O espectro de Paulo e o de Pedro são aversos, discriminam e oprimem a mulher e as gays

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Paulo o Anticristo era, indiscutivelmente, doente psíquico, fanático e homofóbico. Esse tipo oposto ao Cristo tem aversão e despreza o sexo, a mulher de modo geral, e recomenda ao homem desprezar a própria esposa. Neste sentido, ele diz: “Os que têm mulher vivam como se a não tivessem”. Na verdade, o “tipo oposto do mensageiro da boa nova” quer que todo homem seja celibatário. Paulo mortificava o seu corpo físico, através de instrumentos de cilício; e subjetivamente, recalcava o sentimento de amor, o desejo e a pulsão sexual. Neste sentido, Paulo não se enquadra bem, como um mero machista, senão a um nível mais profundo, que chega às raias do nível insano da moral e respectiva ideologia patriarcal. As quais se encontravam fundamentadas nas ideologias religiosas hegemônicas judaicas, a doutrina dos fariseus e a dos saduceus. Os quais formavam a intelligentsia ou o bloco ideológico judeu.[1]

Esse nível insano de moral e da respectiva ideologia patriarcal foi restaurado por Paulo, a um nível mais profundo de machismo, que consiste em resquícios da ideologia patriarcal, e representou um significativo retrocesso no campo das relações entre os gêneros.

O referido retrocesso teve origem com a contrarrevolução desencadeada por Paulo, a fim de conter o avanço, no âmbito das relações entre os gêneros, do movimento igualitário, antidiscriminatório e libertário desencadeado pelo Jesus Histórico, e prosseguido por seus genuínos Apóstolos, e também pelos sucessores destes. Nesse nível mais profundo de machismo podemos considerar, sim, Paulo de Tarso como um maligno e doentio porco chauvinista. Cujo modelo de igreja hierarquizada e autoritariamente centralizada e a respectiva doutrina inventada e desencadeada por ele, subsequentemente foram herdadas pelas religiões católica, ortodoxa, maometana, protestante e evangélica. Desse modo, o espectro de Paulo restaurou e vem mantendo os retrógrados valores morais e a ideologia patriarcal, que estavam inseridos na doutrina religiosa tanto dos fariseus como dos saduceus. Senão, vejamos o Anticristo:

Agora, a respeito das coisas que me escrevestes. Penso que seria bom ao homem não tocar mulher alguma (…) “Pois queria que todos fossem como eu (1Cr 7, 1, 7-a);   “Julgo, pois (…) ser conveniente ao homem ficar assim como é (…) Não está casado? Não procures mulher. Mas, se queres casar-te, não pecas (…) Todavia padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos (…) O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem”. (1Cr 7, 26-27-b-28-b-29-b);   “Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (1Cr 9, 27);

      Ao contrário de Paulo de Tarso que tinha aversão às mulheres e aos belos cabelos femininos, “Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro” ( Jo 11, 5-a), e adorava os longos, belos e perfumados cabelos de Maria. Cabelos com os quais esta mulher amada por Jesus, então, enxugara os pés do Mestre do amor, pois ela os houvera untado de valioso perfume (Cf. Jo 12, 1-3). Desse modo, Maria quis demonstrar, para todos os presentes, que o seu intenso amor a Jesus correspondia ao amor que Jesus lhe dedicava. Essa Maria era, talvez, a mesma Maria Madalena que demonstrava amar muito, acompanhava e cuidava de Jesus, junto de outras mulheres, notadamente a “outra Maria” (tia de Jesus e mãe de Tiago o Menor e de José), e a mãe de Tiago o Maior e de João, filhos de Zebedeu. (cf. Mt 27, 55-56, 61; Jo 19, 25) Todas essas mulheres obviamente também amavam muito Jesus.

