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Livro: O DILÚVIO – Na cronologia da realidade sócio-histórica pré e pós-diluviana interpretada pela cronologia da teoria da genealogia de Adão – LINHA DO TEMPO (Art. 2, Int., p. 14-19) www.tribodossantos.com.br
Em primeiro lugar, apresentaremos as tabelas pertinentes à “Fase da expansão do Grande Mercado pré-diluviano”.[1]
Procederemos segundo o modelo de tabela acima indicado, para cada sucessor de Adão, isto é, para cada etapa de expansão do grande mercado pós-diluviano. Desse modo, cada etapa será subdividida segundo dois aspectos, de um lado, mostraremos a data de “nascimento” ou de início do período de hegemonia dessa etapa, e do lado seguinte, mostraremos o período de “vida” pertinente a essa etapa. O símbolo “vida” representa, aqui, apenas o período em que tal etapa deteve hegemonia ou vigorou hegemonicamente.
Na teoria da genealogia de Adão, o ponto de partida da fase de expansão do grande mercado pré-diluviano é representado no contexto sócio-histórico e geográfico, que é denominado Adão. Ou ou melhor, o segundo personagem citado, com esse nome (cf. Gn 4, 25), na Teoria da História. Este signo “Adão” representa a configuração espacial do Antigo Egito, relativa ao período Pré-dinástico recente (Época pré-tinita).[2] Quando a macro-região egípcia já havia alcançado importante nível de complexidade da divisão social do trabalho. Nível este caracterizado por apresentar o mercado macro-regional subdividido em dois grandes blocos, opostos entre si. Cada qual administrado num nomo, por um governo central: Hieracômpolis ou Nekhen, no Sul (Vale ou Alto Egito); Buto ou Pê no norte (Delta ou Baixo Egito). Mercado bipolar este representado, simbolicamente, na figura de um homem bígamo: Lamec-Sela versus Lamec-Ada.[3]
Na Teoria da História registrada no livro Gênese, o nível de complexidade da divisão social do trabalho alcançado por um grande mercado macro-regional – que assim se apresenta na forma bipolar – é representado no primeiro Lamec e suas duas mulheres: Ada e Sela (cf. Gn 4, 19-22)[4]. Segundo a Teoria da História, um mercado macro-regional precisa alcançar tal nível, para se capacitar e adquirir a possibilidade de ascender à escala imperial de expansão do Grande Mercado. O mercado macro-regional egípcio foi o primeiro a alcançar esse nível, o qual teria perdurado durante os 130 anos do período Pré-dinástico recente. Este é o sentido do trecho: (Gn 5, 3) “Adão viveu 130 anos: e gerou um filho à sua semelhança, e deu-lhe o nome de Set”.
O ponto de partida Adão é sucedido por mais seis outras etapas de expansão do grande mercado, cada qual imediatamente após a etapa antecedente. Essas seis outras escalas apresentam, no seu conjunto, a característica de seis sucessivas escalas imperiais de expansão do grande mercado (eixo diacrônico e sincrônico): cada qual é gerenciada por um governo (dinastia) único, centralizado numa cidade sede e de natureza imperial; cada qual opera sobre uma configuração espacial maior que a antecedente. São elas: 1ª) Set (I Dinastia); 2ª) Enos (II Dinastia); 3ª) Cainan (III Dinastia); 4ª) Malaleel (IV Dinastia); 5ª) Jared (V Dinastia); 6ª) Henoc (VI Dinastia). Essas seis sucessivas dinastias e respectivas escalas imperiais de expansão do Grande Mercado correspondem ao período, que se convencionou chamar de Antigo Império. As duas primeiras dinastias são chamadas de “tinitas”.
No contexto das seis sucessivas escalas imperiais de expansão do Grande Mercado pré-diluviano, o Escolhido do Deus Altíssimo e Criador de todas as coisas emerge e cumpre o holocausto perpétuo, precisamente no curso da sexta escala imperial (Henoc), ou seja, no contexto da Sexta Dinastia. Neste sentido, a teoria diz: (Gn 5, 24) “Henoc andou com Deus, e desapareceu, porque Deus o levou”.
