Teoria da genealogia de Adão: resumo do cap. III do livro Teoria da História

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Livro: Teoria da História (Art. 5, Intr., p. 31-38) www.tribodossantos.com.br

     No terceiro capítulo do livro “Teoria da História – Do grande mercado global pré-diluviano ao mercado global contemporâneo”, abordamos mais especificamente a teoria da genealogia da Adão, isto é, o segundo Adão (Cf. Gn 5, 1ss).[1] Mostramos que o autor da Teoria da História aplicou a noção de sucessão genealógica como metáfora de transformações sócio-históricas transcorridas em tempo longuíssimo. Desse modo, ele representou, em primeiro lugar, todas as oito etapas do processo de expansão do grande mercado. Mas, notem que estamos nos referindo às oito etapas que se iniciaram, subsequentemente, ao “estágio macro-regional”, o qual corresponde ao primeiro Henoc e seus sucessores: Irad, Maviael, Matusael e Lamec. (cf. Gn 4, 17-18 da Verificação Empírica = Gn 1, 20-23 da Sistematização Teórica, isto é, o 5° dia da criação).
Notem, ainda, que o autor destaca uma segunda fase do estágio macro-regional acima indicado, que trata do processo de complexidade da divisão social do trabalho, e que corresponde, na Verificação Empírica,  ao início da hegemonia e bipolarização (Lamec-Ada versus Lamec-Sela) do mercado macro-regional Lamec (Gn 4, 19-24):

   “Lamec tomou duas mulheres, uma chamada Ada e outra Sela. Ada deu à luz Jabel, que foi o pai daqueles que moram em tendas, entre rebanhos. O nome do seu irmão era Jubal, que foi o pai de todos aqueles que tocam cítara e os instrumentos de sopro. Sela, de seu lado, deu à luz Tubal-Caim, o pai de todos aqueles que trabalham o cobre e o ferro. A irmã de Tubal-Caim era Noema”.(Gn 4, 19-22)

  A tal segunda fase do estágio macro-regional bipolarizada (Lamec-Ada versus Lamec-Sela) corresponde à fase inicial (Gn 1, 24-25) do 6° dia da criação, na Sistematização Teórica. A totalidade do 6° dia da criação esta focalizada, na Verificação Empírica, do Gn 4, 19 ao Gn5, 28.  Na realidade sócio-histórica, a segunda fase do estágio macro-regional tem como referência tanto cada cidade-estado como o conjunto das cidades-estados que compõem uma mesma macro-região agora bipolarizada. Mas, a ênfase é posta, agora, sobre a preponderância assumida pela instituição do grande mercado macro-regional bipolarizado (Lamec), enquanto novo preponderante sujeito eventual da sócio-história. E, sobre a ação exercida por “Lamec”, no sentido da incrementação da divisão social do trabalho, no interior de cada cidade e no conjunto bipolarizado delas, numa mesma macro-região.
A macro-região e respectiva realidade histórica pertinente ao período Pré-dinástico recente, também é chamada de Época pré-tinita. Essa realidade histórica serviu de objeto de estudo, da qual fora abstraída a Teoria da História registrada, hermeticamente, nos primeiros capítulos do livro Gênese.

    No período Pré-dinástico recente, o mercado macro-regional egípcio estava subdividido em dois grande blocos. Este aspecto bipolar foi representado, na Teoria da História, sob a forma “Lamec tomou duas mulheres, uma chamada Ada e outra Sela...” (cf. Gn 4, 19-22).[2] O autor resume na figura do segundo Adão (cf. Gn 4, 25) o Pré-dinástico bipolarizado. Ou seja, este “Adão”  representa, portanto, o nível de complexidade atingido pela sociedade, nos últimos 130 anos do período Pré-dinástico recente do Antigo Egito, o qual se caracterizou pelo aspecto bipolar atinente à fase expansiva do processo do Grande Mercado.

          O bloco “Ada” do mercado bipolar Lamec (o  Lamec em Gn 4, 18-24)  da Época pré-tinita do Antigo Egito simboliza, por um aspecto, a região do Norte, Delta ou Baixo Egito, cuja capital fora Buto. Onde a hegemonia sobre as forças de trabalho era detida por corporações ligadas ao trabalho comercial, e por outras ligadas ao trabalho cultural mais sofisticado que as correlatas do Sul, Vale, Alto Egito.

          O bloco “Sela” do mercado bipolar Lamec (o Lamec em Gn 4, 18-24)   do período Pré-dinástico recente simboliza, por um aspecto, a região do Sul, Delta ou Alto Egito, cuja capital fora Hieracômpolis, em egípcio Nekhen. No qual a hegemonia sobre as forças de trabalho era detida por corporações ligadas à extração e beneficiamento de minério.