Além da Maria mãe de Jesus, no NT aparece diferentes mulheres também chamadas Maria e outras inominadas, que se relacionaram demonstrando intenso amor e/ou gratidão a Jesus: a Maria (irmã de Marta e de Lázaro ressuscitado por Jesus) que perfumara os pés de Jesus e os enxugara com seus longos e belos cabelos (cf. Jo 12, 1-3); a “mulher pecadora” inominada que em Lucas também perfumou, beijou e ainda derramou lágrimas sobre os pés de Jesus, e as enxugou com seus longos e belos cabelos (cf. Lc 7, 37-38); a Maria Madalena da qual Jesus tirou sete demônios (Cf. Lc 8, 2); a Maria Madalena que desde a Galileia vinha, entre outras mulheres, seguindo e servindo Jesus, e que junta a Maria mãe de Tiago e de José foram, segundo o Evangelho de Mateus, as primeiras a verem o Jesus ressuscitado, o qual lhes incumbira a missão de comunicar a ressurreição e o encontro na Galileia, aos seus principais discípulos (Mt 27, 55-56, 61; 28, 1-10); a Maria Madalena que junto da mãe de Jesus, da irmã da mãe de Jesus também chamada Maria e de João, então, testemunharam o último desejo de Jesus, na cruz, incumbir João da missão de cuidar da mãe do Mestre; a mesma Madalena que foi, segundo o Evangelho de João, a primeira a ver, só ela, o Jesus ressuscitado, o qual lhes incumbira a missão de inspirar coragem e comunicar aos discípulos a ressurreição (Jo 19, 25; 20, 1, 18).

É relativamente irrelevante, se algumas das diversas mulheres chamadas Maria e outra inominadas, que aparecem nos textos do NT, na realidade eram ou não pessoas distinta, pois os textos pertinentes não dão margem para muita certeza. O importante é que o Jesus Histórico “tinha muito amor pra dar”, e amava a mulher em geral, e de modo singular, determinadas mulheres, ao exemplo de Marta e sua irmã Maria (cf Jo 11, 5), notadamente esta (Jo 11, 33), cuja recíproca era verdadeira, conforme ela demonstrou, ao ungir os pés de Jesus e os enxugar com os próprios cabelos ( cf. Jo 12, 3). Jesus amava, de uma singularidade diferente, sua companheira, que o assistira até mesmo depois de morto e na condição de ressuscitado. Jesus amava singularmente, mesmo determinados homens, ao exemplo de Lázaro (cf. Jo, 11, 3, 36) e João Evangelista, “o discípulo que Jesus amava” (cf. Jo 13, 23; 19, 25-26; 20, 1- 2; 21, 7, 20, 24).

Pedro tinha convicções idênticas às de Paulo de Tarso o Anticristo, no sentido de discriminar as Mulheres. Nas reuniões que o Mestre dirigia, para preparar as lideranças do movimento revolucionário que estava desencadeando, Pedro mostrava, ostensivamente, a sua discriminação contra a mulher, combatendo e próprio Mestre. O qual defendia, ardorosamente, as mulheres ao exemplo de Maria Madalena, que era destemida, e que atuava, analogamente, ao “homem” dotado, de conduta individual autoclarificada, autodiligente, e de consciência social crítica e transformadora. Modelo de conduta essa que Pedro era desprovido.

O Mestre criticou a conduta de qualquer “alguém” que “espera”, de modo “morto” (indivíduo passivo e alienado), que o ‘reino dos céus “caia e adentre” na sua cabeça. Em oposição ao signo “morto”, Jesus emprega o símbolo “vida”, que significa “conduta individual autoclarificada, autodiligente e dotada de consciência social crítica e transformadora. Enfim, Jesus critica tanto o tipo de mulher como o de homem que “espera”, de modo passivo e “morto” (alienado), que o ‘reino dos céus “caia e adentre” na sua cabeça e na sua vida. Ao contrário deste tipo de gente, o Mestre defendia as mulheres, mas àquelas que atuassem, a exemplo de Maria Madalena, de modo combativo, crítico e transformador, em prol do modelo de formação social propugnado pelo Mestre, ou seja, justo, fraterno, igualitário, libertário, radicalmente pacifista e em rede descentralizada.

Independentemente do gênero, Jesus se contrapunha ao ser humano do tipo “pedra morta“, que é exemplificado na pessoa do Simão Pedro, e que Jesus o nomeou, neste sentido, de “Cefas” (Pedro). Porém, Jesus defendia o ser humano resoluto, do tipo “vida”, ao exemplo de Maria Madalena.

