Nietzsche contra Maomé e o Anticristo – Os Estados religiosos e a produção de simulacros violentos

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

O Islamismo de Maomé e seu Alcorão. Segundo Nietzsche, Maomé plagiou Paulo de Tarso, em vários aspectos. Nietzsche discorreu no sentido de demonstrar esse plagio.

   Em primeiro lugar, Nietzsche focalizou diversas artimanhas malignas empregada, de modo sutil e falso, por Paulo contra Jesus. Nesta direção, Paulo fingiu seguir e ainda exaltou o nome Jesus. Mas, na verdade, Paulo odiava Jesus e sua doutrina, e tinha como único objetivo combatê-los. Nessa direção, Nietzsche considera e diz: “Paulo personifica o tipo oposto do ‘mensageiro da paz“. Ou seja, Nietzsche considera Paulo de Tarso o Anticristo ou o “tipo oposto do mensageiro da paz‘, o que dá no mesmo. Em razão de Nietzsche considerar Paulo desse modo, então, pôs o título “O Anticristo“, ao livro em que ele trata desse tema. E, como subtítulo, Nietzsche colocou “Maldição do Cristianismo“, para designar todo o pseudocristianismo derivado da doutrina e do modelo hierarquizado e centralizado de instituição religiosa desencadeado por Paulo o Anticristo: a igreja católica, as ortodoxas, as protestantes, as evangélicas, as maometanas, etc.

   Em segundo lugar, Nietzsche conclui que Maomé plagiou as estratégicas artimanhas, antes empregadas por Paulo, sobretudo a estratégia do “juízo“. Ou seja, Paulo dissimulou o caráter revolucionário do Jesus Histórico, que atuou, por um lado, objetivando transformar a realidade social em que vivia (injusta, violenta e opressora dos trabalhadores), e por outro, objetivando criar uma sociedade mais justa e fraterna. No lugar do Jesus revolucionário e transformador da realidade existente, Paulo projetou um Jesus pregado na cruz, e vivendo na dimensão metafísica, com o único objetivo de julgar os mortos. Enfim, Nietzsche conclui que desse modo, Maomé plagiou Paulo, “o tipo oposto do “mensageiro da paz“, que objetivava “tiranizar as massas, para transformá-las em rebanhos“, através da “tirania dos sacerdotes“. Senão, vejamos o que Nietzsche diz em seu livro “O Anticristo – Maldição do Cristianismo”, páginas 64-65, Artigo 42:[1]

   “Paulo só precisava das ideias, das doutrinas, dos símbolos para tiranizar as massas, transformá-las em rebanhos. Em que foi que Maomé plagiou mais tarde o cristianismo? A invenção de Paulo, os seus meios para a tirania dos sacerdotes, a crença na imortalidade para formação de rebanhos, isto é, a doutrina do ‘juízo’… ( o grifo é nosso)”

   Quanto aos diversos aspectos que Nietzsche afirma, categoricamente, que Maomé plagiara Paulo de Tarso, nós vamos por etapa. Dissemos que Nietzsche atribuiu ao odioso teólogo e sacerdote Paulo de Tarso, a condição de falsário ou desevangelista, como Nietzsche prefere chamar Paulo de Tarso. Enfim, Nietzsche considera Paulo o Anticristo ou “o tipo oposto do “mensageiro da paz” como falsário tanto da genuína doutrina como da vida pública do Jesus Histórico, que buscava justiça social. Pois, na verdade, Paulo consistiu no próprio mega opositor do mensageiro da paz, ou seja, Paulo consistiu no Anticristo.

