(TEXTO) Natal e crucificação ou fuzilamento

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O Natal se aproxima… Não conseguimos esquecer daquele jovem, que queria mudar o mundo. Mudar o mundo! Mas, foi morto por instigação dos teólogos e sacerdotes judeus daquela época. Note. Os sacerdotes e “escribas” (teólogos) hegemônicos (bloco ideológico) mais os “anciãos do povo” (aristocracia política e econômica) foram os que planejaram (cf. Mt 12, 14; 21, 46; 26, 3-5, 14, 47,57,59-66; 27, 1, 11, 18; Jo 7,1, 20; 8, 59; 10, 31, 39; 11, 8, 48-50, 57; 18, 4, 12, 32-35), exigiram (cf. Mt 27, 20-25; Jo 18, 40; 19, 6-7, 12, 15) e obtiveram a morte do Filho de Deus! (cf. Mt 27, 26, 31, 50; Jo 19, 16-18, 28-30).
Um teólogo fariseu chamado Paulo de Tarso adulterou o sentido original da doutrina de Jesus. Pois, o Jesus Histórico visava transformar o mundo injusto, opressor, discriminador, corrupto, violento, etc. Isto é, transformar a realidade social então existente, para uma forma justa, sem discriminação, fraterna, igualitária e radicalmente pacifista. Paulo inverteu o sentido original do evento Jesus Histórico, e forjou, em suas odiosas e satânicas Epístolas, a exaltação de um Jesus pregado na cruz, a fim de desviar da ideia acerca do Jesus Histórico, o sentido real existente empreendido por este, que consistia em mudar o mundo, então, existente. Nesse sentido, Nietzsche diz: “Paulo personifica o tipo oposto do ‘Mensageiro da Boa Nova”.
Paulo forjou a figura falsa de um Jesus, que não atuou no sentido de transformar o mundo, mas que vive no plano metafísico, a distribuir “graças”, para quem não seguir a verdadeira doutrina e práticas revolucionárias do Jesus Histórico, e que não se empenha em transformar o mundo injusto existente. Nessa direção, os teólogos e sacerdotes católicos (e suas freiras), ortodoxos, protestantes, evangélicos, anglicanos e outros do gênero seguiram e continuam a seguir o “tipo oposto do ‘Mensageiro da Boa Nova”. Nietzsche nos ajuda a identificarmos a natureza hipócrita e odiosa do teólogo fariseu Paulo de Tarso. Vejamos Nietzsche:[1]
“Paulo personifica o tipo oposto do ‘mensageiro da boa nova’, o gênio do ódio, na visão do ódio, na lógica implacável do ódio. O que esse desevangelista não sacrificou em nome do ódio! Principalmente o Redentor: pregou-o na sua cruz. A vida, o exemplo, a doutrina, a morte, o sentido e a justiça do Evangelho, tudo deixou de existir quando esse falsário obcecado pelo ódio compreendeu o que lhe poderia ser útil. Não a realidade, não a verdade histórica!… E mais uma vez, o instinto sacerdotal dos judeus causou um crime igualmente notável contra a história, simplesmente riscou do cristianismo seu ontem e anteontem, inventou uma nova história do cristianismo… A personalidade do Redentor, a doutrina, a morte, o sentido da morte, até mesmo o pós-morte, nada ficou intacto, nada ficou próximo da realidade. Com a mentira da ‘ressurreição de Jesus’, Paulo deslocou o centro da gravidade de toda essa existência para depois da existência. Na realidade ele não tinha necessidade alguma da vida do Redentor, precisou da morte na cruz e de algo mais…”
É Natal! É Natal! – Seja crucificado! Seja crucificado! – Seja fuzilado! Seja fuzilado! Imagine se a volta de Jesus ocorresse hoje, e a velhacaria sacerdotal contemporânea (o sumo sacerdote católico, seus cardeais, padres, frades e freiras; os bispos protestantes, evangélicos, etc.) prendesse Jesus e planejasse e exigisse a morte dele por fuzilamento, perante uma autoridade superior à dessa velhacaria. Por exemplo, um embaixador e/ou interventor local representando o grande império contemporâneo. Mas, propenso a libertar Jesus, ao exemplo de Pôncio Pilatos, em razão de não encontrar justificativa legal, para o fuzilar. Imagine, porém, que a tal velhacaria te convocasse para acompanhá-la, em coro, e a gritar para o interventor norte-americano: “Seja fuzilado! Seja fuzilado!…” O que você faria?
Na volta do Filho de Deus, a OVELHA-ROBÔ precisará ter muito cuidado, para não cair no erro e carregar consigo arrependimento e desgraça pela eternidade. Ou seja, seguir o erro daqueles que acompanharam, em coro, seus teólogos e sacerdotes fariseus e saduceus, e exigiram e obtiveram a crucificação do Cordeiro de Deus: Seja crucificado! Seja crucificado! Seja crucificado!… (Mt 27, 20, 23; Jo 19, 6, 14-15).
A velhaca podridão religiosa constituída de sacerdotes e “teólogos” (escribas) pseudo mosaicos, mais a “velhacaria” dos “velhos anciãos” (a nata velha da aristocracia política e econômica judaica) planejaram, exigiram e obtiveram a morte do Filho de Deus. Caso os herdeiros dessa podridão velhaca estivessem ainda no poder, eles comemorariam, em data festiva marcada de troca de presentes, a morte de Jesus.
Paulo de Tarso o Anticristo e os sacerdotes seus herdeiros pseudo cristãos (católicos, protestantes, evangélicos, ortodoxos, anglicanos, etc.) vêm comemorando a morte do Filho de Deus, embora do modo que lhes é peculiarmente hipócrita (cf. Mt 23, 29 -36). Todos os que amam o Mestre, lamentam-na, ainda que tenha sido irrecorrível (cf. Jo 12, 22-33; 16, 5-15). No além, ao menos alguns daqueles que obedeceram seus líderes sacerdotais, devem estar, amargamente, arrependidos, por terem feito, com os seus malditos teólogos e sacerdotes, o coro: “Seja crucificado! Seja crucificado!…” (Mt 27, 20, 23; Jo 19, 6, 14-15). Outros permanecem seguindo, convictamente, o espírito do Anticristo.

