(TEXTO) A reação do primeiros padres da patrística contra o Evangelho de Tomé

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A reação dos primeiros porcos da patrística contra o Evangelho de Tomé (Item 5)

Antes de mais nada, vocês precisam se transformar, e mudar o entendimento que tinham acerca de Jesus. Entendimento, melhor diria, asneiras essas que desde os primeiros porcos da patrística católica vêm sendo incutindo, há dois mil anos, nas pessoas. Entendimento esse que desde Lutero e Calvino, os primeiros porcos da teologia e pastores protestantes seguidos dos evangélicos também vêm incutindo, há quinhentos anos, nas suas ovelhas-robô.

Todos esses porcos elaboraram conceitos falsos a respeito do Jesus Histórico, fantasiando Jesus como um Deus muito bom e caridoso, porém “burro”. Através dessa estratégia ideológica, tais porcos atingem dois objetivos. Por um lado, eles vêm incutindo em suas ovelhas-robô, o entendimento mentiroso, que sempre inventam acerca do Jesus Histórico. Por outro lado, os porcos da teologia cristã, omitem o sentido original da doutrina do Mestre Jesus.

Jesus, na realidade, tanto tinha como ensinou profundos conhecimentos, que naquela época, a humanidade já dispunha da possibilidade de conhecê-los. Mas eram conhecimentos revolucionários voltados para liberta as ovelhas-robô tanto da cadeias doutrinária inventadas por teólogos como dos das garra desses teólogos e dos seus templos e sinagogas de Satanás. Em razão disso, os porcos da teologia pseudo cristão agiram, sistematicamente, no sentido de forjar um deus, Jesus, como “burro”, mas se aproveitando do forte carisma deixado por Jesus, e promovendo, apenas, e do seu aspecto bom e caridoso do Mestre, somente para aliciar pessoas e transformá-las em ovelhas-robô.

Sem transformar o seu entendimento acerca de Jesus, que era, também, um Deus muito sábio, você nunca entenderá o sentido original do pensamento dele. Agora que vocês estão aparelhados com a advertência que acabei de falar, vou mostrar alguns aspectos pertinentes à verdade sobre o livro rotulado Evangelho de Tomé.

Vejamos os dois principais motivos, que levaram os patriarcas da Igreja a sumirem com todos os exemplares do Evangelho de Tomé.

Em primeiro lugar, é preciso entender que Jesus concebe como o único meio, que viabiliza transformar efetivamente a sociedade, para uma forma mais justa e fraterna, precisamente a transformação de suas unidades mínimas componentes, isto é, os indivíduos. Transformá-los em pessoas autoconscientes, autodiligentes e dotadas de consciência social crítica e transformadora. Mas, amorosas, fraternas, etc., e ativamente atuantes, pacificamente, no sentido de tais transformações. Em outras palavras, transformá-las do estado de “mortas” (alienadas), para o estado de pessoas Viventes., conforme Tomé prefere se referir a esse tipo de pessoa transformada, segundo o sentido original da doutrina de Jesus.[1]

Vejamos os dois principais motivos da perseguição, que os primeiros porcos da patrística exerceram contra o livro de Tomé.

 O primeiro grande motivo da perseguição praticada pelos primeiros porcos da patrística, contra o livro de Tomé.

Na direção que indiquei, a psicologia praticada e ensinada pelo Jesus Histórico (e transmitida pelo seu discípulo Tomé), na verdade é altamente revolucionária. Tomé entendeu isto muito bem, e concentrou o seu evangelho neste ponto. Este foi um dos dois principais motivos que levaram os patriarcas pseudo cristãos da Igreja, herdeiros de Paulo de Tarso o Anticristo, a estereotiparem a perspectiva original de Tomé, taxando-a, indevidamente, como de natureza místico-gnóstica.