   Também esses “meios para a tirania dos sacerdotes” empregados por Paulo, Nietzsche diz que “Maomé plagiou mais tarde o cristianismo” (de Paulo o Anticristo ou “o tipo oposto do “mensageiro da paz“). Vejamos o texto a que Nietzsche se refere:[2]

   “À ‘boa nova’ seguiu-se imediatamente a pior de todas: a de Paulo. Paulo personifica o tipo oposto do ‘mensageiro da boa nova’, o gênio do ódio, na visão do ódio, na lógica implacável do ódio. O que esse desevangelista não sacrificou em nome do ódio! Principalmente o Redentor: pregou-o na cruz. A vida, o exemplo, a doutrina, a morte, o sentido e a justiça do Evangelho, tudo deixou de existir quando esse falsário obcecado pelo ódio compreendeu o que lhe poderia ser útil. Não a realidade, não a verdade histórica!… E mais uma vez, o instinto sacerdotal do judeu causou um crime igualmente notável contra a história, simplesmente riscou do cristianismo seu ontem e anteontem, inventou uma nova história do início do cristianismo… A personalidade do Redentor, a doutrina, a prática, a morte, o sentido da morte, até mesmo o pós-morte, nada ficou intacto, nada ficou próximo da realidade“.

   Vejamos outro aspecto que Nietzsche se refere, ao afirmar que Maomé plagiara Paulo de Tarso. O qual forjara uma alucinação, em que teria sido contatado, no caminho para Damasco, pelo Espírito de Jesus, que lhe incumbira uma “gloriosa” missão. Ou seja, levar a versão paulina de “cristianismo”, para todos os “gentios”. Isto é, para todo o mundo além dos judeus (cf. At 9, 1-9). Ora, na verdade, Paulo estava forjando um pseudocristianismo. Cujo objetivo era, precisamente, levá-lo aos gentios. Mas, para combater o avanço, no âmbito do Império Romano, do sentido original tanto da revolucionária doutrina como do respectivo movimento social igualitário, fraternal e pacifista liderados pelos genuínos Apóstolos. Movimento esse que se expandia agregando uma enorme massa de fiéis seguidores dos Apóstolos de Jesus, e que era constituído, estratégica e notadamente, por núcleos igualitários, em rede descentralizada. Cada qual sob a liderança do de fiéis seguidores que exerciam o modelo servo de liderança.

   O modelo servo de liderança atuava, diligentemente, entre outras tarefas, no sentido de impedir ao desenvolvimento da hierarquização, da centralização e do sacerdócio profissional, no interior do núcleo igualitário. Neste sentido, o Jesus Histórico orientara as lideranças que estava preparando, para darem prosseguimento ao movimento revolucionário:

   “Jesus, porém, os chamou e lhes disse: ‘Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo. Assim como o Filho do homem, veio não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão” (Mt 20, 25-28).

   As única e verdadeira entidades coletiva que agiam como polos centrais e articuladores das comunas descentralizadas, então, consistia no Espírito Santo do Criador, isto é, o Pai Iahweh, e, o Espírito de Jesus com o Pai. Em oposição ao movimento revolucionário igualitário descentralizado, Paulo elaborou um amalgama doutrinário e criou uma instituição religiosa, cujo modelo era diametralmente oposto ao modelo da igreja de Jesus. Ou seja, Paulo criou uma igreja hierarquizada com clero profissional e autoritariamente centralizada. Vejamos Nietzsche:[3]

Paulo deslocou o centro de gravidade de toda a existência para depois da existência. Na realidade ele não tinha necessidade alguma da vida do Redentor, precisou da sua morte na cruz e de algo mais… considerar sincero um Paulus que tem como pátria a sede principal do iluminismo estoico e que usa uma alucinação para demonstrar que o Redentor ainda vive, ou acreditar que tenha sofrido essa alucinação, seria uma verdadeira patetice de psicólogo: Paulo desejava o fim, portanto também os meios… No que ele próprio não acreditava, acreditaram os idiotas que se submeteram à sua doutrina. O que ele queria era o poder, e através dele os sacerdotes retornaram ao poder; Paulo só precisava das ideias, das doutrinas, dos símbolos para tiranizar as massas, transformá-las em rebanhos.” Neste ponto, reitero e ressalvo o esclarecimento que Nietzsche dá a seguir:Em que foi que Maomé plagiou mais tarde o cristianismo? A invenção de Paulo, os seus meios para a tirania dos sacerdotes, a crença na imortalidade para a formação de rebanhos, isto é, a doutrina do ‘juízo