Jesus negou ser o templo-edifício casa de Deus: principal motivo dos sacerdotes planejarem a morte dele. (Art. 13, 2.4., p. 63-66)
Livro Maldição do Templo do Sacerdote – Resgate do sentido original da doutrina de Jesus (Art. 13, 2.4., p. 63-66).[2]
O Filho do Homem procedeu ferrenho combate, contra o templo-edifício e os sacerdotes, que operam com este maldito instrumento de manipulação. Esse ferrenho procedimento de combate consistiu no mais grave motivo, que levara os sacerdotes tramarem, exigirem e obterem a morte do Filho de Deus. Pois, segundo as tradições inventadas e impostas pelos sacerdotes ao povo, denunciar a maldição do templo-edifício dos sacerdotes, era considerado uma blasfêmia e um crime, que deveria ser punido com a morte. Neste sentido o exegeta católico esclarece[3][1]
“Posso destruir: proferir blasfêmia contra o Templo era, para os judeus, um crime de morte. Na realidade, Jesus dissera: destruí este templo e eu o reedificarei em três dias (Jo 2, 19)”.
Os sacerdotes precisaram mentir, para enquadrar Jesus na lei ditada por eles. A qual considera se tratar de “blasfêmia” denunciar a maldição do templo. Desse modo, os referidos intelectuais religiosos (sacerdotes; e os antigos teólogos, isto é, os escribas) atribuíram a Jesus haver dito, que este poderia destruir o Templo-edifício de Jerusalém e reedificá-lo em três dias:
“Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o Conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus a fim de o levarem à morte. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apresentaram-se duas falsas testemunhas que disseram: ‘Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias’. Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: ‘Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?’ Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: ‘Por Deus vivo, conjuro-te que nos diga: se és o Cristo, o Filho de Deus?’ Jesus respondeu: ‘Sim (…)’ A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: ‘que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! Qual o vosso parecer?’ Eles responderam: ‘Merece a morte!” (Mt 26, 59-64, 65-66);
“Os que passavam o injuriavam., sacudiam a cabeça e diziam: ‘Tu, que destróis o templo e o constróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!’ Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciões também zombavam dele…” (Mt 27, 39-41).
Muitos dos seguidores fiéis do Mestre foram, também, mortos em razão de criticarem o templo-edifício dos sacerdotes pseudo mosaicos. Por exemplo, Estevão foi apedrejado até a morte, em razão de proceder como Jesus, no sentido de libertar indivíduos da maldição do templo-edifício dos sacerdotes, que neste caso exemplar se tratou do templo de Jerusalém. Saulo de Tarso o Anticristo liderou o assassinato de Estevão. Estevão observou, ainda, que os sacerdotes elitistas estão imbuídos, por natureza deste papel social e em todas as épocas e lugares, da sina assassina. A qual se levanta contra o Justo, quando este emerge na sócio-história, e contra os profetas que o precedem e o anunciam. Vejamos Estevão:
“Estevão cheio de graça e fortaleza (…) Mas, alguns da sinagoga, chamada dos Libertinos, dos Cirenenses, dos Alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele. Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava (…) Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas, e investindo contra ele, agarraram-no e o levaram ao Grande Conselho. Apresentaram falsas testemunhas que diziam: ‘Esse homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a Lei. Nós o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré há de destruir este lugar e há de mudar as tradições que Moisés nos legou (…) Perguntou-lhe então o sumo sacerdote: ‘É realmente assim?’ Respondeu ele: ‘O Altíssimo, porém, não habita em casa construída por mãos humanas. Como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis vós? Diz o Senhor. Qual o lugar do meu repouso? Acaso não foi minha mão que fez tudo isso? (Is 66, 1s) (…) Vós sempre resistis ao Espírito Santo. Como procederam os vossos pais! Assim procedeis vós também! A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Mataram os que prediziam a vinda do Justo, do qual agora tendes sido traidores e homicidas…’ (…) Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram com furor contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo (…) E Saulo havia aprovado a morte de Estevão. Naquele dia rompeu uma grande perseguição contra a comunidade de Jerusalém…” (At 6, 8-a, 10, 12-14; 7, 1s, 48-50, 51-b- 52, 57-58-a; 8, 1s).
A volta de Jesus ocorrerá no mundo hoje globalizado. Portanto todas as “sinagogas de Satanás” (templos) das diferentes religiões serão descredenciadas e combatidas por ele, Então, a sina assassina dos teólogos e sacerdotes se levantará sedenta de sangue, e as ovelhas-robô precisarão fazer força, para não serem usadas por esses monstros.

[1] Nietzsche, F. W. O Anticristo – Maldição do Cristianismo, Newton Compton Brasil Ltda., Rio de Janeiro, 1992, p. 64, parágrafo 42
[2] http://tribodossantos.com.br/pdf/Maldi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Templo%20-%20Introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf

[3][1]. Bíblia Sagrada, Editora Ave Maria, item número 61, referente ao Mt 26, 61, no rodapé da p. 1318.