Genealogia como metáfora de sucessivas etapas de expansão e regressão do Grande Mercado pré-diluviano: chave da decifração do Livro da família de Adão – Dificuldades – 777, 666

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 Árvore geneológica de Adão - Cópia (4) - Cópia     Livro: O DILÚVIO – Na cronologia da realidade sócio-histórica pré e pós-diluviana interpretada pela cronologia da teoria da genealogia de Adão – LINHA DO TEMPO (Art. 6, Cap. I, p. 30-32) www.tribodossantos.com.br

   O modelo teórico indicado no artigo anterior (Art. 5) fornece-nos informações preciosas.[1] Esse modelo e as respectivas informações podem ser aplicados, para cada um dos sucessores de Adão, que integram o contexto do processo geral relativo à expansão e regressão do Grande Mercado pré e pós-diluviano.[2]

   O número dos anos do período de hegemonia detido por cada etapa é fornecido pelo autor, mas faltam outros dados. Bastaria que ele tivesse fornecido as características ou exata denominação conhecida acerca da realidade histórica pertinente a uma das etapas do processo do grande mercado pré-diluviano, para que pudéssemos aplicar, com mais facilidade, a teoria como método de interpretação da realidade sócio-histórica concernente. E, assim poderíamos identificar todas as demais etapas pertinentes ao processo geral relativo ao grande mercado. Ora, já dispomos da chave para decifrarmos o enigma da genealogia de Adão, e também o “enigma da besta de sete cabeças” (cf. Ap 17, 7-12): a tal genealogia consiste numa metáfora de sucessivas etapas do processo de expansão seguido de regressão relativo ao Grande Mercado “pré-diluviano” (= Pré-II Período Intermediário). Obtivemos isto através do método de comparação tipológica. Ainda assim, algumas dificuldades permanecem.

   Mesmo o numero de anos do período de hegemonia de cada etapa fornecida pelo autor, não pode ser concebido, exatamente, como o período concernente à realidade sócio-histórica da qual ele foi abstraído, na elaboração da respectiva teoria. Isto ocorre por três aspectos.
Por um aspecto, as datações do inicio e do término do período de hegemonia de cada etapa, e o número de anos correspondente a este período transcorreram em tempo muito longo. A parte inicial do processo do grande mercado transcorreu em época remota, mesmo para a época em que a teoria foi elaborada, isto é, possivelmente em torno de 1580 a.C., quando a era pré-diluviana ia se encerrando e tendo início à era pós-diluviana. Ou mesmo, próximo de 1330-1250 a.C., quando Jetro, Moisés e certamente outros pensadores dessa envergadura lidavam com a Teoria da História em tela. Ou ainda, por volta de 1800 a.C., à época de Melquisedec e por este mesmo, ao menos em parte. Os autores da Teoria da História não dispunham, possivelmente, de fontes com dados precisos e outros recursos necessários para a datação exata de tudo. Esses fatores contribuíram, certamente, no sentido de dificultar aos autores da teoria determinar datas e períodos com precisão.
Por outro aspecto, a datação em apreço não precisava ser muito exata. Pois a teoria foi abstraída da realidade sócio-histórica, que consistira no primeiro processo geral concernente ao Grande Mercado que a humanidade vivenciou.
Por outro aspecto ainda, os autores empregam, com o sentido simbólico, determinados números relativos aos períodos de existência total de alguns membros da genealogia. Eles atribuíram, por exemplo, o número exato dos dias de um ano (um tempo), ao período total da existência de Henoc (sexta escala imperial) (cf. Gn 5, 24). A fim de aludir ao simbolismo do “Sol” (indivíduo real existente que preside a fase DIA do processo dialético de produção do conhecimento e respectivas transformações sócio-históricas) e sua trajetória em tempo muito longo. O qual emerge no contexto Henoc. Desse modo, a emergência do Ungido de Deus indicada na teoria da genealogia.

