(TEXTO) A verdade da relação entre Jesus e “o discípulo que Jesus amava”

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A verdade da relação entre Jesus e “o discípulo que Jesus amava”
João com a cabeça recostada no colo de Jesus, à altura do seio de Jesus. Esta foi a primeira posição em que João se encontrava, quando Jesus anuncia que um dos seus discípulos o iria trair, conforme essa primeira posição é descrita, no texto original, em língua grega, na forma “coiné” (comum) (vide o “Novo Testamento Interlinear Grego-Português”): []NOTA: Novo Testamento Interlinear Grego-Português
“Estava reclinado um dos discípulos dele em o peito de Jesus, a quem Jesus amava”. (Jo 13, 23).
Veja na imagem ilustrativa deste vídeo, a foto que demonstra, analogamente essa 1ª posição, isto é, João no colo de Jesus.

Na segunda posição, o autor do Evangelho de João descreve a cena, em que Pedro fala a João, pedindo para este perguntar a Jesus, qual o discípulo que o trairia. Neste sentido, o referido autor descreve essa cena:
“Sinaliza pois a “este” [João] Simão Pedro para perguntar quem seria a respeito de quem [Jesus] fala”. (Jo 13, 24).
Somente então, João se desloca, partindo do colo de Jesus, para essa 2ª posição:
“Reclinando-se pois aquele assim sobre o peito de Jesus diz a ele: Senhor, quem é?” (Jo 13, 25).
Conclui-se, pois, indubitavelmente, que na 1ª posição, João se encontrava no colo de Jesus. Fato esse que há dois mil anos os teólogos, sacerdotes e seus pintores vêm encobrindo, através de variadas formas.
Um aparte. O link do texto com as citações bibliográficas referentes a este vídeo está aqui embaixo, na descrição deste vídeo. Esse link remete ao meu site Tribo dos Santos, onde consta outro link, relativo ao livro que estou lançando “Enigma do discípulo que Jesus amava – Parte 1: Grupo de referência de Jesus: Publicanos, prostitutas e devassos”, e que pode ser adquirido.
João não partiu, portanto, da posição “encostado no ombro esquerdo de Jesus” ou outras posições quaisquer, conforme alguns exegetas e pintores forjaram, falsamente, o desenrolar da cena, e omitem a primeira posição que demonstramos. Desse modo, esses exegetas e pintores falsários sugerem, ao leitor pouco atento, que João partiu da falsa primeira posição (encostado no ombro esquerdo de Jesus) ou outras posições quaisquer, para depois se deslocar para a segunda posição, e se reclinar no peito de Jesus, e para lhe perguntar quem o haveria de trair.
Em outros casos, os exegetas e pintores falsários simplesmente omitem, para o leitor pouco atento, o sentido verdadeiramente contido no texto original de textos, que João se encontrava, na 1ª posição, ou seja, no colo de Jesus. Os exegetas falsários forjam explicações absurdas, a respeito do desenrolar da cena, em que João se encontrava, na 1ª posição, no colo de Jesus. Os pintores religiosos forjam cenas diversa, também omitindo essa 1º posição, e assim sugerindo que ela não existiu.
Posso citar um exemplo flagrante de teólogo exegeta bíblico falsário, que forjou uma interpretação acerca do desenrolar da cena, em que focalizei as duas posição relativas a Jesus e João. Posições essas intermediadas pela cena em que Pedro se dirige a João, fazendo-lhe uma pergunta, e que aqui vou omitir: 1ª cena: “Estava reclinado um dos discípulos dele em o peito de Jesus, a quem Jesus amava”. (Jo 13, 23); 2ª cena: “Reclinando-se pois aquele assim sobre o peito de Jesus diz a ele: Senhor, quem é?” (Jo 13, 25).
O teólogo exegeta falsário tendo, na verdade, por objetivo enganar o leitor do texto bíblico em questão, então interpretou o desenrolar da cena em apreço, afirmando que João estava – na 1ª posição, segundo esse teólogo falsário – deitado em um divã. Posteriormente, João se voltou – na 2º posição, segundo esse teólogo falsário – para trás (Jesus se voltou para trás), e então repousou a cabeça no peito de Jesus. Com essa interpretação flagrantemente mentirosa, o referido teólogo falsário omitiu, de modo descarado e diabólico, que na 1ª posição descrita no texto original, João, o discípulo que Jesus amava, com a cabeça reclinada no “pito, ou melhor, no colo de Jesus, conforme consta no texto original: “Estava reclinado um dos discípulos dele em o peito de Jesus, a quem Jesus amava” (Jo 13, 23).
Vejamos o texto forjado pelo exegeta, que esse teólogo falsário apresentou na bíblia Ave Maria, no rodapé da página 1403, referente ao capítulo13, versículo 23, do Evangelho de João. Note que esse falsário apresentou sua interpretação falseada, com a finalidade específica de “esclarecer”, ou melhor, enganar a sua vitimada ovelha incauta, enganar, também e de modo gral, qualquer outro leitor incauto desse livro:
“Ao peito de Jesus: os convivas, à antiga, estavam deitados em divãs. Um deles, ao voltar-se para trás, podia facilmente repousar a cabeça no peito do vizinho”
Ora o teólogo falsário em questão estava embebido da pérfida cultura neoplatônica, como é característico desse tipo de teólogo falsário, e se inspirou, de modo absurdo e até hilariante, de cena descrita em contexto histórico completamente diferente do grupo de pessoas simples do povo judeu, ao exemplo de Jesus, João e dos demais participantes da cena descrita por João, que transcorreu durante a Ceia Pascal. O teólogo picareta se inspirou em cena que envolveu a nata rica e poderosa (Alcebíades, Aristófanes, Sócrates, etc.) da Grécia Antiga, em cerca de 400 anos antes do Jesus Histórico. Ou seja, a cena descrita por Platão em seu livro intitulado “O Banquete”, em que os ricos personagens se recostavam em ricos “divãs”, para jantar, beber vinho e fazer competições literárias, devidamente servidos por escravos. [NOTA: Cf. Platão. O banquete. Coleção Os pensadores: Platão – Diálogos, Ed. Abril cultural, SP, 1972, p. 16, item “b”, citação nº 15, no rodapé dessa página. Cf. também, p. 50, item “e”: em que o famoso general Alcebíades “coroa” Sócrates e a seguir recosta-se em rico divã, e são servidos por “servo” (escravo).]
A verdade é que João estava, na primeira posição, com a cabeça no colo de Jesus, com a boca à altura do mamilo do seio esquerdo de Jesus, e prestando atenção para a fala de Jesus. Primeira posição essa semelhante à gravura em anexo.