Por volta de 3200 ou 3400 a.C., o Grande Mercado egípcio Lamec (o primeiro Lamec: Gn 4, 18-24) instrumentalizou as elites no poder da região Sul (Alto Egito), para gerenciar a unificação deste Grande mercado. Neste sentido, Lévêque esclarece:[3]

   “A vitória do Sul sobre o Norte – É difícil determinar a data que as culturas amratiense e gerzeense acabaram por amalgamar-se para dar origem à cultura egípcia do fim do Pré-dinástico recente (por volta de 3400?). Não é mais fácil saber quando se acabou a luta entre o Sul e o Norte. A vitória do Sul só é reconhecida através de alguns monumentos impossíveis de datar com precisão. Remontam sem dúvida aos derradeiros anos que precederam o estabelecimento da primeira dinastia dita tinita. É por isso que este último fim do Pré-dinástico é também denominado época pré-tinita. Os monumentos que descrevem a conquista do Norte pelo Sul São paletas e clavas votivas encontradas no templo primitivo de Hieracômpolis, em egípcio Nekhen, conhecidos pelos textos como o lugar da origem das almas de Nekhen que são os reis do Sul divinizado, sendo os do Norte chamados de almas de Pê (Buto)”

   O autor representou as seis sucessivas escalas imperiais de expansão do grande mercado (Set, Enos, Cainan, Malaleel, Jared e Henoc (o segundo Henoc: cf. Gn 5, 18), mais a sétima etapa (Matusalém: modelo feudal de formação social e do respectivo modo de produção). Sétima etapa esta que desempenha a função de transposição dessas seis sucessivas escalas imperiais, para a oitava etapa, que é a global, e que é também representada, no símbolo Lamec (o segundo Lamec: cf. Gn 5, 25). O referido autor representou, em segundo lugar e sucessivamente, o processo de depressão do grande mercado global Lamec, e respectiva fragmentação tripartite. Processo este que corresponde, na genealogia de Adão, ao nono sucessor deste, isto é, “Noé”. O qual corresponde, na Sistematização Teórica, ao 7° dia da criação (cf Gn 2, 1-4-a), e a respectiva fragmentação tripartite ele representou nos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafet.

    Focalizamos, ainda no terceiro capítulo, a realidade histórica pré-diluviana da qual o autor da Teoria da História abstraiu a teoria da genealogia de Adão, e relacionamos essa realidade aos respectivos símbolos que ele empregou para representá-la.

    No sentido acima apontado, mostramos, em primeiro lugar, a realidade histórica egípcia pré-diluviana relativa às seis sucessivas escalas imperiais de expansão do grande mercado, e respectivas representações simbólicas: primeira escala imperial (Primeira Dinastia egípcia = Set); segunda escala imperial (Segunda Dinastia = Enos); terceira escala imperial (Terceira Dinastia = Cainan); quarta escala imperial (Quarta Dinastia = Malaleel); quinta escala imperial (Quinta Dinastia = Jared); sexta escala imperial (Sexta Dinastia = segundo Henoc; aqui ocorrera a segunda emergência do Escolhido na sócio-história da humanidade: possivelmente Osiris: “Henoc andou com Deus, e desapareceu, porque Deus o levou (Cf. Gn 5, 24). O período que engloba essas seis primeiras dinastias egípcias é chamado Antigo Império.

    Em segundo lugar, mostramos a fase da realidade histórica egípcia pré-diluviana relativa à sétima etapa do grande mercado. Esta etapa consiste na fase de depressão econômica, em que o grande mercado adentrou, imediatamente após a queda da Sexta Dinastia e respectivo Antigo Império. Fase de depressão esta caracterizada pelo desenvolvimento do regime feudal. A qual é chamada de Primeiro período intermediário, e mais apropriadamente de Idade Feudal Egípcia, e é simbolizada no termo “Matusalém”.[2] A tal fase de depressão exerce a função de transposição do processo de expansão do grande mercado, o qual vinha transcorrendo ao nível das seis sucessivas escalas imperiais, para fazê-lo ascender à etapa global pré-diluviana. O regime feudal egípcio apresentou, entre outras, as seguintes características: fragmentação do poder central peculiar à Sexta Dinastia (sexta etapa imperial: Henoc), à medida que se desenvolveu o aumento do poder dos nobres e um clero poderoso; acentuada queda do comércio, da indústria e da cultura; a cidade-estado deixara de ser a principal base do poder e da economia, o campo passou a ser essa base, mas numa área mais ampla que a anterior. Assim, o regime feudal egípcio engendrou, em sua fase final, por dentro de si mesmo, o recrudescimento do comércio, da indústria da cultura, das cidades. Engendrou, ainda, a criação de novas cidades e de classes médias. Entre estas se desenvolveu uma burguesia revolucionária. Enquanto o regime feudal egípcio (Matusalém) definhava-se, ele engendrava as bases do Médio Império.

