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Livro: O DILÚVIO (Art. 11, Cap. I, 13., p. 42-45) www.tribodossantos.com.br
- A salvação e o desembarque dos “passageiros da arca” no Alto Egito. Vejamos o momento que a “arca” contendo Noé, seus filhos e “os animais” (instituições coletivas, umas “domesticas” e outras “selvagens”) “parou sobre as montanhas do Ararat” (Gn 8, 4-b). A expressão “parar sobre” ou “aportar e desembarcar” atribuída à “arca” (e aos elementos nela embarcados) indica que esses elementos começaram a se desenvolver de modo claro, “sobre” ou juntamente com a reestruturação das primeiras grandes “montanhas” (formações sociais do tipo hierarquizado ou piramidal: as primeiras nomarquias tebanas que retomaram o poder, controlando a convulsão social e passando a resistir e se revoltar contra a dominação dos hicsos).
O signo “montanha” representa o modelo piramidal ou hierárquico de formação social estratificada: reino, império, etc. O simbolismo “as águas iam diminuindo” quer dizer que a convulsão em que se encontrava a massa social (“águas revoltas”) ia sendo contida. A expressão “montanhas do Ararat” indica a reorganização das nomarquias situadas no Vale, Sul ou Alto Egito.[1]
Entre as nomarquias situadas no Vale, as elites tebanas tomaram a liderança e iniciaram a revolta contra a dominação exercida pelos hicsos. A expressão “montanhas do Ararat” indica, ainda, a fase inicial da reestruturação social que culminou com a primeira escala imperial (Set: a XVIII Dinastia e respectivo Novo Império) pós-diluviana ou Pós-II Período Intermediário. A qual emergiria, após o “caos diluviano” (II Período Intermediário), no âmbito egípcio e correspondente fim do Bronze Média. Ora, o Novo Império Egípcio (de origem tebana) emergiu no final do século XVII, com Amósis I havendo expulsado os invasores hicsos ou Reis Pastores, e fundado a XVIII Dinastia, cerca de 1580 a.C.[2] Em outras regiões (civilizações egéia, assíria, mesopotâmica, hitita, etc.) as elites dominantes ou novas elites locais também começaram a se restabelecer, como “os cumes” (elites dirigentes) de “montanhas”. Ou seja, como formações sociais segundo o modelo piramidal ou hierárquico (reinos, impérios).[3] Vejamos o relato que descreve o momento em tela (Gn 8,4-5):
“No sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, a arca parou sobre as montanhas do Ararat. Entretanto as águas iam diminuindo pouco a pouco até o décimo mês; e no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes das montanhas”.
[1]. Cf. “Montanhas do Ararat”: alegoria que representa o “Alto Egito”: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2011/11/tribodossantos-resgate-do-sentido.html
[2] Burns, E. M. História da Civilização Ocidental, p. 48. Cf. Art. Montanhas do Ararat: alegoria que representa o Alto Egito: http://tribodossantos.blogspot.com.br/2012/09/montanhas-do-ararat-alegoria-que.html
[3] Cf. ART. 9: INÍCIO E TÉRMINO DA QUEDA DO MERCADO GLOBAL PRÉ-DILUVIANO: no Egito, na mesopotâmia e na civilização egéia (Art. 9, 1.2;1.2.1;1.2.2;1.2;3. P. 62-66): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/02/inicio-e-termino-da-queda-do-mercado.html
Cf. ART. 10: Peregrinação de Abraão pela Crescente Fértil no meio do dilúvio que abateu o mercado global pré-diluviano (Art. 10, 1.2.4;1.2.5;1.2.6;1.2.7., P.66-75): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/02/peregrinacao-de-abraao-pela-crescente.html