A segunda fase da formação da Estrutura do Sujeito Social, e sua representação topográfica – O quarto dia da criação

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 Livro Teoria da História (Art. 41, 3.7.2., p. 274-278) www.tribodossantos.com.br

    O autor da Teoria da História dividiu-a em duas grandes partes: Sistematização Teórica e Verificação Empírica. O 1° dia da criação “ST”, isto é, esse 1° dia inscrito na Sistematização Teórica engloba as duas fases do processo geral de formação da Estrutura do Sujeito Social. No artigo anterior (Primeira fase da Estrutura do Sujeito Social), esclarecemos o significado do signo “águas”, o qual foi empregado pelo autor da Teoria da História, que se encontra registrada no livro Gênese. Esclarecemos, também, os significados de cada um dos fatores (forças), suas respectivas funções e o funcionamento do sistema de forças por elas formado. E, frisamos que o subcampo trevas exercera, por muito tempo, seu poder absoluto de interdição, entre o Espírito de Deus e as “águas”. Mas, o aspecto absoluto desse poder foi quebrado, e assim tal poder passou a ser apenas relativo. Pois, o Trabalho Natura-Social (o Criador) atua, desde o início da criação, como força original, determinante básica, constante e subjacentemente gerando e mantendo os diferentes campos e subcampos de força, e o sistema total. E, no interior deste, o Criador atuava, desde o início, mantendo o subcampo trevas exercendo de modo absoluto o referido poder de interdição.[1] A primeira fase da Estrutura do Sujeito Social foi descrita pelo autor, nos seguintes termos: “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trebas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1, 1-2) . O sistema de forças em interação representado alegoricamente nestes termos, pode ser representado, topográficamente, do modo abaixo indicado:

    Primeira Estr Suj Social - Cópia

   Ainda no “primeiro dia da criação”, o Trabalho Natura-Social prosseguiu atuando do modo acima indicado. Assim, ele mesmo impeliu, portanto, que o próprio sistema gerasse uma resultante, um novo campo de força: a Luz. Cujos predicados foram estrategicamente implementados sob a direção do subcampo Espírito de Deus (“Espírito masculino do Criador” ou “Pai”), para que esse novo campo de força atuasse de modo filiado a este Espírito, em dois sentidos básicos. Por um aspecto, o novo campo de força (Luz) iniciou sua manifestação, mas atuando no sentido de romper a interdição absoluta, que o subcampo trevas vinha exercendo entre o Espírito de Deus, e, as águas. E, por outro aspecto, o campo de força Luz iniciou seu modo de se manifestar, porém visando propiciar a realização da referida união hipostática. Desse modo, o conflito entre a Luz e as Trevas teve início, no curso da sócio-história. Representamos topograficamente, logo no início deste artigo, como sua ilustração, o enunciado que engloba tanto a primeira como a segunda fase do processo geral de formação da Estrutura do Sujeito Social (Cf. Gn 1, 1-5). Processo geral este que consiste no 1° dia da criação “ST”, isto é, descrito na Sistematização Teórica.

   Em razão dos predicados inerentes ao novo subcampo de força (Luz) acima apontados, o autor atribuiu ao Criador, dois procedimentos. Em primeiro lugar, ele atribuiu ao Criador nomear e representar, metaforicamente, o novo subcampo de força, no signo “Luz”. Para marcar a natureza de seus predicados, em distinção e oposição à natureza dos predicados do subcampo representado com o signo trevas. O autor da Teoria da História concebe o Trabalho Natura-Social como referência, e atribui a este distinguir o subcampo trevas em relação ao subcampo Luz, à medida que este é ”bom”, isto é, atua no sentido de combater a exploração extenuante exercida pelas trevas sobre o Trabalho Natura-Social. Em segundo lugar, o autor atribui ao Criador nomear, metaforicamente, o subcampo Luz, segundo outra característica inerente a este subcampo: DIA. Característica esta inserida no contexto do curso dialético do processo de produção do conhecimento e respectivas transformações sócio-históricas em tempo muito longo. Em sentido análogo, o Criador nomeou as trevas com o signo NOITE.

    Enfim, o subcampo Luz fora criado. A partir desse momento, as interações entre os cinco subcampos de força sofreram alterações, no interior da Estrutura do Sujeito Social. Esta estrutura se encontra assim definitivamente concluída, permanecendo como base subjacente a todo o processo genético sócio-histórico do “exército” das novas formas de estruturas sociais permanentes e eventuais subsequentemente criadas.

    A partir da criação do subcampo Luz, as características de cada um dos cinco subcampos e do sistema interativo constituído por suas forças, então, imprimem o processo dialético ao seu curso genético sócio-histórico, em tempo muito longo. Pois, trata-se do processo dialético, genético e estrutural de produção do conhecimento, e das respectivas transformações sócio-históricas, transcorridas em tempo muito longo.  Processo este em que ocorre a alternância entre um período de hegemonia da fase Luz (DIA). Hegemonia esta seguida de uma fase de passagem (TARDE), que compreende o gradual esmorecimento da fase Luz, acompanhado da gradual ascensão da fase NOITE. Fase de passagem (TARDE) esta que é seguida de um período de hegemonia da fase Trevas (NOITE).  E assim sucessivamente. Vejamos o trecho em tela:

   “Deus disse: ‘Faça-se a luz! E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia.”