Tomé fez questão de deixar registrado para a posteridade, a postura sórdida de Pedro, que ao exemplo de Paulo de Tarso o Anticristo discriminava as mulheres.

Jesus reconhece que as capacidades da mulher são iguais às dos homens, e defende a independência, a igualdade de direitos e de participação ativa da mulher na sociedade. Nesta direção, ele atuava contra os odiosos machistas, adeptos da ideologia patriarcal, a exemplo de Pedro e de Paulo, que discriminavam a mulher. Na verdade, o sentido original da doutrina de Jesus e sua prática guiam a mulher na direção dessas igualdades. Vejamos o texto citado por Tomé:[2]

Perguntaram-lhe os discípulos: Quando virá o Reino (dos céus ou do Pai)? Jesus respondeu: Não é pelo fato de alguém estar à sua espera que o verá chegar. Nem será possível dizer: Está ali, ou está aqui. O reino do Pai está espalhado por toda a terra e os homens não o veem. Disse-lhe Simão Pedro: Maria (Madalena) deve afastar-se do meio de nós porque as mulheres não são dignas da Vida. Respondeu Jesus: Eis que hei de guiá-la para que se torne Homem. Ela também virar a ser um espírito vivo, semelhante a vós, Homens. Com efeito, toda mulher que se fizer Homem entrará no Reino de Deus”.

O queixume invejoso de Pedro dirigido ao casal Jesus e Maria Madalena, obviamente evidencia, por um lado, que Maria tanto era assídua como atuante, ao lado de Jesus, e junto aos doze, e por outro, que assim ela se destacava das demais mulheres, as quais tinham seguido Jesus desde a Galileia, para o servir (cf. Mt 27, 55-56).

Não foi à toa que os primeiros “padres” (porcos embebidos da ideologia patriarcal) consideraram o Evangelho de Tomé como heresia e apócrifo. E, ainda queimaram todos os seus exemplares, quando esses porcos estavam forjando, de modo arbitrário, o cânone da Igreja, do modo que mais se enquadrasse à perspectiva chauvinista.

Na verdade, Maria Madalena pode ser concebida, malgrado Pedro, como a décima terceira Apóstola de Jesus, além de ser a sua amante e companheira. A qual partilhava, com Jesus, a mesma “localização social da categoria de pensamento objetivo ou desprovido de prenoções e de preconceitos“, e, o mesmo “grupo de referência“. Os quais eram constituídos de publicanos, prostitutas e devassos, e onde tanto Jesus como Maria Madalena eram integrantes. Categoria de pensamento esse que além do publicano Mateus (Levi) e do “discípulo que Jesus amava” (João), os demais discípulos tinham dificuldades de entender e de aceitar, mas que Jesus podia confidenciar com Madalena. Em razão dessas trocas confidenciais, os discípulos mais obtusos tanto invejavam as intimidades entre Jesus e Madalena, como não acreditavam nos conteúdos dessas confidências, conforme consta no Evangelho de Maria (Míriam de Mágdala).[3]

Pedro disse a Maria: ‘Irmã, nós sabemos que o Mestre te amou diferentemente das outras mulheres. Diz-nos as palavras que ele te disse, das quais nós não tivemos conhecimento…’ Maria disse… André então tomou a palavra e dirigiu-se a seus irmãos: ‘O que pensais vós do que ela acaba de contar? De minha parte eu não acredito que o Mestre tenha falado assim; estes pensamentos diferem daqueles que conhecemos’. Pedro ajuntou: ‘Será possível que o Mestre tenha conversado assim, com uma mulher, sobre segredos que nós mesmo ignoramos? Devemos mudar nossos hábitos; escutarmos todos esta mulher? Será que Ele verdadeiramente a escolheu e a preferiu a nós’?… Levi (Mateus) tomou a palavra: ‘Pedro, tu sempre foste um irascível; vejo-te agora te encarniçar contra a mulher, como o fazem nossos adversários. Pois bem! Se o Mestre tornou-a digna, quem és tu para rejeitá-la? Seguramente, o Mestre a conhece muito bem… Ele a amou mais que a nós”. Arrependamo-nos e nos tornemos o Ser humano em sua inteireza“.