   O “Sol” emergiu, primeiramente, no “4° dia da criaçãoSistematização Teórica” (cf. Gn 1, 14-19). Quarto dia este que corresponde, na Verificação Empírica, ao contexto da divisão e oposição social entre o trabalho agrícola (Caim-Lua) e pastoril (Abel-Sol) (cf Gn 4, 1-16). Neste contexto, o “Sol” emergira como o Principal entre “os primogênitos do rebanho e das gorduras de “Abel” (seguimentos que exerciam trabalho pastoril) (cf Gn 4, 4).

   O “Sol” (indivíduo real existente) emergira, também, a exemplo de Osiris, e, do Jesus Histórico ou Emanuel (Deus conosco). Osiris emergira no contexto Henoc (sexta escala imperial) pré-diluviano; o Jesus Histórico emergira no contexto Henoc pós-diluviano: “Henoc andou com Deus, e desapareceu, porque Deus o levou” (Gn 5, 24). Pois, o “Sol” (indivíduo real existente) quando emerge nos contextos que lhe são próprios (“Abel”; Henoc; Noé), então, cabe-lhe “presidir” a fase “DIA” do processo dialético de produção do conhecimento e respectivas transformações sócio-históricas: DIA>TARDE>NOITE… Cabe-lhe, ainda, liderar e desencadear o movimento revolucionário de natureza pacifista, que é voltado para a libertação dos indivíduos tanto das garras ideológica (sacerdotais, filosóficas, cientificistas, etc.) como das instituições sociais que eles criaram, mas que os dominam. Ele cumpre essa sua missão até ao limite, por amor ao Pai e ao indivíduo humano. Limite este que corresponde ao cumprimento do holocausto perpétuo.

   O “Sol” (indivíduo real existente) emergira, ainda, no início do contexto Noé de  depressão da grande rede global Lamec  pré-diluviano: Melquisedec.
O período total de existência de Lamec (8ª etapa: grande mercado global) é representado no número “777” (cf. Gn 5, 31), isto significa que Lamec em regressão Noé adentrou e se aproximou do sétimo e derradeiro dia da criação, ou seja, quando o Criador “descansou” (Noé) do seu trabalho de criação (cf. Gn 2, 3). Assim, o autor remete o leitor, para o sétimo dia da criação apresentado na primeira parte (sistematização teórica) da Teoria da História. Na linha do tempo, veremos que o grande mercado global (Lamec) pré-diluviano termina cinco dias antes da data em que se inicia o dilúvio. Esta data é a mesma em que finda o decadente regime feudal (Matusalém).

   O mesmo algarismo repetido três vezes pode ser empregado, simbolicamente, em alusão ao seu significado dentro de um contexto diferente daquele que o autor esteja focalizando, mas que tenha alguma relação com aquilo que o autor esteja tratando neste contexto. Neste sentido, o número “666” atribuído, no Apocalipse (cf. Ap 13, 17-18), ao “homem” chamado Lamec (Besta Mercado Global), indica, entre outras coisas, que esse homem “vive” (exerce seu período de hegemonia), mas caminhando para a derradeira fase do sexto dia da criação. Ou seja, na 8ª e derradeira etapa expansiva do grande mercado. Assim, ele se aproxima do sétimo dia da criação, o qual é iniciado por seu sucessor imediato, Noé (o repouso do Criador), que representa o início e o fim da fase regressiva do grande mercado global Lamec. O 6° dia da criação vai se expandindo de Lamec (Cf. Gn 4, 19) até Lamec (cf. Gn 5, 25), entra em depressão, ao adentrar no 7° dia da criação, ao gerar Noé (Gn 5, 29), e se encerra no contexto dessa depressão, ao fim de 777 anos.

[1]. Cf. Significados dos signos Adão, nascimento, período de vida, geração do primeiro filho, período total de vida, etc. de cada sucessor de Adão (Art. 5, Cap. I, 1.;2.;3.;4., p. 26-30)

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[2] Cf. Art. 5. Significados dos signos Adão, nascimento, período de vida, geração do primeiro filho; período total de vida, etc. de cada sucessor de Adão (Art. 5, Cap. I, 1.;2.;3.;4., p. 26-30)