A Teoria da História e o indivíduo se rebelando e dominando os quatro “monstros gigantes” da era atual

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Livro: Teoria da História (Art. 2, Intr. P. 14-18) www.tribodossantos.com.br

    O livro Teoria da História[1] focaliza determinados aspectos do livro Gênese, ou seja, uma Teoria da História elaborada por antiquíssimos profetas. A qual foi trazida por Moisés e registrada, inicialmente de modo simbólico, nas formas e disposições tanto das mobílias do tabernáculo como desta tenda. Essa teoria foi, posteriormente, traduzida e registrada no livro Gênese. Dentro dessa Teoria da História, focalizaremos, entre outros aspectos, a teoria da genealogia de Adão, que é de caráter cíclico. Nesta teoria genealógica, mostraremos que um grande mercado global houvera se desenvolvido na era pré-diluviana. Grande mercado este homólogo ao grande mercado global contemporâneo, isto é, pós-diluviano, guardando-se as devidas proporções.

    Os livros Teoria da História, e, Tribo dos Santos[2] são expressões artísticas da insurreição manifestada pelo indivíduo. Mas, por aquele indivíduo que valoriza a fraternidade, a paz e o verdadeiro ideário e prática ensinados pelo Mestre, contra toda opressão e injustiça que pesa sobre os indivíduos em geral. Desse modo, buscamos alertar e sensibilizar os indivíduos de boa vontade, para se esforçarem em sair do extremo estado de alienação e prostração em que estão submetidos. E, para se prevenirem e atuarem na tentativa de atenuar a grave e prolongada convulsão social e catástrofes ecológicas, que vêm sendo preparadas pelos quatro gigantescas instituições sociais da nossa era (e seus principais agentes, as elites dominantes): A) o Fero Capitalismo Industrial; B) a Besta Mercado Global: C) sua “imagem” ou equivalência em valor de troca, isto é, a Imagem da Besta Mercado Global, ou seja, o sistema monetário e financeiro autônomo e unificado globalmente; D) a Igreja e demais instituições ideológicas hierarquizadas.

    Essas quatro velhas, gigantescas, poderosas e ricas instituições sociais foram criadas pelos homens, mas assumiram autonomia em relação aos seus criadores. Assim, essas quatro entidades coletivas vêm perpassando a sócio-história e submetendo os indivíduos às necessidades de manutenção delas. Hoje, com a autonomia alcançada pela Imagem da Besta, o agrupamento operatório e em rede formado e exercido pelos quatro monstros articulados entre si atingiu sua plenitude e eficácia, voltadas para sua auto conservação e para a produção e administração da miséria, da violência, da alienação dos indivíduos – alienação inclusive dos indivíduos das classes médias e dos membros das elites dominantes – e da degradação da natureza. A estrutura de cada uma delas e a do articulado conjunto operacional por elas formado estão enrijecidas, fechadas, enfim, petrificadas. Assim, é impossível dominá-las agindo sobre elas de cima para baixo, seja por dentro ou por fora delas. Mas, cada indivíduo pode atuar no sentido de desenvolver sua autoclarificação, capacidade de autodiligência e consciência social crítica e transformadora. Desse modo, o indivíduo dispõe da possibilidade de orientar a sua conduta subjetiva e motivadora da sua própria conduta objetiva, no sentido de se libertar das ações e condicionamentos alienantes operados pelos quatro gigantes. E, ainda, atuar no sentido de dominá-los.

    O livro Teoria da História e o citado texto para teatro (Tribo dos Santos)[3] propõem, também, aos indivíduos de boa vontade, a preparação do caminho tanto para a parousia (a segunda vinda do Escolhido), como para o movimento em prol da libertação do indivíduo. Movimento este que vai ser liderado pelo Escolhido. E, assim, preparar, também, o caminho para a concretização do novo modelo de uma formação social, justa, fraternal, horizontal e igualitária. Ou seja, o “utópico” “Arraial” ou “Acampamento dos Santos, a Cidade amada” (Cf. Ap 20, 9), que aqui chamamos de “Tribo dos Santos”. Modelo de formação social este prognosticado por todos os grandes profetas individuais e pelo próprio Filho do Homem.