Também no Evangelho de Felipe, este Apóstolo atesta a relação amorosa entre Jesus e Maria Madalena[4]

O Senhor amava Maria mais que todos os outros discípulos, e a beijava na boca frequentemente. Os outros discípulos viram-no amando Maria e lhes disseram: ‘Por que a amas mais que a todos nós?’ O Salvador respondeu dizendo: ‘Como é possível que eu não vos ame tanto quanto a ela?’… “Três andavam sempre com o Senhor. Maria, sua mãe, e a irmã dela, e Míriam de Mágdala, que é como se chama sua companheira, porque Míriam é sua irmã, sua mãe e sua companheira“.

Maria Madalena e a “outra Maria” (tia de Jesus) cuidaram do Mestre, até mesmo depois da crucificação, e foram as primeiras a vê-lo ressuscitado, conforme Mateus esclarece. Jesus incumbiu-lhes, então, a importante missão de encorajar aos onze principais discípulos, que estavam com medo dos judeus, abatidos e hesitantes, diante da crucificação do líder. Ele as incumbiu, também, a missão de lhes comunicar o encontro com Jesus, na Galileia (cf. Mt 28, 1-10; Jo 20, 1-18). Onde demonstrou, diante dos onze, haver ressuscitado (cf. Mt 28, 16-17; Jo 20, 19-20, 24-31). E, também lhes infundiu o Espírito Santo, e os incumbiu, em nome do Pai Criador, do Filho e do Espírito Santo do Criador, da sublime missão de cristalizar o revolucionário movimento igualitário, fraternal, libertário, radicalmente pacifista e descentralizado, e expandi-lo, para todas as nações (cf. Mt 28, 18-20; Jo, 20, 21-23; 21, 1-7).

O espectro do “tipo oposto do mensageiro da boa nova” tem aversão às mulheres e aos belos cabelos femininos. O Espectro de Paulo o Anticristo quer que a mulher seja humilhada, submissa ao homem, e “muda”, ou seja, que não tenha participação ativa nem iniciativa na vida social. O “tipo oposto do mensageiro da boa nova” exige que a mulher esconda a beleza natural, cobrindo-a com a mortalha do véu, a exemplo das burcas impostas por sacerdotes muçulmanos às “mulheres” (ovelhas-robô) dessa religião. Nessa direção, Paulo emprega, de modo sofisticamente mentiroso, o nome “Cristo”. Pois, com Tomé, vimos que o Jesus Histórico preconizava, ao contrário de Pedro, uma mulher tão revolucionária quanto possa ser um homem. Vamos ao texto em tela:

   “Mas quero que saibas que senhor de todo homem é Cristo, senhor da mulher é o homem (…) Toda mulher que ora ou profetiza não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobre com o véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que cubra com o véu (…) A mulher é o reflexo do homem (…) Por isso a mulher deve trazer o sinal de submissão sobre a cabeça, por causa dos anjos” (1Cr 11, 3-10).

No trecho a seguir, o “tipo oposto do mensageiro da boa nova” emprega, também de modo sofisticamente mentiroso, a expressão “em todas as igrejas dos santos”, em alusão à genuína igreja dos verdadeiros Apóstolos (Tiago Menor, João, Tomé, Mateus, Judas Tadeu, etc.). Pois, já vimos com Tomé, que Jesus Histórico preconizava, ao contrário de Pedro, uma mulher tão revolucionária quanto possa ser um homem, e que “em todas as igrejas dos santos”, esses verdadeiros Apóstolos seguiam, fielmente, e davam continuidade ao sentido original da doutrina do Mestre:

   “Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas assembleias: não lhes é permitido falar, mas devem estar submissas, como também ordena a lei. Se querem aprender alguma coisa, perguntem-na em casa aos seus maridos: porque é inconveniente para uma mulher falar em assembleia” (1Cr, 14, 34-35).

