Pelo fruto se conhece a árvore: a ação social é indício físico subjetivamente indicado

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Livro: Teria da História (Art. 19, 2.2.7., p. 127-137) www.tribodossantos.com.br

    O autor da Teoria da História registrada no livro Gênese, subdividiu-a em Sistematização Teórica e Verificação Empírica. Na Verificação Empírica (cf. Gn 2, 8-9), a “árvore da vida” (conjunto complexo de conduta positivamente integrado) e a “árvore da ciência do bem e do mal” (singular conjunto complexo de conduta negativamente integrado) podem ser pensadas, como sendo dois tipos ideais, que são representados, respectivamente, no “4° dia da criação ST”, nos símbolos “Sol” e “lua“. Os quais nos servem como paradigmas, ao avaliarmos outros indivíduos. Isto, se concebermos essas duas “árvores” como dois extremos diametralmente opostos entre si, entre os quais podem ocorrer diversas outras nuanças. Como casos extremos, são raros os indivíduos capazes de interpretá-los, entretanto, Jesus vivenciou o papel social “árvore da vida”, também simbolizado “Sol”, e Paulo de Tarso o Anticristo vivenciou a “árvore da ciência do bem e do mal”, também simbolizado “lua“. Esses dois tipos ideais de “árvores” (intelectuais) servem, sobremodo, para os indivíduos de senso comum avaliar a verdadeira natureza tanto subjetiva como objetiva do intelectual, com quem possa lidar. Ou seja, servem para identificar e distinguir, de um lado, o intelectual tipo ideólogo ou “árvore da ciência do bem e do mal”, o qual é negativamente valorizado (mau), segundo o critério do valor de Jesus, e do outro lado, o intelectual tipo “árvore da vida”, o qual é positivamente valorizado (bom) por Jesus. Note que o Mestre se considera um intelectual deste tipo.

    Jesus ensinava ao indivíduo de “senso comum” (erva) proceder à avaliação acima indicada, para que este não “comesse” (assimilasse) o fruto “mau”, isto é, a conduta objetiva própria do intelectual do tipo ideólogo (árvore má). Pois, se o indivíduo de senso comum (erva) assimilasse o fruto desse tipo (ideólogo) de “árvore” (intelectual), então, poderia morrer (ficar alienado e submisso á  árvore tipo ideólogo (ciência do bem e do mal). Em outros termos, o indivíduo poderia reproduzir, em casos de exceção, em si uma “árvore má” (intelectual tipo ideólogo) homóloga àquela da qual assimilara o fruto. Neste sentido, o Mestre advertiu: “O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos, será cortada e lançada ao fogo”. (Mt 3, 10). Ele também ensinou: “Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto é bom, ou dizeis que é má e seu fruto é mau: porque é pelo fruto que se conhece a árvore (Mt 12, 33).

    O conjunto complexo de conduta do indivíduo de senso comum (erva) pode se assemelhar, em relação aos dois tipos ideais acima indicados, com mais ou menos aproximação. Esta aproximação pode ocorrer com mais ou menos frequência. Pode ocorrer de modo mais ou menos consciente. Mas, ocorrerá, em regra geral, sempre de modo simplório. Esse indivíduo pode apresentar, inclusive e mesmo simultaneamente, também a manifestação de algumas formas inintegradas de conjunto complexo de conduta.[1] “Eva” e “Adão” assimilaram do “fruto” (conduta objetiva peculiar ao ideólogo), assim desenvolveram a divisão social do trabalho material e intelectual. E, em consequência disso, eles trouxeram, por um lado, desgraças para os segmentos sociais que permaneceram exercendo trabalho material, e por outro lado, privilégios para os que passaram a exercer trabalhos intelectuais. Enfim, assim eles desenvolveram antagonismo entre essas duas ordens de segmento sociais.