   No entendimento de Nietzsche, Maomé forjara a alucinação de ter contatado com o anjo Gabriel, mas plagiando, de modo análogo ao Paulo, que simulou a alucinação de ter contatado com o Espírito de Jesus, no caminho para Damasco. A partir dessa falsa visão e em suas epístolas malditas, Paulo fala fartamente de Jesus, sempre forjando a falsa impressão, de ser um fiel seguidor de Jesus. O plagio a que Nietzsche se refere, certamente consiste em Maomé haver divulgado notícia falsa. Na qual, ele teria visto o anjo Gabriel, e deste anjo teria recebido a revelação da existência de um único Deus, palavra que em árabe se diz Alá. O qual escolheu Maomé como o último profeta enviado à humanidade, depois de Jesus, Moisés, etc. E, atribuiu-lhe a missão de anotar e “recitar” (divulgar) os “versos” (doutrina religiosa) transmitidos por Alá.[4] Desse modo, na perspectiva de Nietzsche, Maomé elaborou uma doutrina, e se aproveitou, ao exemplo de Paulo, de figuras carismáticas da religião judaico-cristã: Jesus, anjo Gabriel, Abraão, Moisés, etc.[5]

   Vimos, em palestras anteriores, que Paulo de Tarso o Anticristo estabelecera acordo tácito com as autoridades políticas, jurídicas e econômicas, no âmbito do Império Romano, ainda dotado de todo o seu vigor. Assim, Paulo se limitou a atacar o genuíno cristianismo apenas de modo ideológico, deixando a cargo do Império, a tarefa de combater fisicamente, através do extermínio precedido de martírio. Maomé pode, em 622, com o Império Romano já extinto, e com o Império Bizantino perdendo sua força expansiva, criar as condições ideológicas, para a expansão Sarracena.[6] Ou seja, Maomé criou a doutrina, que consta a figura do sacerdote, o qual também age como líder político, com a suposta missão de anotar e “recitar” (divulgar) os “versos” (doutrina religiosa) transmitidos por Alá.. Doutrina esta que serviu como unidade ideológica, para o desenvolvimento do Estado religioso islâmico. Posteriormente surgiriam divergências entre califas sucessores de Maomé.

3.8. O conluio e a concorrência entre Estados religiosos no Oriente Médio, sobre os trabalhadores e o petróleo dessa região  

Os Estados protestantes inglês e norte-americano, o Estado sionista, o Estado católico francês, o Estado ortodoxo russo e também alguns Estados islâmicos (Arábia Saudita e Irã) concorrem entre si, no Oriente Médio e no norte da África. Cujo objetivo consiste, não podermos perder de vista, na exploração dos segmentos trabalhadores, e também por questão estratégica voltada para o petróleo abundante nessa região. Desse modo, eles incrementaram e concentraram o genocídio e exploração dos segmentos trabalhadores, nessa região. Com tais objetivos, eles vêm operando com os mecanismos de produção e administração da violência política, como meio de moldagem de conduta (violenta), controle e mobilização social. Neste contexto, eles produziram o mais recente, singular e espetacular modelo de simulacro violento, para ser interpretado, de modo hiper-real, por jovens revoltados com o mundo podre e injusto em que vivemos.[7] Jovens esses que estão, entretanto, alienados e desinformados acerca de outros meios, verdadeiramente eficazes, para combater as verdadeiras potestades do mal, com o objetivo de transformar e melhorar, o mundo em que vivemos. Vejamos primeiramente a invenção alemã do black bloc.