   Em muitos casos, seria incoerente a mulher permanecer muda em assembléias, enfim, na vida social. Pois, segundo dados do IBGE (Censo 2010) as mulheres são, no Brasil, mais instruídas que homens e ampliam o nível de ocupação.[5]

Na verdade, o objetivo último da doutrina discriminatória contra a mulher proposta por Paulo de Tarso, e abraçado por todos os sacerdotes, por políticos, jurista, empresários, etc., enfim, pelos homens em geral, certamente está inscrito numa dimensão mais arraigada e profunda de machismo. Trata-se do machismo que atinge ao nível religioso de formulação de valores retrógrados e discriminatórios contra a mulher, os quais Paulo atribui, falsamente, a Deus e a Jesus. Essa doutrina consiste em resquícios da ideologia patriarcal, da histórica desigualdade e da discriminatória posição de subordinação da mulher. Ela foi inventada e reproduzida, pelo teólogo e sacerdote, e inculcada na ovelha-robô masculina, por um lado, como meio de moldagem de conduta individual, dominação ideológica, controle, mobilização social e exploração econômica sobre essa ovelha, e por outro lado, para criar a possibilidade dessa ovelha masculina, tentar proceder de igual modo opressor, sobre as mulheres com as quais lida.

O sacerdote inculca a tal doutrina na ovelha-robô feminina, por um lado, com os mesmos objetivos de moldagem de conduta, dominação ideológica, etc., e por outro, para induzi-la a ser submissa e explorada pelo homem. Pois, tal doutrina está voltada, também, para reiterar a ainda existente desigualdade de salários e de oportunidades de ascensão a postos mais qualificados, e coisas do gênero, como era naquela época e ainda é hoje.

Uma importante ressalva pertinente ao tema em questão deve ser colocada. Essas e outras asneiras são divulgadas, de modo sistemático e efusivo, por teólogos e sacerdotes pseudo cristãos. Divulgações essas praticadas todos os dias, e em diversos períodos do dia, diante do público, em templos. Essa divulgação vem sendo feita, também, através da leitura recomendada por sacerdotes, e transmitidas através da TV, do rádio, internet, etc.

Imagine o maligno, discriminatório e poderoso efeito que pode produzir todas essas asneiras inventadas por Paulo, um teólogo e sacerdote doente psicologicamente, o “tipo oposto do mensageiro da boa nova“. Essas malignas asneiras discriminatórias podem contribuir, na moldagem tanto do modo de pensar como de se conduzir objetivamente, de homens em geral, e mesmo de mulheres.

Com certeza, o modo de pensar e a respectiva doutrina elaborada por Paulo o Anticristo, quando inculcados pelo sacerdote no entendimento da ovelha-robô masculina, então, pode induzir essa ovelha a assimilar e reproduzir o correspondente modo de pensar e de se conduzir, que tal doutrina “instrui”. Pode contribuir, assim, que a ovelha-robô masculina esteja propensa a se conduzir de modo violento e assassino contra a mulher e gays, em determinados contextos eventuais propícios a tais tipos de conduta violência.

Note que tais asneiras malignas durante dois mil anos vêm sendo repetidas, todos os dias, em milhares de igrejas, em encontros religiosos diversos. Malignas asneiras discriminatórias essas que foram, de modo arbitrário, selecionadas e inseridas no cânone da Igreja, por antigos padres doente psicologicamente e seguidores do “tipo oposto do mensageiro da boa nova“. Em razão disto, tais asneiras estão inseridas no NT, na Bíblia, que quanto às asneiras em tela nada tem de sagrada.

Além de serem publicadas nas malditas e diabólicas epístolas paulina, que estão inseridas no NT, as referidas asneiras também aparecem nas entrelinhas, de milhares de livros de autores seguidores de Paulo o Anticristo. Milhares de livros que são publicados pelas muitas editoras (católicas, protestantes, evangélicas, muçulmanas, ortodoxas, anglicanas, kardecistas, etc.), que são controladas por teólogos e sacerdotes seguidores do “tipo oposto do mensageiro da boa nova“, das mais diversas religiões pseudo cristãs. Malignas asneiras discriminatórias essas divulgadas nas muitas rádios, emissoras de TV, cinema, e mesmo na internet, em espaços controlados pela corja sacerdotal pseudo cristã.

