Divisão social do trabalho sexual

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

 Livro: Teoria da História (2.1.3., p. 96) www.tribodossantos.com.br

    O autor dividiu a Teoria da História inscrita no livro Gênese, em duas grandes partes: Sistematização Teórica (Gn 1-2, 4-a) e Verificação Empírica (Gn 2, 4-b-8, 18). O incremento do estreitamento dos laços pertinentes à divisão social do trabalho segundo a natureza sexual ocorreu no 3° dia da criação” “ST” (Sistematização Teórica), a partir do período Neolítico . Ele ocorreu à medida que a mulher inaugurou e introduziu a humanidade no trabalho produtivo agrícola. Assim, além da atividade predatória exercida, prioritariamente, pelo homem. Este passou a ter a mulher exercendo, em sua ajuda, o trabalho produtivo agrícola. Assim, teve início a divisão sexual do trabalho. Desse modo, o trabalho produtivo agrícola propiciou, também, ao “ajuntamento” ou estreitamento dos demais laços sociais. O autor  focalizou o 3° dia da criação, que está inscrito na Teoria da História, na parte desta teoria que chamamos de “sistema total de teoria sócio-histórica” ou “Sistematização Teórica” (Cf. Gn 1, 9-13). Ele focalizou o Trabalho Natura-Social impelindo as “águas (múltiplos e multiformes grupos sociais articulados entre si, já através da linguagem, que tivera gênese no “2° dia da criação”), a dar gênese a determinados desdobramentos sócio-históricos, O autor descreveu esses desdobramentos em em duas etapas, a primeira sendo as condições necessária para a gênese da segunda

    Na primeira etapa (cf. Gn 1, 9-10), o autor focalizou o início concomitante da gênese de três estruturas básicas: (A) Ao “ajuntamento da águas” (início da divisão sexual do trabalho e maior estreitamento dos laços sociais = “MAR”); (B) “Num mesmo lugar” (processo de sedentarização); (C) “e apareça o elemento árido” (início do trabalho produtivo agrícola = “TERRA” = Período Neolítico).

   “Deus disse: ‘Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.’ E assim se fez. Deus chamou ao elemento árido TERRA, E ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isto era bom.” (Gn 1, 9-10).

   Na segunda etapa (cf. Gn 1, 11-12) ainda do 3° dia da criação , e tendo como precondição as três estruturas básicas indicadas acima, ocorreu o desenvolvimento de dois tipos ideais de “plantas” (papéis sociais) e respectivos modos de reprodução social da conduta individual: 1. A “erva” (senso comum) “que contém semente” (modo simples de reprodução social da conduta individual); 2. A “árvore” (intelectual) “frutífera que deem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente” (modo complexo de reprodução social da conduta individual, que implica em desenvolver a divisão social do trabalho material e intelectual). Vejamos o texto pertinente, inscrito na parte da Teoria da História, que chamamos de Sistematização Teórica:

    “Disse Deus: ‘Produza a terra plantas, ervas que contenham sementes e árvores frutíferas que deem frutos segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente’. E assim foi feito. A terra produziu plantas, ervas que contêm sementes segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isto era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o terceiro dia.” (Gn 1, 11-13).

   Do modo apontado acima, a divisão social do trabalho sexual teve inicio, e o autor da Teoria da Historia a descreveu, também, na outra grande parte desta teoria, que nomeamos de Verificação Empírica, nos seguintes termos simbólicos (Gn 2,18):

   “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada (…). O homem pôs nome a todos os animais dos campos; mais não se achava para ele uma ajuda que lhe fosse adequada. Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto dormia tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e levou-a para junto do homem.’ Eis agora aqui, disse o homem, o osso dos meus ossos e a carne de minha carne; ele se chamará mulher’. Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à mulher; e já não são mais uma só carne (os grifos em negrito são nossos)”.

   O trabalho material (atividade predatória: caça, pesca, defesa do grupo, etc.) era como que o “esqueleto humano masculino” (estrutura sócio-histórica básica), que estava voltado para a sobrevivência da espécie, e que vinha sendo exercido, prioritariamente, pelo homem. Nestas condições, o Trabalho Natura-Social havia mantido os grupos humanos durante “profundo sono” (um muito longo período de tempo). Pois, para o tipo de trabalho material (caça, pesca, etc.) até então exercido quase que exclusivamente pelos homens, ainda não havia “uma ajuda que lhe seja adequada“: não havia a divisão sexual do trabalho social.  Ou seja, as mulheres se dedicavam, até então, mais à geração e aos cuidados com as crianças e a pequenas coletas, e ainda não haviam inaugurado o trabalho produtivo agrícola (Período Neolítico).

   No contexto sócio-histórico acima desenhado, o Trabalho Natura-Social impeliu o grupo a engendrar o trabalho produtivo agrícola, a ser exercido pela mulher. Em outros termos, a partir de parte (costela) do “trabalho material exercido pelo homem, e voltado para a sobrevivência da espécie” (“esqueleto humano masculino” = base da estrutura sócio-histórica), o Trabalho Natura-Social desenvolveu uma “costela” e o “esqueleto humano feminino”. Ou melhor, ele desenvolveu o trabalho produtivo agrícola, a ser exercido pela mulher.

   Com a inauguração do trabalho produtivo agrícola e respectiva divisão sexual do trabalho social, o estreitamento dos laços sociais se aprimorara, a partir do desenvolvimento da instituição social da família monogâmica. Neste estágio da divisão social do trabalho, o indivíduo humano (tanto masculino como feminino) ainda não havia desenvolvido o modo dual ou hipócrita de condutas individual. O qual  era peculiar, e ainda restrito ao ideólogo-serpente. Desse modo, os indivíduo em geral, ainda não dissimulava, através de “folhas de figueira” (discursos e encenações falseada e persuasiva), nem suas motivações subjetivas (sentimentos, valores, intenções, etc.), e nem a respectiva conduta objetiva. Assim, eles estavam como que “nus“, isto é, tinham suas consciências à mostra. Em outros termos, eles “estavam nus, e não se envergonhavam”. Mas, este modelo integrado de conduta individual seria alterado mais adiante, porém ainda durante o “3° dia da criação” (descrito na Verificação Empírica), a partir do com o advento da divisão social do trabalho material e intelectual, que o ideólogo-serpente iria desenvolver, então, o modelo dual ou hipócrita de conduta individual próprio do ideólogo-serpente se propagaria. E, o indivíduo passaria a dissimular, através de “folhas de figueira” (discursos e encenações falseada e persuasiva), seu tipo hipócrita de conjunto complexo de conduta. Vamos ao texto em apreço:

   “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à mulher; e já não são mais uma só carne. O homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam (os grifos em negrito são nossos”. (Gn 2, 24-25).