Explicações acerca da teoria da genealogia histórica de Adão – Descrição das tabelas da fase de depressão do Grande Mercado

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Livro: O DILÚVIO – Na cronologia da realidade sócio-histórica pré e pós-diluviana interpretada pela cronologia da teoria da genealogia de Adão – LINHA DO TEMPO  (Art. 3, Intr., p. 19-22) www.tribodossantos.com.br

         No artigo anterior (Art. 2), apresentamos alguns esclarecimentos e descrevemos os aspectos pertinentes à fase de expansão do Grande Mercado.[1] Agora, apresentaremos as tabelas atinentes à “Fase de depressão do grande mercado global pré-diluviano”. O modelo da tabela que empregaremos, na apresentação dessa fase depressiva, é assemelhado àquele que empregamos na exposição da fase anterior (expansiva).

          A primeira parte da fase depressiva pode ser pensada como sendo a primeira etapa dessa fase, ou como a nona etapa do processo geral do Grande Mercado. A fase depressiva do Grande Mercado Global Lamec é representada no signo Noé, que significa “repouso” ou “descanso”. Ela tem início quando a fase precedente, isto é, o Grande Mercado Global Lamec atinge seu limite de expansão.

         O Grande Mercado Global articula, escalonadamente, os mercados macro-regionais, nacionais e assim por diante. Ele consiste numa instituição coletiva criada pelos indivíduos, mas que se tornou autônoma e submete e explora seus criadores. Essa instituição coletiva se encontra articulada às outras também autônomas, dominadoras, exploradoras e do mesmo porte: as forças produtivas globalizadas segundo a divisão internacional do trabalho; o conjunto das grandes instituições culturais hierarquizadas de natureza ideológica, por exemplo (contemporâneo para melhor entendimento) da Igreja, das denominações protestantes, budistas, maometanas, hinduístas, a Educação ou nova “catequese”, isto é, ensino científico-positivista; o conjunto das instituições políticas a exemplo dos estados, impérios, partidos políticos, etc. O conjunto constituído por essas instituições articuladas entre si, e seus respectivos agentes diretores (elites dominantes) incrementa, cada vez mais, a exploração das forças de trabalho. A exacerbação da exploração das forças de trabalho ocorre, notadamente, durante o curso expansivo do Grande Mercado Global. Tal conjunto procede assim até extenuá-las. Desse modo, as forças de trabalho – que consistem no fator determinante básico e Criador de todo o processo da gênese sócio-histórica – entram no estado Noé de repouso ou descanso do Deus Criador. Ou seja, o processo genético sócio-histórico que vinha transcorrendo em tempo muito longo, adentra no “sétimo e ‘último’ dia da criação”. Estado esse que causa a depressão do Grande Mercado Global.

         Por outro aspecto, é o próprio Mercado Global que gera, contraditoriamente, sua drástica e abrupta depressão e a redução da capacidade de potencialidade das forças de trabalho. Situação análoga ocorreria no mercado global  que nos é contemporâneo. Esta redução abrupta é redimensionada, considerando-se o crescente ritmo da produção, diante da expectativa do crescimento da demanda e da população. Desse modo, o grande mercado global e respectivas elites diretoras ao incrementarem a sobreexploração das forças de trabalho, geram o seu inverso, ou seja, geram a fase Noé de repouso das forças de trabalho. Este é o sentido do trecho:
Lamec (…) gerou (…) Noé, dizendo: ‘Este nos trará, em nossas mãos, um alívio da terra que o Senhor amaldiçoou”. (Gn 5, 28-29).

         No contexto Noé, o Escolhido do Deus Altíssimo e Criador dos céus e da terra emerge, provavelmente, antes ou no início da fragmentação tripartite (nascimento de Sem, Cam e Jafet) do então decadente Grande Mercado Global. Este é o sentido do trecho:
Esta é a história de Noé. Noé era um homem justo e perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus. Noé teve três filhos: Sem, Cam e Jafet”. (Gn 6, 9-10).

         A segunda parte da etapa regressiva é representada nos três filhos de Noé, isto é, Sem, Cam e Jafet (cf. Gn 5, 32). Essa segunda parte pode ser pensada, também, como a décima etapa do processo geral do Grande Mercado pós-diluviano. A segunda parte da etapa depressiva Noé consiste na fragmentação tripartite do decadente Grande Mercado Global Lamec. Fragmentação esta que se desenvolve e se acelera à medida que a etapa Noé de depressão progride. O Grande Mercado Global pré-diluviano era constituído dos mercados macro-regionais egípcio, egeu, mesopotâmico, etc. Mas, a regressão Noé provocou a sua divisão tripartite, que apresentou a seguinte configuração espacial: Sem (a Mesopotâmia, o Elam e demais mercados macro-regionais circunvizinhos); Cam (os países do sul: Egito, Etiópia, Arábia, Canaã, etc.); Jafet (países da Ásia Menor e das ilhas do Mediterrâneo).[2]

         A terceira parte da etapa depressiva Noé é representada no signo “dilúvio” (= II Período Intermediário). Este signo representa dois aspectos. Por um aspecto (Cf. Gn 7, 11-b: “romperam-se naquele dia todas as fontes do grande abismo”), o “dilúvio” representa a ruptura vertiginosa e repentina da produção e do comércio. E, por outro (cf. Gn 7, 11-c: “e abriram-se as barreiras dos céus), o “dilúvio” representa o rompimento de todos os meios ideológicos e de moldagem da conduta individual e coletiva, e de controle e mobilização social. Tais rupturas abruptas provocaram: êxodos citadinos sem destino certo de turbas famintas; invasões, saques e ocupações de cidades por povos bárbaros e nômades; desemprego em massa; convulsões sociais e guerras generalizadas, etc. Tudo isto transcorreu, durante longo tempo, por toda rede global de mercados macro-regionais pré-diluvianos.[3] E, foi acompanhado, certamente, por catástrofes ecológicas decorrentes, sobretudo, do modo perverso de “exploração” exercido sobre a natureza.

[1] Art. 2. Descrição das tabelas da fase de expansão do Grande Mercado (Art. 2, Int., p. 14-19).

[2] Cf. o esclarecimento fornecido por exegeta, na Bíblia de Jerusalém, no rodapé da p. 47, item “a”, referente ao Gn 10, 1.

[3] Cf. ART. 9: INÍCIO E TÉRMINO DA QUEDA DO MERCADO GLOBAL PRÉ-DILUVIANO: no Egito, na mesopotâmia e na civilização egéia (Art. 9, 1.2;1.2.1;1.2.2;1.2;3. P. 62-66):

http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/02/inicio-e-termino-da-queda-do-mercado.html

Cf. ART. 10: Peregrinação de Abraão pela Crescente Fértil no meio do dilúvio que abateu o mercado global pré-diluviano (Art. 10, 1.2.4;1.2.5;1.2.6;1.2.7. p.66-75):

http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/02/peregrinacao-de-abraao-pela-crescente.html