    Em terceiro lugar, procuramos demonstrar que a realidade histórica pertinente ao grande mercado global pré-diluviano consistiu na rede global constituída pelos seguintes mercados macro-regionais: egípcio (Médio Império); egeu, hitita, aquele constituído pela Fenícia, Assíria e Canaã; mesopotâmico; elamita; e aquele constituído pelas cidades da bacia do rio Indo. Pois, o mercado macro-regional egípcio (Médio Império) liderara, junto àquelas outras macro-regiões, a convergência que conformou a rede global de macro-regiões. Rede esta que funcionou como o eixo central e dinâmico, de expansão do grande mercado global pré-diluviano, e que o autor da Teoria da Historio denomino de “Lamec” (o segundo Lamec: Cf. Gn 5, 25). Cuja realidade histórica concernente, nós demonstramos no primeiro capítulo.

    Finalmente, a nona etapa Noé do processo geral da existência do grande mercado consiste não propriamente em expansão. Mas, ao contrário, consiste no seu processo de depressão econômica, o qual progride se degenerando até a extinção do grande mercado global Lamec. Processo este que se inicia com sinais de regressão. Em seguida, ele adentra na fase depressiva. Ocorre, então, a terceira emergência de Emanuel, o Escolhido (Melquisedec) do Deus Criador (Cf. Gn 6, 9: “Esta é a história de Noé. Noé era um homem justo e perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus…”). Ocorre também o Holocausto Perpétuo. A referida fase depressiva atinge o seu clímax numa grave e prolongada crise social, política e econômica, que atinge todos os grandes mercados macro-regionais integrantes da grande rede global de mercados. Trata-se de profundas e prolongadas convulsões sociais. O autor da Teoria da História simboliza tal processo de regressão no termo “Noé”. O clímax grave e prolongado deste processo regressivo, ele representa no termo “dilúvio”. No primeiro capítulo, demonstramos a realidade histórica pertinente à nona etapa (processo de regressão “Noé”) dos sucessores de “Adão”. Ou seja, demonstramos, naquele capítulo, o início, a fase diluviana e o desmantelamento final do grande mercado global.

    O estágio “Noé” de depressão do grande mercado global Lamec provocara a fragmentação tripartite deste grande mercado. Fragmentação esta que corresponde à décima etapa dos sucessores de “Adão”, e é representada nos três filhos de Noé: Sem (Mesopotâmia e adjacências); Cam (Egito e adjacências); Jafet (ilhas e respectivas costas do Mediterrâneo).

    Ainda no terceiro capítulo, explicamos os significados dos símbolos que aparecem no contexto do “dilúvio”: “barreiras”; “águas”; “barca”; “salvação” (de Noé e seus acompanhantes, inclusive os “animais”). E, mostramos que o autor da Teoria da História concebe a sócio-história como sendo uma totalidade estruturada, ou melhor, como um sujeito sócio-histórico estruturado: a Divindade. Divindade cuja disposição estrutural imprime o curso dialético (cíclico) à sócio-história transcorrida em tempo longuíssimo.

     Em razão do caráter cíclico acima apontado, todo o modelo de processo sócio-histórico representado na teoria da genealogia de Adão iria se repetir. Isto ocorreria após a fragmentação tripartite (Sem, Cam e Jafet). Desse jeito, a fase pós-diluviana teve início, com a formação da primeira escala imperial (Novo Império Egípcio = Set). Sucederam-na as cinco outras escalas imperiais: segunda escala imperial (Império Assírio = Enos); terceira escala imperial (Império Babilônico Caldeu = Cainan); quarta escala imperial (Império Persa = Malaleel); quinta escala imperial (Império Helenístico ou Macedônio = Jared); sexta escala imperial (Império Romano = segundo Henoc; aqui ocorrera, na sócio-história da humanidade, a quarta emergência do Escolhido do Deus Criador: Jesus, o Filho do Homem. Ocorrera também o Holocausto Perpétuo).

    A sétima etapa (transposição da sexta e última escala imperial para a escala global) do processo geral de expansão do grande mercado correspondeu, na realidade sócio-histórica, ao regime feudal. O qual se desenvolvera na Europa ocidental, em decorrência da queda e fragmentação do Império Romano (Henoc). Essa sétima etapa fora representada, na Teoria da História (teoria da genealogia de Adão), segundo a perspectiva prognostica em tempo longuíssimo, no símbolo “Matusalém”.

