O 2º LAMEC: O MERCADO GLOBAL PRÉ-DILUVIANO E O PÓS-DILUVIANO (CONTEMPORÂNEO)

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Livro: Teoria da História (Art. 34, 3.3., p. 237-239) www.tribodossantos.com.br

    Vimos que a Sexta Dinastia (Henoc) e com ela a Antigo Império houveram regredido ao modelo feudal de formação social. Assim, teve início a Idade Feudal Egípcia, que é chamada, também, de Primeiro Período Intermediário, e que o autor da Teoria da História representou no signo Matusalém. Vimos, ainda, que o modelo feudal de formação social engendrou, intrinsecamente, o Médio Império (2100 a 1788 a.C.). O qual atuou, por extensão, como uma condição prévia, sem a qual a articulação da grande rede de mercados macro-regionais não teria alcançado o estágio global. Ou seja, este estágio possivelmente não teria se concretizado, ao menos naquela época.[1]

    Na teoria da genealogia de Adão, o grande mercado global é representado no signo “Lamec”, o segundo Lamec citado no livro Gênese (Cf. Gn 5, 25-31). Na ordem cronológica apresentada na teoria da genealogia de Adão, Lamec corresponde ao oitavo sucessor de Adão: 1. Set (I Dinastia); 2. Enos (II Dinastia); 3. Cainan (III Dinastia); 4. Malaleel (IV Dinastia); 5. Jared (V Dinastia); 6. Henoc (VI Dinastia); 7. Matusalém (Idade Feudal = I Período Intermediário); 8. Lamec (Médio Império e por extensão a grande rede global de mercados macro-regionais).
Note-se que o autor da Teoria da História não concebe o “Adão” (os 130 anos do mercado macro-regional bipolarizado egípcio à Época pré-tinita ou Pré-dinástico recente) como a primeira etapa do processo de expansão do Grande Mercado. Ele concebe “Adão”, apenas como o ponto de partida. Pois, de “Set” (I escala imperial de expansão) em diante, ele está tratando de outro patamar do processo geral de expansão do Grande Mercado. Ou seja, um patamar além da esfera “Adão”. Neste sentido, o autor atribuiu o signo “Set” à primeira escala imperial (I Dinastia). Signo este que significa (sair de um lugar, para) “estabelecer, colocar em algum lugar”, conforme o exegeta da Bíblia Ave Maria esclarece, referindo-se ao Gn 4, 25, no rodapé da página 52: “Set está relacionado com o verbo sit (chit), que significa estabelecer, colocar em algum lugar“.

    É importante notar, ainda, que na fase pré-diluviana, somente uma parte da teoria da genealogia de Adão corresponde ao processo geral de expansão e complexidade do grande mercado: àquela que se inicia com Set (Primeira Dinastia) e se encerra com Lamec (Grande Mercado Global).
A fase subsequentemente àquela citada acima, inicia-se com Noé e é concluída com os descendentes deste, Sem, Cam e Jafet, e o dilúvio” (II Período Intermediário: convulsão social grave e prolongada em toda rede global) que os acompanha. A fase Noé corresponde ao processo geral iniciado com recessão, seguida de depressão grave e irreversível, e concluída, com o delineamento final da fragmentação tripartite e o fim do “dilúvio”. Ou seja, concluída com a extinção do grande mercado global Lamec. Assim, todo um muito longo período pré-diluviano se encerra. Aquele que abarca as seguintes fases.
Por um lado, a fase expansiva do grande mercado iniciada com a Primeira Dinastia (Set) e terminada com o fim do Médio Império e demais mercados macro-regionais que compuseram a grande rede global pré-diluviana (Lamec).
Por outro lado, a fase depressiva iniciada com o esgotamento e subsequente repouso ou descanso (Noé) das forças produtivas, e encerrada com a delineamento conclusivo da fragmentação tripartite (Sem, Cam e Jafet) do grande mercado global, e o fim do “Dilúvio”.

    A fragmentação tripartite começou logo após o início da fase Noé e prosseguiu se agravando no bojo desta fase. Ao se consumar o longo processo depressivo e o delineamento tripartite, então, concluiu-se também toda a fase pré-diluviana ou Pré-II Período Intermediário. E, subsequentemente teve início a fase pós-diluviana ou Pós-II Período Intermediário, e com ela um novo ciclo de processo geral de expansão do grande mercado seria iniciado a partir de um novo Set, isto é, o primeiro degrau da escala imperial desse processo, que na realidade histórica correspondeu ao Novo Império Egípcio. Este foi subsequentemente sucedido por: Império Assírio (Enos); Império Babilônico Caldeu (Cainan); Império Persa (Malaleel); Império Helenístico (Jared); Império Romano (Henoc); formação social sob o regime feudal na Europa Ocidental (Matusalém); Grande mercado global contemporâneo (Lamec).
Nas décadas 70-80 do século passado, o processo geral de expansão do Grande Mercado pós-diluviano chegou ao seu limite, e com ele a expansão do grande rede global de mercados macro-regionais chegou, também, ao seu limite. Teve início, então, uma nova fase de recessão. Esta recessão seria, ulteriormente, seguida de grave e irreversível depressão. A qual foi provocada pelo esgotamento e respectivo repouso (Noé) das forças produtivas, ou seja, repouso do Trabalho Natura-Social, o Criador de todas as coisas. Fase depressiva essa hoje já iniciada.

[1]. Cf. http://tribodossantos.blogspot.com.br/2013/04/feudalismo-matusalem-etapa-7-de.html (Art. 33, 3.2., p. 221-230)