    A obra que ora apresento e o texto teatral em tela são do mesmo gênero, mas podem ser concebidos por diferentes prismas. Por exemplo, ambos podem ser pensados como sendo de ficção científico-teológica. À medida que procuramos sintetizar conhecimentos pertinentes, por um lado, à Economia e à Sócio-História, e por outro lado, a uma antiga Teoria da História de caráter genético, estrutural e dialético, de natureza esotérica. Teoria esta conhecida por determinados antigos e grandes profetas individuais hebreus. E, pelo profeta maior, o Escolhido por Deus, no passado mais recente, isto é, Jesus. Escolhido para atuar em favor da libertação do indivíduo em referência às instituições coletivas que o oprimem e alienam. Teoria esotérica essa aplicada pelos grandes profetas individuais, como método de interpretação da realidade sócio-histórica de longuíssima duração. Desse modo, cada um dos aludidos grandes profetas aplicava tal teoria, focalizando seu contexto sócio-histórico presente, o seu passado e o seu devir. Esses profetas nunca explicitaram o fato de estarem operando com essa teoria, porque ela é esotérica, e cujo conhecimento produzido com sua aplicação era enunciado de modo hermeticamente codificado, através de simbolismos difíceis de serem interpretados, senão para outros profetas genuínos. Simbolismos estes que tanto os antigos como os modernos sacerdotes e escribas (teólogos) nunca compreenderam seus verdadeiros significados, e que hoje são simploriamente rotulados de profecia e escatologia. Pois, as preocupações desses ideólogos elitistas sempre estiveram centradas nos dízimos, nas dádivas, enfim, em tudo que viabilizasse subtrair qualquer coisa de valor das suas vitimadas ovelhas, através dos inúmeros artifícios e mentiras (rituais; Lei, dogmas, etc.) que para tal objetivo inventam.

    O presente trabalho e também o texto teatral em questão podem ser concebidos, ainda, como do gênero de mistério. Se os considerarmos como expressões artísticas, que procuram traduzir a visão de determinado universo simbólico, captado pela perspectiva mística. O místico é aquele que passou por uma experiência extática, a qual o capacitou “ver o céu aberto” (Cf. Ap 11, 19; 15, 5), ou seja, captar determinado “universo simbólico”, registrado no inconsciente coletivo, mas inacessível ao pensador tradicional.

    O gênero desta obra e mais o do respectivo texto para teatro podem ser concebidos, ainda, como expressões artísticas referentes a uma específica visão de mundo, e correspondente categoria de pensamento condicionada por uma determinada localização social (sião). Localização social do pensamento esta inserida na esfera subordinada de uma determinada nação periférica, o Brasil. Nação essa reduzida, entre outras tantas, a mero mercado. E, subjugada e explorada pela elite local mancomunada com o conjunto das elites das nações que compõem o centro dinâmico do sistema capitalista internacional. O presente contexto sócio-histórico (início da fase Noé de regressão do grande mercado global) é sui generis, assim ele favorece a gênese da referida categoria de pensamento.

    O leitor pode atribuir, entretanto, diversos outros gêneros tanto ao presente trabalho como ao texto teatral. Porque os diversos pontos de vista são respectivamente condicionados subjetivamente, segundo a biografia de vida de cada um. Seja qual for o entendimento que o leitor abstrair em relação a essas duas obras, para você, leitor, e sua idiossincrasia eu tiro o meu chapéu. Eu fiz a minha parte: dei o meu recado. Espero que goste. Desde já agradeço a quem se digne perder algum tempo, lendo e refletindo a respeito desta obra e a respeito do texto teatral em apreço.

[1] http://tribodossantos.com.br/pdf/Teoria%20da%20Hist%C3%B3ria%20-%20introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf

[2] http://tribodossantos.com.br/pdf/Tribo%20dos%20Santos.pdf