Uma ressalva, o link do texto referente à presente palestra está inserido no seu resumo, logo abaixo deste vídeo. Nesse texto constam os nomes dos autores e respectivos livros, que utilizamos como referências bibliográficas, e mais diversas outras informações.

De passagem, lançaremos, em breve, um livro com o título “Os amores eróticos de Jesus”; e como subtítulo “A doutrina religiosa de Paulo: a mais sutil e poderosa incitação da violência contra a mulher e “gays”, Ou melhor, contra os diversos segmentos sociais agrupados sob a sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Nesse livro, além do tema aqui abordado, também mostraremos um capítulo com dados estatísticos comprobatórios da correlação entre, de um lado, o aumento da violência e homicídio de mulher e gays, e do outro, o aumento do número de teólogos e sacerdotes fundamentalistas pseudo cristãos. E mais, mostraremos a esfera da Sociedade Civil, como estratégico, eficaz e diversificado campo de luta, para a emancipação da mulher e das gays. Campo de luta que viabiliza atuar, além da defensiva, também tomar a iniciativa e atacar, pacificamente, através de esclarecimentos, debates de ideias, etc., aos defensores da falsa moral. Explicaremos duas importantes noções, para entendermos o NT. Uma é a “localização social do pensamento“.[6] A outra é o “grupo de referência“.[7]

Confrontamos, de um lado, determinados aspectos da categoria de pensamento pertinente à “localização social” e “grupo de referência” do Jesus Histórico, que eram constituídos de “publicanos, prostitutas e devassos“, e do outro lado, a contemporânealocalização social” e o respectivo “grupo de referência” constituídos de ativistas LGBT, de membros de organizações feministas, de prostitutas e dos “publicanos modernos“. Os quais incluem muitos policiais civis, militares e juízes, que lutam contra a “guerra do tóxico“, ou melhor, contra a descriminação, criminalização e o genocídio dos mais pobres e de policiais.

A “localização social” e “grupo de referência” de Jesus eram criticados pelo bloco ideológico judeu, constituído de teólogos e sacerdotes fariseus e saduceus, e os falsos moralistas daquela época. Analogamente, os teólogos, sacerdotes e os falsos moralistas contemporâneos criticam a “localização social” e “grupo de referência”, que é constituído de ativistas LGBT, de membros de organizações feministas, de prostitutas e dos “publicanos modernos“. Por fim, Poremos em foco Jesus e “o discípulo que Jesus amava”. Aguardem.

Voltemos ao “tipo oposto do mensageiro da boa nova“. Paulo é um ideólogo nojento e o conteúdo de suas epístolas é asqueroso, mas temos que tocar nelas, a título de denúncia. O espectro de Paulo acha que a beleza do corpo feminino deva ser dissimulada, através de vestimenta apropriada para esse fim, isto é, vestimenta não feminina. Ele não quer que a mulher, a exemplo da freira, demonstre (ensine) ter, em muitos casos, mais capacidade e conhecimento que homens, e que permaneça em silêncio, quando esteja assistindo ou envolvida, de algum modo, em debates. O Anticristo presume que a mulher é, por natureza, uma “perdida“, ao afirmar: “contudo, ela poderá salvar-se“. Nisto, ele se baseia em argumentos chulos, referindo-se a signos e alegorias (Adão e Eva e as relações entre estes, expostas no livro Gênese), cujos significados desconhece. Vamos ao texto:

     “Do mesmo modo, quero que as mulheres usem traje honesto, ataviando-se com modéstia e seriedade (…) A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão. Não permito a mulher que ensine, nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio. Pois, primeiro a ser criado foi Adão, depois Eva. E não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher que, enganada, se tornou culpada de transgressão. Contudo, ela poderá salvar-se, cumprindo os deveres de mãe, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade”. (1Tm 2, 9-a, 11-15);

O doentio “tipo oposto do mensageiro da boa nova” não polpa nem a mulher viúva. Ele quer que ela “morra” em vida, isto é, que recalque o desejo do prazer sexual e outros. Deriva daí, talvez, a adoção de antiga tradição greco-romana, da mortalha negra, recomendada à viúva, por sacerdotes seguidores da doutrina pseudo cristã de Paulo o Anticristo, como sinal de luto.