    Jesus emprega a noção de “árvore que produz fruto segundo a sua espécie” como metáfora de “reprodução social do tipo intelectual do conjunto complexo de conduta individual”. Neste conjunto, ele distingue dois aspectos. De um lado, ele põe em foco o campo subjetivo e motivador, e o representa na figura da “árvore”, que implica a noção de “intelectual”: campo subjetivo do intelectual. De outro lado, o Mestre distingue o campo objetivo e motivado por àquele, pertinente ao intelectual, e o representa na figura do “fruto”, que implica a noção de intelectual: campo objetivo do intelectual.

    O campo subjetivo (árvore) não pode ser, diretamente, percebido e analisado pelos sentidos, em razão da sua própria natureza subjetiva. Mas ele pode ser captado, porém, somente pelo entendimento. O campo objetivo pode ser, diretamente, percebido pelos sentidos, analisado e entendido. Em razão do campo subjetivo não se prestar a ser diretamente percebido, analisado e percebido, ele pode ser ou não dissimulado através do discurso proferido (ou escrito), que falseia a verdadeira natureza dos fatores subjetivos que motivam as ações. Dissimulação esta articulada às respectivas encenações falseadas. Notem que tanto o discurso proferido (ou escrito) como as respectivas encenações são fatores integrantes do campo objetivo da conduta individual. Os ideólogos (árvores-serpente) são pródigos em dissimular os sentimentos odiosos e valores egoísticos, os quais predominam, propriamente, em seus respectivos campos subjetivos, e que motivam suas ações. Eles dissimulam os respectivos campos subjetivos, ao lidarem, notadamente, com as pessoas de senso comum (ervas).

    O fato de o campo subjetivo ser motivador do campo objetivo é uma questão relevante, para o observador (indivíduo de senso comum). Pois, este precisa saber, nas interações significativas que estabelece, se o outro indivíduo está ou não dissimulando a verdadeira natureza dos fatores inerentes ao campo subjetivo, sobremodo se esse outro indivíduo for intelectual. Pois, este outro indivíduo pode dissimular, efetivamente, através de discursos e encenações falseadas, a verdadeira natureza dos seus fatores subjetivos determinantes, isto é, os sentimentos e respectivos valores. A fim de enganar, seduzir e influenciar a conduta do primeiro indivíduo, e assim submetê-lo ideologicamente e explorá-lo objetivamente. Posto que, o discurso e encenações falseadas servem para dissimular a verdadeira natureza do campo subjetivo do indivíduo ideólogo. Eles servem para dissimular, também, os interesses materiais, que podem ser, entretanto, visivelmente percebidos, pois se tratam de fatores integrantes do campo objetivo da conduta individual. Esses interesses podem ser pensados como a forma material de existência e subsistência do ideólogo.

    As ações pertinentes ao campo objetivo da conduta individual podem se apresentar, na interação significativa, sob diversos aspectos. Todos estes aspectos consistem em meios objetivos empregados na interação significativa. Pitirim A. Sorokin define esses meios objetivos, como sendo “veículos materiais condutores da interação dotada de significado. Todas as ações sensoriais externas, objetos materiais, forças e processos físicos, químicos e biológicos, usados para a exteriorização, objetivação e socialização dos significados, são veículos da interação dotada significativa”.[2] Ele dá como exemplo: (a) condutores sonoros: a fala, a música, diversos ruídos, etc.; (b) condutores pantomímicos: Gestos e movimentos expressivos, etc. Ele classifica as ações sociais do seguinte modo:

    “As ações e reações podem ser catalíticas, ativas, passivas ou de tolerância. As ações e reações externas são uma parte constitutiva dos veículos…”.[3]

    Acima destacamos alguns desses principais aspectos pertinentes ao campo subjetivo da conduta individual, na interação significativa. Mas, vejamos, especificamente, o modo como os ideólogos elaboram as suas ações, e como eles as operam consciente e intencionalmente.

