Mahdy ou o discípulo que Jesus amava, quem preparará a volta de Jesus?

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Com a ajuda de Nietzsche, sabemos que Maomé plagiou, em 622, Paulo de Tarso. Maomé plagiou tanto a estratégia ideológica empregada por Paulo, para a implementação de sua instituição religiosa hierarquizada como a doutrina discriminadora forjada por Paulo. Ele plagiou, também, outros pontos da cultura judaico-cristã, notadamente o Apocalipse de Jesus.[1] Mostramos, claramente, esses plágios, no vídeo-palestra intitulado “Nietzsche contra Maomé e o Anticristo”, que se encontra postado no Youtube, queira ver.

Maomé fez os tais plágios, com o objetivo foi semelhante ao de Paulo de Tarso. Isto é, criar uma doutrina ideológica, que servisse como unidade ideologia, para teólogos e sacerdote, que seriam chamados de “muçulmanos”, então, dominarem, ideologicamente, e explorarem, economicamente, as suas ovelhas-robô. Isto é, a massa pobre trabalhadora. Com essa unidade ideológica de Deus único, Maomé propiciou, também, a possibilidade desse clero aliar-se às elites políticas e econômicas. Pois, estas elites e também os teólogos e sacerdotes, então,  encontravam-se, todos divididos, na Arábia e em outra partes do Oriente Médio, em tribos, que guerreavam entre si, na disputa de territórios e de rotas comerciais. Essa unidade ideológica propiciou, que as tais elites desenvolvessem unidade em sua identidade cultural, e  projetassem, desenvolvessem e expandissem o império que seria conhecido como Império Sarraceno, e o respectivo mercado.

A respeito de Maomé ter plagiado Paulo de Tarso, conforme Nietzsche informa, já colocamos, no Youtube, a disposição do público, a abordagem desse tema, através do vídeo-palestra intitulado “Nietzsche contra Maomé e o Anticristo – Estados religiosos na produção de simulacros violentos”. Queira ver.[2]

Os teólogos islâmicos introduziram um personagem escatológico, na curiosa tradição da “ocultação”, o Mahdy. Nisto, eles se inspiraram, com certeza, mas sem explicitarem, em palavras de Jesus registradas por João Evangelista, e que se referem a este Apóstolo, dizendo, reiteradamente:

Quero que ele [o discípulo que Jesus amava] permaneça até que eu venha”   (Jo 21, 22-23).

De modo semelhante, diz o exegeta muçulmano:[3]   “O Sufi al-Sha’rani egípcio, embora geralmente não demonstrando simpatia pelo xiismo, afirmou em seu al-Yawaḳit wa ‘l-djawahir [escrito em 958 (calendário islâmico) / 1551 (calendário gregoriano)] que o Mahdi era… nascido no ano 255/869 e [note bem] permaneceria vivo até seu encontro com Jesus“.

O Jesus Ressuscitado se referiu ao sentido original de sua doutrina, e em particular ao modelo servo (não elitista) de liderança pastoril, que João mantivera, fielmente, e que João deveria assim permanecer, até que Jesus voltasse. Este é o sentido do “ficar assim” ou permanecer, referente ao discípulo que Jesus amava, João, quando o Mestre Ressuscitado respondeu ao Apóstolo traidor, Pedro: “Que te importa se quero que ele [o discípulo que Jesus amava) fique assim até que eu venha“.  E, “assim” João permanecera se conduzindo, também, na dimensão meta-subjetiva, e “assim” mesmo João deveria, também voltar e permanecer, na iminência da volta do Senhor. Vamos ao texto em que o Jesus Ressuscitado respondeu ao Pedro:

Respondeu-lhe Jesus: ‘Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu’. Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: ‘Não morrerá, mas: Que te importa se eu quero que ele fique assim até que eu venha?” (Jo 21, 22-23).