3.8.1. Black bloc como simulacro

   O Black bloc consiste numa invenção de “alta tecnologia” na área social, que foi produzida pelo governo do Estado protestante-católico alemão pós hitlerista. Cujo objetivo foi forjar justificativas, para o fechamento político do governo. A estratégia é simples. Basta reprimir, violentamente, jovens pacíficos, mas revoltados, porque aspiram por uma sociedade mais justa e fraterna, a exemplo dos squats (ocupações). Com o objetivo de agilizar a produção desse tipo de simulacro basta ao Estado religioso local infiltrar, nos movimentos de rua, alguns falsos ” Black bloc” mais agressivos.[8]

   Qualquer Estado religioso pode produzir black bloc em série. Um determinado Estado religioso local pode fazê-lo, e simultaneamente outros Estados religiosos fora desse Estado local também podem infiltrar, neste Estado, falsos “Black bloc”. Caso esses outros Estados estejam interessados em incrementar, no Estado local em tela, o fechamento político e/ou em suas possíveis consequências.

3.8.2. O combatente do Estado islâmico como simulacro

   Diversos Estados religiosos empregaram a tecnologia alemã de produção do simulacro black bloc, notadamente durante a “Primavera Árabe. O Estado religioso sírio produziu, em janeiro de 2011, esse tipo de simulacro.[9] O contexto em que o simulacro Black bloc sírio foi produzido, então, ajuda-nos entender a produção, em torno desse mesmo contexto, do simulacro do “combatente do Estado islâmico“.

   Outros Estados religiosos (EUA, Inglaterra, França, Arábia Saudita, Irã, Israel, etc.) fora da Síria tinham interesse no conflito sírio e em outros conflitos no Oriente Médio e no norte da África. E, já vinham operando com os mecanismos de produção e administração da violência política, como meio de moldagem de conduta, controle e mobilização social. Alguns desse Estados religiosos fora da Síria certamente infiltraram, de modo direto (através de agentes de serviços reservados) ou “indiretamente” (através de grupos guerrilheiros), na Síria, falsos “Black bloc”. Pois, tinham interesse em exacerbar o fechamento político e/ou em suas possíveis consequências. Por exemplo, precipitar a prática revolucionária de grupos étnicos, religiosos, etc. opostos ao grupo no governo sírio estabelecido. Propiciar, assim, a consequente possibilidade de implosão do governo estabelecido, conforme fizeram com o governo líbio de Gaddafi. Com esse mesmo objetivo, os tais Estados religiosos conseguiram suscitar a revolução e mantêm a guerra na Síria.

   Neste contexto, tais Estados religiosos operam com os mecanismos de produção e administração da violência política, como meio de moldagem de conduta violenta, controle e mobilização social. Desse modo, e com todo o aparato midiático, cinematográfico, etc. voltado para a indústria cultural, que visa a exaltação da violência, do sofrimento e da morte, no quadro dos referidos mecanismos, então, esses Estados religiosos produziram o simulacro do “guerrilheiro do EI“.[10] Mas, eles já haviam produzido o simulacro do “homem bomba”. Outro papel social desse gênero foi produzido pelo Estado protestante norte-americano, através dos mecanismos de produção e administração da violência em geral: o franco atirador que executa pessoas indefesas, no interior dos EUA, aparentemente sem motivação substancial.

   O governo do Estado protestante norte-americano criou, a falso título do combate ao narcotráfico, os mecanismos de produção e administração da violência social, como meio de moldagem da conduta violenta, controle e mobilização social. No contexto internacional, em 1962, o então presidente norte americano Richard Nixon consagrou a bandeira “Guerra contra a droga”. Ou seja, a proibição legal da produção, venda, transporte e uso de tóxico, que assim cria, intencionalmente, uma “reserva de mercado“. Isto é, um forte e violento mercado informal desse produto, para quem julgar, que vale a pena os riscos, nele se dedicar. Nixon impôs essa “proposta” em convenção da ONU, manipulada pelos EUA, e imposta aos diversos Estados religiosos que lhes eram e permanecem submissos.