    Em primeiro lugar, destacamos os discursos (linguagem oral ou escrita). Os discursos consistem em veículos materiais condutores das interações dotadas de significados. Eles são elaborados, pelos ideólogos (árvores da ciência do bem e do mal), de modo sofisticadamente falseados, mas poderosamente sedutores e sutis. O ideólogo opera com tal modalidade de discurso, visando enganar, seduzir e submeter, ideologicamente, a vítima. A qual consiste, notadamente, no indivíduo de senso comum (erva), que constitui a massa dos segmentos trabalhadores.
Entre os ideólogos existem, de modo geral, dois subgrupos: os ideólogos ativos, e os ideólogos passivos. Os primeiros dispõem de mais recursos intelectuais e tempo, para formularem teorias e doutrinas sofisticadas. Eles se sustentam, por um lado, através das ilusões que elabora para sua própria classe, e por outro lado, das ideologias falseadas que elabora e inculca nos indivíduos de senso comum. Os intelectuais passivos dispõem de menos capacidade de abstração e de tempo, para alimentar ilusões e ideias sobre sua própria pessoa. Assim, estes assumem uma atitude mais passiva e receptiva frente às teorias, doutrinas e ideologias falseadas produzidas pelos ideólogos ativos. A postura do intelectual passivo é a dos indivíduos dotados do nível intelectual peculiar daqueles que exercem a prática político-ideológica, política propriamente dita, e mesmo empresarial.[4]

    Em segundo lugar, destacamos as encenações (gestos e movimentos expressivos). As encenações consistem em veículos condutores de natureza pantomímica. Elas são falseadas e articuladas aos aspectos falseados dos respectivos discursos.

    Em terceiro lugar, destacamos os aspectos conscientes e intencionais, tanto com relação aos discursos e encenações como em referência aos interesses materiais dos ideólogos, isto é, sua forma material de existência e subsistência. Ou melhor, destacamos, de um lado, o aspecto consciente e intencional voltado, para o outro lado, que consiste no conjunto de procedimentos, que visam institucionalizar ou reproduzir a peculiar forma material de existência dos ideólogos, e o contexto social favorável a isso, ou seja, a divisão social do trabalho material e intelectual. Forma material de existência esta que apresenta, em suma, algumas características básicas. O ideólogo é odioso e egoísta e atua no sentido de eximir-se de exercer trabalho material para seu sustento, porque ele é, exacerbadamente, averso a este tipo de trabalho. Ele atua, consequentemente, sempre no sentido de submeter ideologicamente os indivíduos que exercem trabalho material ou serviços práticos. Assim, o ideólogo visa se sustentar, privilegiadamente (qualitativa e quantitativamente), com produtos e serviços subtraídos dos trabalhadores. E, em troca, ele fornece aos trabalhadores o trabalho intelectual que lhe é peculiar, ou seja, de natureza ideológica e falseada: religião; cientificismo; feiticismo; filosofia; etc.

    O ideólogo forja, sempre, posicionar-se como intermediário entre, de um lado, o indivíduo, e do outro lado, uma ou mais supostas divindades, ou um ou mais supostos fatores determinantes básicos do modo como o indivíduo e/ou a coletividade se conduzem. Fatores determinantes a exemplo dos espíritos dos antepassados ou de dados elementos da natureza, nas crenças animistas; as posições dos astros, na astrologia; a relação entre a indústria, o mercado, o sistema financeiro e o Estado, na economia política capitalista neoliberal; o estado psíquico do paciente, na psicanálise, etc. Assim, o ideólogo oferece seus serviços aos indivíduos de senso comum, prometendo obter, da suposta “divindade” ou do suposto fator determinante básico, favores (bênçãos; conhecimentos que sirvam, supostamente, de orientações propícias para tais indivíduos).

    O Mestre aproveitava, estrategicamente (JESUS O ESTRATEGISTA II), determinadas oportunidades, nas quais travava embate de ideias contra alguns membros de um dos grupos de ideólogos hegemônicos (fariseus, escribas, saduceus e herodianos), para desmascará-los diante do público e dos seus discípulos, em sinagoga, na entrada do templo ou mesmo em ambiente aberto. Ele aproveitava essas mesmas oportunidades para ensinar o modelo teórico adequado para se proceder esse desmascaramento, e como aplicá-lo. Assim, ele ensinou a teoria do conjunto complexo de conduta individual – o campo subjetivo motiva o campo objetivo – diante do público e dos seus discípulos, tendo como amostra alguns ideólogos do grupo dos fariseus. Desse modo, o Mestre distinguiu e pôs em relevo dois tipos ideais de intelectuais. Ele representou o “campo subjetivo e motivador” inerente a cada um desses dois tipos ideais de intelectuais, empregando o símbolo “árvore”, e representou o respectivo campo objetivo motivado por àquele, empregando o símbolo “fruto”.