A sétima etapa de “expansão” do grande mercado é representada no signo Matusalém. Ela apresenta uma característica singular e aparentemente contraditória. Trata-se do período do Antigo Egito conhecido como I Período Intermediário ou Idade Feudal egípcia. Esse período com “características feudais” (fragmentação do poder central; acentuada queda da indústria, do comércio e da cultura junto ao grande poder detido pelo clero; a base da economia deixa de ser a cidade e retorna ao nível do campo, etc.) representa, de início, uma vertiginosa queda em relação ao nível que o grande mercado se apresentava, precedentemente (sexta escala imperial). Mas, é esse mesmo modelo de formação social feudal, que se complexa e engendra, ulteriormente, por dentro de si mesmo, um salto significativo exercido pelo grande mercado. Ou seja, Matusalém é a sétima etapa de expansão do Grande Mercado, e ela atua de modo ímpar, isto é, ela atua como uma etapa de transposição. Ela opera a transposição das seis sucessivas etapas que se expandiam em escala imperial, para alçá-la a oitava e global etapa de expansão do Grande Mercado Lamec.
A oitava etapa de expansão do Grande Mercado é representada no signo Lamec (o segundo Lamec, cf. Gn 5, 25). Por um aspecto, ela consiste na formação sócio-histórica e respectivo período inaugurado pela XII Dinastia, que se convencionou chamar de Médio Império egípcio. Por outro aspecto, a oitava etapa de expansão do grande mercado consiste, também, no contexto que inclui os demais mercados macro-regionais (civilizações) contemporâneos e circunvizinhas ao Antigo Egito, durante o Médio Império. Pois, este e os demais mercados macro-regionais que vinham se desenvolvendo, paralelamente ao egípcio, convergiram para a constituição de uma grande rede global de mercados macro-regionais: o egípcio; o egeu; o hitita; o mesopotâmico; o elamita; aquele constituído pelas cidades (Mohenjo-daro, Harapa, etc.) da bacia do ria Indo; e aquele outro constituído pela Fenícia, Síria e Canaã.
[1] Em cada tabela, a fase correspondente será indicada logo na primeira linha (espaço virtual entre duas linhas horizontais) superior (veja a tabela nº 1, como exemplo). A primeira e as sucessivas colunas (espaços entre duas linhas perpendiculares) serão “cortadas” (subdivididas) por cinco linhas. Estas linhas indicam, de cima para baixo: 1ª) Datas e Períodos; 2ª) Adão e seus sucessores: sucessivas etapas de expansão do grande mercado; 3ª) Contexto histórico; 4ª) Escritos da época; 5ª) Escritos sobre a época.
Na ordem acima indicada, as cinco linhas (espaços em posições horizontais) cortam as sucessivas colunas. Assim, temos, na primeira coluna e de cima para baixo: 1ª) a data inicial cuja etapa referente será indicada na linha abaixo, que neste exemplo se trata de Adão; 2ª) a etapa Adão seguida do seu significado (quando o grande mercado macro-regional egípcio alcançou o aspecto bipolar “Vale versus Delta”, no final do período pré-dinástico) e outros dados pertinentes; 3ª) Contexto histórico (Ex: “início da civilização susiana, etc.”); 4ª) Escrito da época (caso tenhamos obtido dados pertinentes); 5ª) Escrito sobre a época (ex: Gn 5, 3-5: “Adão viveu 130 anos …”).
Na segunda coluna e de cima para baixo, temos: 1ª) Um determinado Período cuja etapa referente será apontada na linha abaixo, que neste caso se trata de Adão; 2ª) a etapa Adão e a natureza do supracitado período atinente à essa etapa: detenção de hegemonia; 3ª) Contexto histórico; 4ª) Escrito da época; 5ª) Escrito sobre a época.
[2] Cf. Lévêque, P. As Primeiras Civilizações – Volume I – Os Impérios do Bronze, p. 102-103.
[3] Cf. Lévêque, P. As Primeiras Civilizações – Volume I – Os Impérios do Bronze, p. 103
[4] Cf. Machado, F. A. Teoria da História – Do grande mercado global pré-diluviano ao grande mercado global contemporâneo, p. 184-209. Cf. ART. 26: O mercado macro-regional bipolar (Lamec e Ada versus Lamec e Sela) (Art. 26, 2.7.1.;2.7.2.;2.7.3., p. 184-192): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/04/o-mercado-macro-regional-bipolar-lamec.html