    A oitava e última etapa do processo de expansão do grande mercado pós-diluviano consiste, finalmente, no grande mercado global Lamec iniciado em torno de 1400 d.C. O qual vinha se expandindo e tornando-se mais complexo, e que vigora até hoje, mas já tendo adentrado, cerca das décadas 70-80 do século passado, no início do estágio Noé de regressão. Início este que prenuncia a quinta emergência do Escolhido do Deus Criador, ou seja, a segunda vinda de Jesus. O presente grande mercado global Lamec pós-diluviano corresponde, por homologia, ao grande mercado global Lamec pré-diluviano, e é representado, também, no símbolo Lamec (o segundo Lamec). Assim, o grande mercado global ainda existente deve se desmantelar e se fragmentar, no curso da presente fase Noé de depressão, em três grandes partes, enquanto se alastrará a grave e prolongada convulsão social que denominamos de “esfacelamento diluviano” atinente a presente fase pós-diluviana.

    Ainda no terceiro capítulo, focalizamos um singular modelo de revolução cultural e respectiva pratica, os quais se desenvolveram na fase Noé de regressão do grande mercado global pré-diluviano. Modelo este voltado para a libertação do indivíduo. Pois, os indivíduos eram mantidos como que “crucificados, encadeados ou afixados”, nos mais diversos e diferenciados grupos ou instituições sociais (de ordem familiar, religiosa, nacional, estatal, profissional, étnica, linguística, etc.). Assim, eles eram mantidos enquanto membros componentes desses respectivos grupos ou instituições. Porque é próprio da instituição ou grupo social atuar sobre cada indivíduo membro, no sentido de moldar a visão de mundo e respectiva conduta deste. Mas, este fenômeno que diz respeito à Psicologia Social, não ocorre por obra do acaso. Posto que, nas formações sociais condicionadas pela divisão e oposição do trabalho material e intelectual, todos os grupos ou instituições sociais são formatados pelas elites dominantes, sobremodo pelos respectivos ideólogos aliados às tais elites. Em cada formação social, a intelligentsia elabora as ideologias (visões de mundo) pertinentes a cada modalidade de grupo ou instituição de ordem social, econômica e política, e as inculcam, de modo sutil e indelével, nos respectivos indivíduos membros desses grupos. Assim, tais ideologias são operadas pelos ideólogos, e funcionam como “cadeias ideológicas” ou “definições das situações”, nas quais os indivíduos e respectivas condutas são mantidos “presos” ou “crucificados”.

    Mostramos ainda no início da fase Noé de regressão do grande mercado global, que o modelo de revolução acima apontado fora preparado e precedido por um singular tipo de pensador revolucionário, Tipo este análogo aos grandes profetas individuais hebreus (Amós, Isaias, Miquéias, Oséias, Sofonias, Jeremias, Ezequiel, Zacarias, e o autor do livro Daniel). Os quais elaboraram a respectiva categoria de pensamento profético. Mostramos, ainda, que um Profeta Maio e Escolhido pelo Deus Criador emergiu após uma sequência de grandes profetas individuais, e sistematizou os conhecimentos produzidos por seus predecessores. Esse Profeta Maior liderou e desencadeou a revolução cultural em apreço, a qual teve como alicerce o indivíduo autoclarificado, autodiligente e dotado de consciência social crítica e transformadora. Ele atuou, precisamente, no sentido de libertar o indivíduo do extremo estado de alienação e de submissão. Estado no qual o indivíduo era mantido, pelos ideólogos e seus “aliados” (lideranças políticas e econômicas), nas respectivas cadeias ideológicas, e nas concernentes instituições coletivas, que o indivíduo é a unidade mínima componente. Instituições estas dirigidas e formatadas, exatamente, por tais ideólogos e seus aliados.

    O Escolhido libertava o indivíduo, à medida que o ensinava como desenvolver autoconhecimento, capacidade de autodiligência e consciência social crítica e transformadora. Desse modo, o movimento social revolucionário caracterizou-se por constituir núcleos de formações sociais igualitárias, fraternais e radicalmente pacifistas. Mostramos, por fim, que o Escolhido que emergiu na fase Noé pré-diluviana, tratou-se da legendária personagem chamada Melquisedec, e que a segunda volta de Jesus ocorrerá no início da fase Noé pós-diluviana, ou seja, está preste a ocorrer.

[1] http://tribodossantos.com.br/pdf/Teoria%20da%20Hist%C3%B3ria%20-%20introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf

[2 Machado, F. A. Teoria da História – Do grande mercado global pré-diluviano ao grande mercado global contemporâneo, p. 93. Cf. ART. 26: O mercado macro-regional bipolar (Lamec e Ada versus Lamec e Sela) (Art. 26, 2.7.1.;2.7.2.;2.7.3., p. 184-192): http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/04/o-mercado-macro-regional-bipolar-lamec.html     

[3] Lévêque, Pierre. As primeira civilizações. Volume I – Os impérios do bronze, Edições 70, lda., Lisboa, 1987, p. 103.
[4]. Cf. Burns, E. M. História da Civilização Ocidental, p. 47.