   Outra estratégia (JESUS O ESTRATEGISTA I) empregada pelo Mestre, consistia em concentrar, estratégica e prioritariamente, toda sua luta, precisamente contra os ideólogos hegemônicos (bloco ideológico), ou seja, os sacerdotes, fariseus e os “teólogos” (escribas) da sua época. Assim, o Filho do Homem desmascarou, diante da nação, tanto a natureza hipócrita da conduta dos ideólogos hegemônicos como os discursos e doutrinas falseadas destes. Desse modo, o Mestre criou uma “crise de hegemonia”, que viabilizou abrir espaço para ele desencadear sua verdadeira igreja. Ou seja, o esboço do modelo de formação social igualitária, horizontal, fraternal e radicalmente pacifista, a “comuna de Jerusalém” inaugurada no dia do Pentecostes, sob o auspício do Espírito Santo de Deus.

    Enfim, o Mestre empregou a teoria do conjunto complexo de conduta individual, representada, metaforicamente, na noção de “arvore que produz fruto segundo sua espécie e o fruto contenha sua semente”, a qual aparece no livro Gênese (Cf. 1, 11-12).

    Jesus distinguiu dois tipos ideais opostos, diametralmente, entre si, no que tange aos respectivos dois modelos de conjunto complexo de conduta individual.

   De um lado, ele mostrou o modelo “ideólogo” de intelectual, caracterizado, entre outras coisas, por produzir e administrar múltiplos e multiformes dualismos ou proselitismos (divisões e oposições), e instalar o estado de alienação nos indivíduos. Modelo este de indivíduo ideólogo, que o autor da Teoria da História rotulou de “árvore da ciência do bem e do mal”. Cujo “campo subjetivo” (representado na figura da árvore) apresenta-se sob a predominância de “sentimentos” (coração) de ordem odiosa e de valores egotistas, isto é, “maus” (negativamente valorizados, segundo o critério de valor próprio de Jesus). Campo subjetivo este que motiva, de modo irrecorrível, o respectivo “campo objetivo” (representado na figura do fruto), imprimindo-lhe ações más. Paulo de Tarso o Anticristo e a sua ideologia “alma versus corpo” é um exemplo do tipo de “árvore da ciência do bem e do mal”

   De outro lado, o Mestre mostrou o modelo “vida” de intelectual, caracterizado, entre outras coisas, por apresentar e disseminar autoconhecimento, capacidade de autodiligência e consciência social crítica e transformadora. Cujo “campo subjetivo” (árvore) apresenta-se sob a predominância de “sentimentos” (coração) de ordem amorosa e valores (tesouros) altruístico, isto é, “bons” (positivamente valorizados pelo próprio Jesus). Campo subjetivo este que motiva, de modo irrecusável, o respectivo “campo objetivo” (representado na figura do fruto), imprimindo-lhe ações “boas”. Nesse sentido, Jesus disse (Mt 12, 33-a):

    “Ou declarais que a árvore é boa e o seu fruto é bom, ou declaras que a árvore é má e o seu fruto é mau”.

    Jesus poderia justificar a noção acima indicada, considerando, por um aspecto, o fato do campo subjetivo ser motivador do campo objetivo. Assim, a ordem predominante de sentimentos (coração) condiciona os valores (tesouros) e demais fatores subjetivos (cognição, volição e propósitos). O campo subjetivo da conduta individual estando assim articulado, motiva o campo objetivo, segundo a ordem de sentimentos predominantes naquele campo. Por outro aspecto, Jesus ensina a relação entre o campo subjetivo (motivador) e o campo objetivo, pelo sentido inverso. Ou seja, pela natureza do campo objetivo (“fruto”: as ações sociais) podemos presumir a natureza do campo subjetivo (“árvore”: sentimentos, valores, ideias, intenções, etc.) que motiva àquele campo. Pois, a ação social (campo objetivo ou “fruto”) apresenta indício físico, cujo sentido é subjetivamente indicado (Weber). Nessa direção, disse Jesus (Mt 12, 33-b):