   O curso genético sócio-histórico imprimido pela Estrutura do Sujeito Social se apresenta dialeticamente, isto é, cíclico: “dia” (síntese), “tarde” (tese), “noite” (antítese), dia (síntese)… Cada ciclo inteiro corresponde a “um dia” da criação, em que o Criador gera seus “exércitos”, isto é, determinados fenômenos sócio-histórico ou formas de estruturas sociais permanentes, e outra eventuais. O Trabalho Natura-Social gera novas e diferentes formas de estruturas sociais, em cada um dos seis primeiros “dias” da criação. No sétimo dia ele entra, entretanto, em fase de repouso (Noé), então, o nível de expansão e complexidade social alcançado no sexto dia, entra em fase de depressão (cf. Gn 2, 1-4-a).

   Inicialmente, as fases Luz e Noite se apresentam de modo difuso na formação social. Mas, com o início do Período Neolítico e a gradual complexidade da divisão social do trabalho material e intelectual, e respectiva diferenciação social, essas fases vão se apresentar de modo implementado, e disseminado pelos respectivos distintos e opostos grupos sociais.

    Iniciamos as explicações acerca da Estrutura do Sujeito Social,  através da abordagem dos contextos em que o “signo chave” “águas” se encontra inserido nessa estrutura. Vamos focalizar, também, os demais sucessivos dias da criação”.

    É oportuno fazermos um esclarecimento referente a parte da Teoria da História, que chamamos de Sistematização Teórica. No “quarto dia da criação” inscrita na Sistematização Teórica, a emergência da hegemonia do subcampo Luz ou DIA veio precedida e introduzida (“presidida”) por um indivíduo real existente, metaforicamente representado pelo signo “Sol” (Cf. Gn 1, 14-19). Este singular indivíduo consiste no fenômeno social que chamamos de Escolhido, Ungido de Deus ou Emanuel, e esta foi a primeira vez que ele se apresentou no processo genético sócio-histórico da humanidade. No quarto dia da criação, a emergência da hegemonia das Trevas veio, também, introduzida por um indivíduo real existente metaforicamente representado no signo “lua” (o menor dos dois grandes astros que iluminam nosso planeta). Paulo de Tarso o Anticristo, exerceu o singular papel social “lua“, à época em que emergiu o Sol Jesus, o Escolhido de Deus. Outros “astros” (intelectuais ativos) apresentam menores magnitudes, e são representados no signo “estrelas”, e também emergem no “firmamento dos céus”, isto é, no campo do conhecimento ou da interação significativa (céus), veiculado pela linguagem. A partir desse campo, os intelectuais ativos (estrelas) operam moldando condutas individuais e coletivas, controlando, mobilizando e enfim diferenciando a formação social em múltiplos e multiformes grupos sociais. Vejamos o trecho em apreço (Gen 1, 14-19):

   “Deus disse: ‘Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos; e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra’. E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para que iluminassem a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isto era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quarto dia (os grifos em negrito são nossos)“.

    O fenômeno sócio-histórico simbolicamente representado no signo Sol e presidido por um indivíduo real existente, que ocorrera no “quarto dia da criação”, a sua descrição (Cf. Gn 1, 14-19) se encontra inserida na parte da Teoria da História, que chamamos de Sistematização Teórica. Esse fenômeno sócio-histórico corresponde, na Verificação Empírica dessa teoria, ao líder dos “primogênitos do rebanho” (Cf. Gn 4, 4) do segmento social que exercia trabalho pastoril (“Abel”). E, se inscreve no contexto da divisão social e oposição do trabalho agrícola (Caim) e pastoril (Abel), quando a humanidade vivia, ainda exclusivamente, no nível do campo. Isto, quando os segmentos sociais que exerciam e dominavam na esfera do trabalho agrícola, ainda não havia eliminado a independência dos segmentos que exerciam trabalho pastoril, e ainda não havia se desenvolvida a divisão e oposição social entre, de um lado, o campo (sob a hegemonia dos proprietários que dirigiam o trabalho agrícola, os quais são representados no signo “Caim”), e de outro lado, a cidade (“Henoc”).

    O autor da Teoria da Historia descreveu, economicamente, a segunda fase da formação da estrutura do sujeito social. Desse modo ele descreveu: a criação do subcampo de força Luz; a função exercida pela Luz no sentido de conter a exaustiva exploração exercida pelas trevas sobre o Trabalho Natura-Social; a distinção e oposição da luz em relação ao subcampo trevas; o caráter dialético que se apresentou no curso sócio-histórico da estrutura do sujeito social a partir da criação da Luz. Enfim, o elaborador da Teoria da História descreveu, é oportuno reiterar, a formação conclusiva da Estrutura do Sujeito Social, nos seguintes termos (Cf. Gn 1, 3-5):

    “Deus disse: ‘Faça-se a luz! E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia.”

[1] Cf.Art. 40, 3.7; 3.7.1, p. 257-266: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/04/as-aguas-da-teoria-da-historia-primeira.html