O segundo grande motivo da perseguição praticada pelos primeiros porcos da patrística, contra o livro de Tomé

A perseguição dos patriarcas contra o Evangelho de Tomé se acirrou por ocasião do Concílio de Nicéia (325), posto que eles estavam selecionando documentos, para a composição do cânon bíblico da Igreja. Os patriarcas da Igreja além de considerarem como apócrifo o livro de Tomé, também sumiram, maquiavelicamente, com todos os seus exemplares.[2]

Malgrado a podridão patrística católica que na ocasião da composição cânon bíblico da Igreja forjava, indevidamente, o Paulo de Tarso o Anticristo, como legítimo sucessor da doutrina de Jesus. A contrário desses porcos, Tomé deixara registrado em seu evangelho, o dito do Jesus Histórico, em que este credenciara, de modo claro e taxativo, Tiago, o Justo, como o seu verdadeiro sucessor, na liderança do genuíno cristianismo.

Ora, Tiago era fiel ao sentido original da doutrina de Jesus, e assim empreendia o modelo igualitário e libertário de igreja, isto é, de movimento social revolucionário. Modelo esse diametralmente oposto ao modelo que era adorado pelos referidos porcos. Ou seja, diametralmente oposto ao modelo da igreja de Paulo de Tarso, que era hierarquizada, fortemente autoritária e dotada de clero profissional. Pois, Paulo reproduziu o modelo hierarquizada da igreja dos fariseus e saduceus. Ora, o Jesus Histórico lutou, precisamente, contra esse modelo hierarquizado de igreja e contra os fariseus e saduceus, os quais planejaram, exigiram e por fim obtiveram a morte de Jesus. Vejamos Tomé transmitindo, de modo claro e taxativo, que Jesus credenciou Tiago Menor, o Justo (o irmão do Senhor), como o seu verdadeiro sucessor, na liderança do genuíno cristianismo.

Os discípulos disseram a Jesus: Sabemos que nos deixarás; quem dentre nós será o maior? Respondeu-lhes Jesus: No lugar em que estiverdes, seguireis a Tiago, o Justo: ele é que está a par das coisas do céu e da terra” (Tomé, p. 17, item 12).

Em razão do texto que agora indiquei, os patriarcas que elaboravam o cânon bíblico, da Igreja do Anticristo, então, consideraram como apócrifo o Evangelho de Tomé, e sumiram com todos os seus exemplares.

As críticas falsas feitas pelos patriarcas da Igreja, contra Tomé, e o sumiço do evangelho escrito por este Apóstolo, na realidade, inserem-se no conflito que se desenvolvera, entre dois grupos, após os sacerdotes haverem planejado, exigido e obtido a morte do Filho de Deus.[3]

De um lado, o grupo do genuíno e revolucionário movimento cristão igualitário e descentralizado “liderado” por Tiago Menor, o Justo. O qual exercia, fielmente, o modelo servo de liderança ou de “diretriz pastoral” proposto pelo Mestre, a partir da igreja igualitária e descentralizada, que os Apóstolos estabeleceram em Jerusalém, mas que avançava para todos os lados.[4] Note que o modelo servo de liderança propiciava, estrategicamente, a formação de revolucionárias redes descentralizadas de comunidades igualitárias. As quais estavam, entretanto, articuladas entre si, através de um mesmo ideário, e sob os auspícios do Espírito do Filho de Deus e do Pai.

Do outro lado, o grupo do movimento contrarrevolucionário e hierarquizado liderado por Paulo de Tarso o Anticristo e seus asseclas (Lucas, Marcos, Timóteo, Tito, Silvano, etc.; e mesmo Pedro, que ao envelhecer e estando carente, então, de novo traíra Jesus, passando para o lado de Paulo o Anticristo).[5]  Essa quadrilha de ideólogos chefiada por Paulo o Anticristo, na verdade, visava conter o avanço da genuína revolução igualitária em rede descentralizada, que o Jesus Histórico desencadeara, e que se expandia para todas as partes do Império Romano.

Paulo o Anticristo houvera criado sua igreja hierarquizada, dotada de clero profissional e centralizada sob sua direção autoritária, como forma de resistência e para combater o genuíno movimento social revolucionário, de natureza igualitária e descentralizada. O qual Jesus desencadeara e fora prosseguido pelos seus verdadeiros Apóstolos. Esse movimento estivera baseado em Jerusalém, até a destruição desta cidade pelos romanos, em 70. Antes dessa destruição, entretanto, o genuíno movimento revolucionário já havia penetrado em diversas partes do Império Romano e mesmo além.