Desse modo, na volta de Jesus, o João Evangelista desempenharia missão análoga àquela desempenhada por João Batista, na primeira vinda de Jesus. Missão que consistiu em preparar a opinião pública e o caminho, para essa primeira vinda do Mestre.

Na segunda vinda de Jesus, este designou João Evangelista, para a missão de lhe preparar o caminho, com a opinião pública mais receptiva ao sentido original da doutrina de Jesus. Essa missão consistiu, portanto, em resgatar o sentido original da doutrina de Jesus, que os teólogos das religiões pseudo cristãs católica, ortodoxa, protestantes, evangélicas, etc. vêm adulterando a cerca de dois mil anos:

Então a voz [do Anjo de Jesus] que ‘ouvi’ [João Evangelista referindo-se a  si mesmo] do céu falou-me de novo, e disse: ‘Vai e toma o pequeno livro aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e aterra’. Fui… e ele me disse: ‘Toma e devora-o!… Então foi-me explicado: “Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis” (Ap 10, 8-11).

Nessa missão, João Evangelista interpretaria o papel social de uma das duas “duas oliveiras“, isto é, àquela que está incumbida da missão de preparar o caminho da outra oliveira, que se trata de Jesus, na sua volta. O qual desde quando houvera ressuscitado, então, determinou:Quero que ele [o discípulo que Jesus amava] permaneça até que eu venha”. Enfim, a primeira “oliveira” é João Evangelista; outra oliveira é o próprio Jesus, na sua segunda vinda:

mas incumbirei às minhas duas testemunhas, vestidas de saco, de profetizarem, por mil duzentos e sessenta dias. São eles as duas oliveiras e os dois candelabros que se mantêm diante do Senhor da terra” (Ap 11, 3-4).

O profeta Zacarias havia lido no candelabro, e um anjo lhe esclarecera o significado das duas oliveiras: “São os dois ungidos do Senhor que assistem diante do Senhor de toda a terra” (Zc 4, 13-b; cf. Zc 4, 1-4; 10-b-14).

Os teólogos islâmicos às vezes redigem ahadith, cujos conteúdos apresentam pontos contraditórios, em razão das principais diferentes tendência religiosas (xiita, sunita), e suas respectivas variações, e mesmo outras menores e mais recentes, ao exemplo da comunidade Ahmadi. Eles são contraditórios, em algumas das narrações que elaboraram em que aparece a 2ª volta de “Jesus filho de Maria”, nos “últimos dias”.

Note, porém, que o Mestre é quem profetizou a respeito da sua volta, no livro Apocalipse. Portanto, é ele e os dados ditados por ele e registrados por João, que têm autoridade para precisar e definir as verdadeira características das suas profecias. Não o Alcorão de Maomé, nem os ahadith. Na realidade, eles desconhecem o sentido amplo das profecias de Jesus.

Os primeiros teólogos islâmicos fizeram, etnocentricamente, suas interpretações falseadas, acerca de alguns aspectos pertinente ao contexto sócio-histórico da volta de Jesus. Cujo objetivo consistia, estrategicamente, em se exaltar e se apoiar, de modo hipócrita, no forte carisma de Jesus. Ou seja, exaltar o tipo ambicioso e elitista de clero que eles representam, a doutrina deles e também o modelo injusto, discriminatório, violento, e hierárquico e fortemente centralizado de formação social que eles vêm adotando. Os sucessores de Maomé deram continuidade a essa estratégia ideológica, para se manterem no poder e continuarem enganando e explorando as massas pobres trabalhadoras.

Desse modo, tais teólogos elaboraram, no contexto da tradição da “ocultação” ou dos “doze iames“, um tendencioso contexto relativo a volta de Jesus, em que inserem um personagem “imane ou sheik” (pregador no culto islâmico) chamado Mahdi.[4] O qual desempenharia, de modo estreito e tendencioso, a função análoga àquela que Jesus atribuiu ao seu discípulo amado, João Evangelista. Ou seja, anteceder, imediatamente, a volta de Jesus, para alertar e preparar a opinião pública, com o sentido original da doutrina de Jesus, contra os inimigos deste. Desse modo, o Jesus Ressuscitado incumbira João Evangelista da missão de preparar e facilitar o caminho por onde o Mestre voltaria.