    “E pelo fruto que se conhece a árvore”.[5]

    O pensamento sociológico contemporâneo aponta, com Max Weber, nessa mesma direção, ao interpretar a ação social:[6]

    “Toda interpretación persigue la evidendia. Pero ninguma interpretación de sentido, por evidente que sea, Puede pretender , en méritos de esse caráter de evidencia, ser tambiém la interpretación causal válida. Em sí no es otra cosa que una hipótesis causal particularmente evidente (…) Sólo el resultado efectivo de la lucha de motivos nos ilustra sobre ello. Como em toda hipótesis es indispensable el control de la interpretación comprensiva de sentidos por los resultados”.

    A sequência do trecho anteriormente citado deixa claro, que Jesus atribui aos membros do grupo dos fariseus, o papel social do tipo ideólogo de intelectual caracterizado pela metáfora da “árvore” (campo subjetivo), má, cujo “fruto” (campo objetivo) é, consequentemente, mau. E, mostra que esse papel social (planta) apresenta, por outro aspecto e simultaneamente, a forma “venenosa” (alienante) de discurso poderosamente sedutor e falseado. Neste sentido, o Mestre nomeia o “grupo” (“raça”) constituído de ideólogos fariseus, empregando a metáfora da serpente: “raça de víboras”. Assim, ele faz alusão e esclarece o trecho do livro Gênese (Gn 3, 1), no qual aparecem esses dois aspectos (“árvore da ciência do bem e do mal”, e, “serpente”) pertinentes ao mesmo papel social (planta) de ideólogo (Mt 12, 34):

    “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas se sois maus?”

    Por fim, o Mestre mostra que o “discurso” (“aquilo que fala a boca”, isto é, um dos fatores pertinentes ao campo objetivo da conduta individual: veículo material da transmissão significativa) é condicionado, de modo determinante, pelo fator sentimental (coração). Fator sentimental este que condiciona, também, os valores (tesouros). Assim, o indivíduo concebido como sujeito e totalidade estruturada (conjunto complexo de conduta individual), sendo “mau” (campo subjetivo sob a predominância de valores egoísticos), destes seus “tesouros” (valores) motiva ações (discursos e outros fatores objetivos) más. Vejamos a sequência do trecho já citado (Mt 12, 34-b-37):

    “Porque a boca fala daquilo que o coração está cheio. O homem bom, do seu bom tesouro (valores) tira coisas boas, mas o homem mau, do seu mau tesouro (valores) tira coisas más. Eu vos digo que toda palavra sem fundamento que os homens disserem, darão conta no Dia do Julgamento. Pois, por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado (os grifos em negrito e as observações”valores” são nossos)”.

[1] Cf. Sorokin, P. A. Sociedade, Cultura e Personalidade – Sua estrutura e dinâmica – Sistema de sociologia geral, p. 501.

[2] Idem, p. 78.

[3] Idem, p. 63. Sorokin não define, claramente, os tipos de conexões que se estabelecem entre os fatores subjetivos da conduta individual, e entre estes e o respectivo campo objetivo, Neste sentido, ele diz que o indivíduo tem (p. 62) “a posse de uma psique com seus componentes: sensações, percepções, ideias, imaginação, memória, emoções, sentimentos e volição. O homem é uma criatura inteligente, emocional, afetiva, volitiva, apta para agir e reagir no mundo superorgânico de significados, valores e normas (porque e como é um ser assim, não nos compete tratar aqui)”.

[4] Cf. Marx, K. e Engels, F. Ideologia Alemã e Outros Escritos. Ideólogos ativos, e os ideólogos passivos:  p. 45-46.

[5] No mesmo sentido, cf. Mt, 7, 16-20.

[6] Weber. M. Economia y Sociedad, Teoria de la organizacion social, p. 9.