   Os mecanismos de produção e administração da violência social consistem, mais especificamente, em meio de extermínio e de encarceramento dos excedentes dos segmentos trabalhadores (desempregados, jornaleiros, lumpemproletariado, etc., geralmente negros, mestiços, hispânicos nos EUA, etc.). Extermínio sobretudo daqueles elementos mais jovens e ativos, e também propensos à sedição, e chamados de membros das “classes perigosas“. Membros estes embebidos, assim como as pessoas em geral, pelos valores vigentes (ostentação de riqueza, poder, etc.). O membro dotado de melhor capacidade de liderança, assim pode ser levado a uma ilusão fatal. Ou seja, supor que vale mais a pena, ainda jovem, assumir os valores vigentes, e correr o risco de ser morto ou preso, ao se dedicar aos negócios envolvendo o tóxico, do que viver uma longa vida miserável. Tudo isso foi levado em conta por Nixon e demais elaboradores dos mecanismos de produção e administração da violência social.

   Pois, seus antecessores tinham experiência nessa área. Estes tiveram os mesmos objetivos, quando proibiram, anteriormente, o transporte, a produção, venda e consumo de bebida alcoólica (Lei seca).

   Os operadores dos Mecanismos de produção e administração da violência social e política empregam, notadamente, a “exaltação” (propaganda) da violência, através da poderosa mídia que controlam. Toda indústria cultural (cinema, noticiário, etc.) voltada para a produção do tipo violento de simulacro, que consiste, por outro aspecto, em papeis sociais, a exemplo do “bandido convicto“, o “policial justiceiro“, o “homem ou mulher bomba”, o soldado do Estado Islâmico, etc. De acordo com a biografia de vida de dada pessoa, esta pode estar propensa e mesmo interpretar um papel social simulacro hiper-real, ao qual mais se adeque. Nesta direção, jovens de diferentes partes do mundo se deslocam para o “palco” (de operações), nos arredores da Síria e Iraque, a fim de vivenciar, de modo hiper-real, o referido papel social ou simulacro. E, serem vistos, se possível, através da mídia. Conclusão: “Vaidade das vaidade – diz Coélet – vaidade das vaidades, tudo é vaidade” (Ecl 1, 2).

   No caso da ideologia da “Guerra contra a droga”, o objetivo do extermínio consiste, por fim, em neutralizar qualquer possibilidade de revolução popular, recrutando desempregados, etc., de um lado, para as forças policiais, e de outro, para a delinquência. Ao falso título de combater a criminalidade e o narcotráfico, as elites dirigentes operam com os Mecanismos de produção e administração da violência social, para levar ao extermínio tanto delinquentes como policiais, ambos recrutados entre os desempregados, e aprimorados em instituições coercitivas (prisões, quartéis, etc.).[11]

Só no Estado católico brasileiro, onde a casta portuga-descendente e seus aliados eugenistas vêm operando com os perversos mecanismos em tela, essa aliança vem produzindo grande extermínio tanto de policiais como de delinquentes, e também de inúmeras pessoas simples do povo (mulheres, crianças, trabalhadores, etc.), através das “balas perdidas”. Sobretudo nos inúmeros bairros pobres, onde mora a massa trabalhadora citadina. Além disso, a tal aliança produziu a quarta maior população carcerária do mundo.

   Exceto o Uruguai do nosso grande e querido Mujica, caso somarmos à chacina produzida pela casta portuga-descendente e seus aliados eugenistas, com a chacina produzida no próprio interior do Estados Unidos, e ainda nos inúmeros países que obedecem à sua política da falsa “Guerra contra a droga”. E, mais as diversa guerras localizadas, em que os norte-americanos estão, direta (Líbia, Afeganistão, Iraque, Síria, etc.) ou indiretamente metidos.   Essa soma acompanhada de muita desgraça e sofrimentos, então, supera muito, no mesmo período todo o mal causado pelo Estado Islâmico.

