Conclusão (livro O Dilúvio): a crise dos anos 70-80 introduziu a humanidade no sétimo e derradeiro Dia da Criação, e no início do fim da era pós-diluviana

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Livro: O Dilúvio – Na cronologia da realidade sócio-histórica pré e pós-diluviana interpretada pela cronologia da teoria da genealogia de Adão – LINHA DO TEMPO (Art. 24, Conc., p. 114-116) www.tribodossantos.com.br

   A título de conclusão, quero enfatizar o fato da crise dos anos 70-80 do século passado, haver diferido das precedentes, por diversos aspectos. Em primeiro lugar, ela apresenta uma dimensão incomparavelmente maior que as anteriores. Em segundo lugar, ela só pode ser entendida, claramente, pela perspectiva que focaliza a sócio-história, transcorrendo em tempo muito longo.[1] Pois, as crises que ocorreram a partir de cerca de 1400 d.C., com a formação do estágio Global Lamec do Grande Mercado, tiveram suas causas e efeitos inseridos no contexto expansivo do grande mercado global. Diferente dessas, a crise das décadas 70-80 mostra diversos aspectos, cujo conjunto demonstra que ela consiste numa transição. Esta transição marca, por um aspecto, o fato do processo expansivo do Grande Mercado – sexto dia da criação – ter chegado ao seu limite e haver engendrado os quatro monstros da nossa era, notadamente a “Imagem da Besta” ou “Abominação da Desolação“, isto é, o Sistema monetário e financeiro autônomo e unificado globalmente.[2]
A crise citada acima, então, marcou, por outro aspecto, o início da longa fase depressiva Noé do Grande Mercado Global Lamec. Em outros termos, a crise das décadas 70-80 inaugurou o início da era denominada “sétimo dia da criação”, na Teoria da História registrada no livro Gênese. Ou seja, ela marcou o início da era de “repouso” ou “descanso” do Criador (Trabalho Natura-Social). Ela marcou, também, o início do fim da era pós-diluviana. Tal crise se apresenta como prelúdio de três importantes fenômenos sócio-históricos, que ocorrerão, ulteriormente, no contexto do processo depressivo Noé do Grande Mercado Global Lamec: a emergência do Escolhido; o início da fragmentação tripartite (Sem, Cam e Jafet) do Grande Mercado Global; o desenvolvimento do processo de transposição “diluviano” (= II Período Intermediário), ou seja, o surgimento abrupto de uma prolongada crise econômica global, acompanhada de convulsões sociais e guerras igualmente prolongadas, gravíssimas e generalizadas por toda rede global de mercados macro-regionais. Crise econômica global essa acompanhada, também, de graves catástrofes ecológicas.

         Alguns pensadores contemporâneos já pressentiram a grande dimensão atinente à crise das décadas 70-80 e dos seus possíveis desdobramentos. David Harvey observou diversos e importantes indicadores econômicos relativos à crise das décadas 70-80, a exemplo do “início da transição do modo fordista para o flexível de acumulação capitalista” (92), “o início da formação e ascensão hegemônica do sistema financeiro autônomo, único e interligado globalmente”, etc. (93). A respeito desses indicadores, o referido autor concluiu:

         “É de fato tentador considerar tudo isso um prelúdio de uma crise financeira que faça 1929 parecer uma nota de pé de página da história” (94);

         “… Tudo isso tem produzido uma massa de informações que parece sustentar a visão de que há uma grande transformação no modo de operação do capitalismo do final do século XX. Com efeito, já surgiu uma vasta literatura, das extremidades esquerda e direita do espectro político, que tende a descrever o mundo como se ele estivesse no auge de uma ruptura radical em todas as dimensões da vida socioeconômica e política a que nenhum dos velhos modos de pensar e de fazer ainda se aplicam” (95).

         Na direção acima indicada, Harvey considera que:

          “Lash e Urry vêem a evolução, em parte, como o colapso das condições materiais para uma política coletiva poderosa da classe trabalhadora, e tentam descobrir as raízes econômicas, culturais e políticas desse colapso. Pelo próprio termo ‘organizado’ e ‘desorganizado’ para caracterizar a transição, eles acentuam mais a desintegração do que a coerência do capitalismo contemporâneo, evitando assim o enfrentamento da possibilidade de uma transição no regime de acumulação. Swyngedouw, por outro lado, ao enfatizar as mudanças no modo de produção e de organização industrial, situa a transição na corrente principal da economia política marxista, ao mesmo tempo que aceita claramente a linguagem da escola da regulamentação. Dou preferência à interpretação de Swyngedouw. Mas …” (96)

Citações referentes às tabelas do Art. 24 – LINHA DO TEMPO (Cap. IV)

  1. Harvey, D. Condição Pós-moderna – Uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural, p. 140, 177.
  2. Idem, p. 152-155, 181.
  3. Idem, 183.
  4. Idem, 177-178.
  5. Idem, 163-164.

[1] Cf. ART. 3: HISTÓRIA EM TEMPO MUITO LONGO e a “Tribo dos Santos – O nascimento de Noé e a parousia na genealogia de Adão” (Art. 3, Intr., p. 18-22): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/01/historia-em-tempo-muito-longo-e-tribo.html

Cf. ART. 4: Formação do grande mercado global e a natureza da “Teoria da História” (resumo dos caps. I e II): (Art. 4, Intr. p. 22-31): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/01/formacao-do-grande-mercado-global-e.html

Cf. ART. 5: Resumo do cap. III do livro Teoria da História: teoria da genealogia de Adão (Art. 5, Intr., p. 31-38):

http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/02/resumo-do-cap-iii-do-livro-teoria-da.html

[2] Cf. ART. 2: A Teoria da História e o indivíduo se rebelando e dominando os quatro “monstros gigantes” da era atual (Art. 2, Intr. P. 10-14): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/01/a-teoria-da-historia-e-o-individuo-se.html