Pois, em fragrante contradição ao sentido original da doutrina de Jesus, e ao sentido da missão que o Mestre atribuiu ao João evangelista, os ideólogos islâmicos atribuem ao “Mahdi” (personagem que simboliza João Evangelista exercendo a missão de preparar o caminho de Jesus), a tarefa de “estabelecer o Islã em todo o mundo“. E, atribuem a Jesus, a tarefa inglória de seguir “Mahdi” (figuração islâmica de João Evangelista na sua volta),  nessa e em outras tarefas inventadas pelos referidos teólogos islâmicos.

Ora o estabelecimento do islã pressupõe ao estabelecimento do respectivo tipo ambicioso, elitista e violento de clero, a sua doutrina discriminatória da mulher e LGBT, e que em alguns casos matam estes. Doutrina que exalta a violência, e também o seu modelo injusto, hierárquico e fortemente centralizado de formação social. Modelo esse que submete e explora, impiedosamente os segmentos trabalhadores e as mulheres, e que discrimina e elimina os LGBT. Tudo isso é diametralmente oposto, respectivamente, ao projeto de Jesus. ou seja, é oposto ao modelo servo (não elitista) de liderança pastoral; é oposto a doutrina que exalta a igualdade e liberalização do gênero, da família, a fraternidade e o pacifismo ativo; é oposto também ao modelo igualitário de formação social, em rede descentralizada. Vamos ao texto em que o exegeta islâmico cita a volta um suposto predecessor (Mahdi) de Jesus e deste. Ambos incumbidos, supostamente, do estabelecimento dos valores egotistas e injustos dos teólogos islâmicos, por todo o mundo:[5]

Xiitas citam várias referências do Alcorão e relatórios, ou Hadith, a partir de Imam Mahdi e os Doze imãs em relação ao reaparecimento de al-Mahdi, que seria [incumbido], de acordo com a ordem de Allah, de trazer justiça e paz para o mundo, Estabelecendo o Islã em todo o mundo. Xiitas acreditam que `Isa (Jesus) também virá (após a reaparição de Imam Mahdi) e siga o Imam Mahdi…”

Outro exegeta islâmico aponta para a mesma direção, em relação ao Mahdi:[6]   “Segundo a doutrina xiita duodecimal e os sufitas, ele é uma personalidade histórica, o 12° é o atual imã e o Mahdi prometido, uma figura messiânica que retornará com Cristo. Ele irá restabelecer a governança legítima do Islã e encher a Terra de justiça e paz“.

No Apocalipse de Jesus consta, a narração da sua volta, mas codificada através de alegorias herméticas. Assim, ele mostra que Jesus luta e vence, primeiro e prioritariamente, três  forças inimigas (cf. Ap 19, 19-20): 1. A 1ª fera, isto é, aquela que havia emergido do “mar” (grande mercado global) e os “reis da terra” (as lideranças políticas) que o gerenciam (cf. Ap 13, 1). Em algumas Bíblias consta o termo “besta” ou “monstro”, no lugar de fera; 2. O Falso Profeta, o qual consiste numa outra forma do Mestre representar, codificadamente, a 2ª fera, ou seja, aquela que havia emergido da terra (processo de produção capitalista) (cf. Ap 13, 11); 3. A imagem da 1ª fera. Ora, esta 1ª fera representa o grande mercado global, então, a “sua imagem” ou o seu equivalente em valor consiste, segundo a perspectiva macroeconômica, no sistema monetário e financeiro, que após as décadas 70-80 passou a ser desregulamentado ou autônomo e unificado globalmente (cf. Ap 13, 14-15)

Aqui, vamos explicar, resumidamente, os significados dos signos (a 1ª e a 2ª fera, o Falso Profeta e a imagem do 1ª fera). Todos esses signos representam entidades coletivas, que o Mestre os focaliza através da técnica de personificação de coletivo. Os teólogos islâmicos nem desconfiam do que se trata, eles apenas “chutam” significados, objetivando alcançarem o objetivo final, que se resume em se exaltar, e também a sua doutrina e respectivo modelo injusto de formação social que defendem, aproveitando-se do forte carisma e respectiva volta de Jesus.