Tiago o Justo “liderara”, em Jerusalém, o movimento igualitário e descentralizado. Mas, exercendo o modelo servo de liderança ou de “diretriz pastoral”, isto é, sem hierarquia centralizada, sem autoritarismo e nem clero profissional. Modelo este que o Jesus Histórico houvera praticado e proposto aos seus genuínos discípulos. Os demais Apóstolos também exerciam o modelo servo de liderança, auxiliando Tiago em Jerusalém, e/ou avançando e criando outros núcleos (igrejas) situados em outras cidades. Desse modo, o conjunto dos líderes servos estava desenvolvendo uma rede horizontal ou descentralizada de núcleos iniciais do modelo igualitário de formação social.

Os primeiros patriarcas herdeiros da Igreja de Paulo o Anticristo estavam empenhados em selecionar escritos feitos pelo próprio Anticristo ou que seguissem as diretrizes deste: Atos dos Apóstolos; todas as Epístolas atribuídas a Paulo; I e II Epístolas de Pedro. Escritos estes que apresentavam, falsamente, Paulo o Anticristo como legítimo sucessor do corpo doutrinário proposto pelo Jesus Histórico. Isto em detrimento e oposição à genuína igreja de Jesus, chefiada precisamente por Tiago Menor, o Justo, o irmão do Senhor.[6]

Quanto ao contexto indicado acima, Phillipe de Suarez esclarece:[7]

Porém, o conteúdo do Evangelho de Tomé punha em xeque alguns posicionamentos dogmáticos da Igreja. Cirilo de Jerusalém, em suas Catequeses 6.31 afirmava que o Tomé que escreveu este Evangelho não era um seguidor de Jesus, mas um maniqueu – um maniqueísta, portanto, seguidor gnóstico e místico de Mani, mestre herético do século III. Atualmente, é quase consenso, entretanto, que o texto de Tomé foi escrito antes de o movimento maniqueísta ter vindo à lume e, ainda mais, tudo indica que a cópia copta deste evangelho se baseia em um texto ainda mais antigo, provavelmente escrito em grego e/ou aramaico, a língua falada por Cristo”.

[1] Cf. O campo objetivo (ações sociais) da conduta individual ou campo “fora de vós” – O Vivente (Art 2: itens 2.1; 3; 4): http://tribodossantos.com.br/2015/12/evangelho-de-tome-campo-objetivo-acoes-sociais-da-conduta-individual-ou-campo-fora-de-vos-art-2-itens-2-1-3-4/

[2] Cf. Concílio de Nicéia: aliança maldita entre as elites políticas e econômicas do Império, e, os “sacerdotes” (patriarcas da Igreja) herdeiros do Anticristo: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/08/concilio-de-niceia-alianca-maldita.html

[3] Cf. Paulo o Anticristo versus os verdadeiros Apóstolos do Cristo: O CONTEXTO DOS EMBATES: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2011/09/paulo-de-tarso-o-anticristo-versus-os.html

[4] Cf. A ação simbólica do lava-pés na Ceia Pascal: http://tribodossantos.com.br/2015/11/a-acao-simbolica-do-lava-pes-na-ceia-pascal-art-2/

[5] Cf. Judas Iscariotes e Pedro traíram o Filho de Deus: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/05/judas-iscariotes-e-pedro-trairam-o.html

[6] Cf. Escritos satânicos de Paulo o Anticristo versus escritos dos genuínos Apóstolos de Jesus – FILHO DO HOMEM: conflito entre a igreja de Paulo o Anticristo e os verdadeiros Apóstolos de Jesus – aspectos sócio-históricos: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2012/12/escritos-satanicos-de-paulo-o.html

[7] Cf. Suarez, Phillipe. O Evangelho Segundo Thomas. Versão francesa feita por Suares, diretamente dos manuscritos em língua copta. Tradução brasileira de Huberto Rohden. Ed. Martins Claret, São Paulo, 2001, Introdução: “O quinto Evangelho”: http://pt.slideshare.net/universalismocultura/huberto-rohden-o-quinto-evangelho-segundo-tom-15137500