   “Mas, a que verdadeiramente é viúva e desamparada, põe a sua esperança em Deus, e persevere noite e dia em orações e súplicas. Aquela, pelo contrário, que vive nos prazeres, embora viva, está morta”. (1Tm 5, 5-6).

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]1] Cf. Mannheim, K. Ideologia e Utopia. Zahar Editores, Quarta edição, Rio de Janeiro, 1982, p. 38, 178-188: intelligentsia: o conjunto dos ideólogos que elaboram visões de mundo e as inculcam nos indivíduos das suas respectivas nações, submetendo-os, assim, ideologicamente. Cf. Gramsci, A. Os intelectuais e a formação da cultura, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1978, p. 3-23; Portelli, H. Gramsci e o bloco histórico, p. 65-68. Hegemonia e bloco ideológico: grupos de intelectuais e suas respectivas instituições sociais hierarquizadas (bloco ideológico) organicamente articulados com os demais segmentos (econômicos e políticos) das elites, propiciando, assim, a formação de ampla hegemonia sob a direção do “grupo fundamental”, que para Gramsci é o que detém e dirige “o mundo da produção econômica”. Essa noção de bloco ideológico deve ser empregada com algumas reservas. Pois, sem conseguir se livrar do aspecto ideológico, pertinente ao tema, que Marx forjou, Gramsci concebe esse bloco como submisso ao “grupo fundamental” em tela. Mas, na realidade, o bloco ideológico é, embora dissimuladamente, o elemento fundamental, em relação tanto aos grupos que dirigem a produção e a circulação como ao grupo político.

[2] O Evangelho de Tomé, traduzido por Jean-Yves Leloup. Petrópolis, RJ, Ed. Vozes, 1997, p. 41, itens 113-114.

[3] Evangelho de Maria (Míriam de Mágdala). Tradução de Lise Mary Alves de Lima. Evangelho copta do século II traduzido e comentado por Jean-Yves Leloup, 5ª edição, Editora Vozes, Petrópolis, 2003, p. 10, 1-7; p. 17, 9-20; p 18, 7-16.

[4] Trechos citados no Evangelho de Maria (Míriam de Mágdala). Tradução de Lise Mary Alves de Lima. Evangelho copta do século II traduzido e comentado por Jean-Yves Leloup, 5ª edição, Editora Vozes, Petrópolis, 2003, p 13 e 22, referentes respectivamente ao Av. Felipe, 63, 34-64,5; 59, 5-11 (tradução de J.E. Ménard).

[5] Cf. Censo 2010: mulheres são mais instruídas que homens e ampliam nível de ocupação: http://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo.html?view=noticia&id=3&idnoticia=2296&busca=1&t=censo-2010-mulheres-sao-mais-instruidas-que-homens-ampliam-nivel-ocupacao ].

[6] Cf. Mannheim, K. Ideologia e Utopia, p. 29-33. A noção de “localização ou condicionamento social do pensamento” foi mais bem estabelecida pelo autor em tela, e consiste na tese principal da Sociologia do Conhecimento: cada categoria de pensamento é formulada não por indivíduo isolado, mas pelo grupo social em que este esteja inserido, e no contexto de grupos sociais agindo uns contra os outros.

[7] Berger, Peter. Perspectivas Sociológicas. Círculo do Livro S.A. São Paulo, com autorização da Editora Vozes, SP, 1976, 2ª edição, p. 126:

Já se fez distinção entre os grupos de referência de que uma pessoa faz parte e aqueles para os quais ela orienta suas ações. Este último tipo atenderá nossos objetivos. Um grupo de referência, nesse sentido, é a coletividade cujas opiniões, convicções e rumos de ação são decisivos para a formação de nossas próprias opiniões, convicções e rumos de ação. O grupo de referência nos proporciona um modelo com o qual nos podemos comparar continuamente. Especialmente, ele nos oferece um determinado ponto de vista sobre a realidade social, que poderá ou não ser ideológico no sentido anteriormente mencionado, mas que em qualquer caso será parte e parcela de nossa participação nesse grupo particular.