Jesus vence as tais forças antagônicas, no contexto de profundo e generalizado caos social global: “E todas as ‘aves’ (aquelas minorias ativas famintas: bandos de ex-militares desempregado, bandos de revolucionários, bandos de delinquentes, etc.) fartaram-se das suas carnes” (Ap 19, 21-b).

Finalmente, Jesus venceria, também, o último e mais ardiloso adversário. Os resquícios então ainda existentes do Grande Dragão: o modelo feudal de formação social acompanhado da seu poderosíssimo clero, o maldito clero católico. O qual Houvera desencadeado, ao longo da sócio-história em muito longa duração, a 1ª fera, a 2ª fera ou o Falso Profeta,  a imagem da 1ª fera.

Ao longo da sócio-história em muito longa duração,  o Dragão decairia em sua força, na sua fase final (entre 1400-1500) de seu processo de complexidade, enquanto engendraria, como resultante dessa complexidade, o recrudescimento das cidades, das classes médias, do comércio, de manufaturas. Por fim, o “Dragão” engendrara a 1ª fera, a que sobe do “mar”. Ou seja, o grande mercado global iniciando, por volta de 1500, com as navegações ultramarinas e formação de impérios coloniais.

Nesse mesmo contexto, em 1517 caiu do “céu” (que simboliza o campo do conhecimento) na “terra” (que simboliza o processo de produção material, transformando-o, assim, no modo capitalista), uma “estrela” (que simboliza um ideólogo) chamada Abadon (Lutero). O qual inventou e disseminou a ideologia do “trabalho por vocação“. Ou seja, tipo de racionalização sistemática voltado para a maximização da produtividade e da acumulação de capital. Tipo de racionalização essa que Lutero diz, mentirosamente, ser querida por Deus, e que consiste o cerne da “ética protestante e do espírito do capitalismo”.

Com essa chave ideológica (trabalho por vocação), Lutero Abadon “abriu o poço do Abismo“, isto é, o voraz e impiedoso “processo de produção capitalista” e respectiva Revolução industrial, que Jesus simbolizou na figura da “1ª fera, a que sobe da terra” (Ap 13, 11; 11, 7). Poço abismal em que a humanidade iria “cair” até ao fundo, isto é, submeter-se até ao final dele.

Jesus nomeou a “estrela Abadon” (Lutero) de Falso profeta, em razão desta “estrela”  falar, falsamente, como se fosse profeta, e como se fosse em nome de Deus. Pois, Lutero criou, de um lado, o processo insaciável de acumulação e concentração de capital, e do outro, a miséria e opressão sobre os segmentos trabalhadores. Desse modo, Lutero agiu de modo diametralmente oposto ao Jesus Histórico, que propusera e criara o processo de desconcentração e desacumulação de capital. Nessa direção, Jesus recomendou ao “jovem rico”, que vendesse e distribuísse suas riquezas, para poder seguir Jesus (cf. Mt 19, 16; 6, 19). Em razão da “estrela Abadon” (Lutero) ou Falso Profeta haver desencadeado o processo capitalista de produção (2ª fera), Jesus emprega, por vezes e como meio de codificação, o nome Falso Profeta (cf. Ap 16, 13; 19, 20; 20, 10), no lugar da “2ª fera” (processo capitalista de produção).