   Em resumo, a luta primordial e preparatória para a vinda do Filho do Homem, desde já deve ser concentrada, de modo pacífico e com o embate de idéias e desmascaramento, contra todos os blocos ideológicos. Isto é, contra todo tipo de ideólogo: teólogos e sacerdotes (católico, ortodoxo, protestante, evangélico, anglicano, muçulmano, sionista, budista, etc.), filósofos elitistas, cientificistas, etc. O objetivo dessa luta é libertar os indivíduos de todo tipo de prisão ideológica e do jugo aos respectivos sacerdotes e religiões. Pois, vimos que o Mestre considera o conflito fundamental, àquele estabelecido entre os ideólogos, e, os trabalhadores, e que ele segue, neste ponto, a teoria da história trazida por Moisés.

   É em razão da ação ideológica exercida pelos ideólogos em geral, e em particular por teólogos e sacerdotes, que tanto induzem a atividade política como econômica, e mais o senso comum, que o Filho de Deus mostrou, estrategicamente, como exemplo e amostra a concentração de toda luta, no desmascaramento do “bloco ideológico”, que no caso consistiam nos “escribas” (teólogos) tanto fariseus como saduceus, e os respectivos sacerdotes. Desse modo, o Jesus Histórico desarticulou o “bloco histórico” judeu aliado aos romanos,[12][1]ra abrir contexto favorável ao desenvolvimento e expansão das comunas descentralizadas. Muitas das quais duraram mais de duzentos anos.

   O Mestre prognosticou para sua próxima vinda, a submissão e “prisão”, por “mil anos”, de todas as entidades, que seguem o modelo hierarquizado de instituições coletiva religiosa autoritariamente centralizada. Modelo de instituição hierarquizada essa que Jesus chama de Dragão, a primitiva serpente, que é o Demônio e Satanás. E mais, ele prognosticou, também, o desenvolvimento e alicerçamento das comunas descentralizadas, ou seja, os “Acampamentos dos Santos”, pelos mesmos mil anos (cf. Ap 20, 1-6).

[1] Nietzsche, F. W. O Anticristo – Maldição do Cristianismo., Editor Int. D.E.L. International Publishers ltd. Editor para Brasil: Newton Comton Brasil ltda., Rio de Janeiro, 1996, p. 64-65, item 42.

[2] Nietzsche, F. W. O Anticristo – Maldição do Cristianismo, p. 64, item 42.

[3] Nietzsche. F. W. O Anticristo – Maldição do Cristianismo, p. 64-65, item 42.

[4] Maomé, Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maom%C3%A9

[5] Cf. Maomé, Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o

[6] Cf. Burns, E. M. História da Civilização Ocidental. Ed. Globo, Porto Alegre, 1975, p 285.

[7] Cf. Baudrillard, Jean. Simulacros e simulação. Relógio d’água Editores Lda. Lisboa, 1991, p. 8-9, 14.

[8] Cf. Wikpédia: A tática Black bloc foi produzida pelo governo alemão pós-hitlerista, nos anos 1980: https://pt.wikipedia.org/wiki/Black_bloc

[9] Cf. Black bloc produzido na Síria: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_S%C3%ADria

[10] Cf. Adorno, Theodor W. e Horkheimer, Max. Dialética do Esclarecimento (fragmentos filosóficos), Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1991, 129-132. A “indústria cultural”: a exaltação ou propaganda da violência através da mídia (cinema, revista, etc.), como meio de moldar a conduta individual.

[11] Cf. As elites dos EUA e os mecanismos de produção e administração da violência social (MPAVS): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/06/as-elites-dos-eua-e-os-mecanismos-de.html

[12] Cf. Jesus estrategista I: http://www.tribodossantos.blogspot.com.br/#!http://tribodossantos.blogspot.com/2012/08/jesus-o-estrategista.html