Corrupção e o Sistema da Dívida – 2015: https://www.youtube.com/watch?v=rRQHG5kd-Q0

[13] Cf. Fattorelli M. L. Idem: https://www.youtube.com/watch?v=rRQHG5kd-Q0

[14] Cf. Fattorelli M. L. Idem: https://www.youtube.com/watch?v=rRQHG5kd-Q0

[15] Cf. Fattorelli M. L.: ECONOMIA: o suicídio econômico do Brasil e a ameaça dos EUA: https://www.youtube.com/watch?v=4YvIGZ2NQMA

[16] Dívida odiosa. Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADvida_odiosa

[17] Cf. Está passando o efeito dos 28 anos de “anestesia democrática” operada pelas elites raposinas: é momento de cautela com a fratria leonina desse conjunto de elites perversas e insaciáveis:

Está passando o efeito dos 28 anos de “anestesia democrática” operada pelas elites raposinas: é momento de cautela com a fratria leonina desse conjunto de elites perversas e insaciáveis

[18] Nietzsche, F. W. Além do Bem e do Mal ou Prelúdio de Uma Filosofia do Futuro. Tradução de Márcio Pugliesi, Hemus Editora Ltda., São Paulo, p. 200, item 253.

[19] Cf. Fattorelli, M. L. O que a grande mídia omite, Maria Lucia revela, e esclarece a abominável e desoladora crise na Grécia (em Entrevista para TV Brasil):