A enorme capacidade do “processo de produção capitalista” (2ª fera, a que sobe da terra) (Ap 13, 11) gerar capital, posteriormente foi apropriada e controlada pelo capital financeiro. Desse modo, a produção capitalista (2ª fera) propiciou, a partir das décadas 70-80, ao desenvolvimento da “imagem” (que significa o “equivalente em valor“) da “1ª fera, isto é, a que se levantou do mar” (cf. Ap 13, 1). Ou seja, a imagem ou o equivalente em valor ao grande mercado global. Essa “imagem” ou equivalente em valor consiste, portanto, no sistema monetário e financeiro, que passou a ser desregulamentado ou autônomo e unificado globalmente (cf. Ap 13, 14-15), partir dessas duas década.

Enfim, Jesus venceria, por último, “o Dragão, a primitiva serpente, que é o Demônio e Satanás”, e o “acorrentaria” (o iria conter) por muito longo tempo, que representou na figura numérica de “mil anos” (Ap 20, 1-3). Todos esses signos representam entidades coletivas, que o Mestre os focaliza através da técnica de personificação de coletivo. Veremos, mais detalhadamente, esses 4 monstros coletivos, numa outra palestra.

Desde as primeiras vitórias, Jesus desencadearia, paralelamente, junto aos seus novos Apóstolos e demais novos seguidores fiéis, a concretização do “acampamento ou tribo dos santos e a ‘cidade querida’ [nova Jerusalém]” (Ap 20, 9-b). Os quais representam o modelo de formação social verdadeiramente justo e pacífico, e que nada tem a ver com o islã, com o seu o modelo elitista e violento de teólogo, e muito menos com o respectivo modelo injusto, violento e opressivo de formação social, discriminatório da mulher e dos LGBT. Ou seja, Jesus e seus novos Apóstolos desencadeariam o modelo de formação social libertária, fraternal, radicalmente pacifista, e em núcleos igualitários articulados entre si em rede descentralizada, e sob o modelo servo (não elitista) de liderança. Cujo centro coordenador dessa rede é o Espírito de Jesus e sua doutrina.

[1] Nietzsche, F. W. O Anticristo – Maldição do Cristianismo. Editor Int. D.E.L. International Publishers ltd. Editor para Brasil: Newton Comton Brasil ltda., Rio de Janeiro, 1996,  p. 64-65, item 42. Cf. Machado, F. A. Nietzsche contra Maomé e o Anticristo – Os Estados religiosos e a produção de simulacros violentos: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2016/03/nietzsche-contra-maome-e-o-anticristo.html

[2] Cf. Machado, F. A.: vídeo-palestra: Nietzsche contra Maomé e o Anticristo – Estados religiosos na produção de simulacros violentos: https://www.youtube.com/watch?v=DhneFrCufDQ  Para consulta em TEXTO, acompanhado de citação bibliográfia, etc.: http://tribodossantos.com.br/2016/03/nietzsche-contra-maome-e-o-anticristo-os-estados-religiosos-e-a-producao-de-simulacros-violentos/

[3] Wikipédia: Muhammad al-Mahdi: https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_al-Mahdi

[4] Wikipédia: [https://pt.wikipedia.org/wiki/Imame] Um imame, imamo, imã ou imam (em árabe امام, “aquele que guia” ou “aquele que está adiante”) é o pregador no culto islâmico e também designa os principais líderes religiosos do Islamismo que sucederam ao profeta Maomé. Na doutrina sunita usa-se o título Imame paralelamente ao título de Califa. Os xiitas, e em particular os imamitas, os chamados “Xiitas dos Doze”, elevam ainda mais o significado do termo, pois observam os doze imames da família de Ali como sucessores legítimos de Maomé.

O décimo-segundo imame é para eles o Imame Oculto. Para os outros muçulmanos esta forte veneração dos imames pelos xiitas é vista com suspeita de heresia. Os carijitas em especial recusam veementemente a veneração de um imame a chegar, um descendente da família do profeta Maomé.

[5] Wikipédia Muhammad al-Mahdi: https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_al-Mahdi

[6] Wikipédia: Os Doze Imãs: https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Doze_Im%C3%A3s